por Rute Moabita
Acho que ultimamente estamos filosofando demais, e nos esquecendo de desfrutar, curtir, viver.
Recebi um texto estes dias de uma amiga, que diz assim:
“Homem tem que ser tratado como tratamos o cabelo!
Num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola,
dá uma cortada quando precisa, numa semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo!
Fala a verdade... cabelo dá trabalho...
Mas a mulher consegue viver careca????” - Anônimo
Vamos parar de filosofar, e simplesmente deixar acontecer... preso, solto, alisado, enrolado... rs
São tantas as opções.... Desfrute!!!
Boa Semana,
Rute Moabita
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domingo, 6 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Uma Avaliação Psiquiátrica sobre a Convivência
CONVIVÊNCIA COM O PRÓXIMO
por GJ Ballone
Um antigo psiquiatra, já falecido, o qual me incentivou nos primeiros passos da psiquiatria, não se cansava de dizer que a maior causa de aborrecimentos do ser humano é outro ser humano, muito embora dissesse também, que a maior causa de alívio desses aborrecimentos é outro ser humano.
Interessa aqui falar um pouco da primeira parte dessa questão, ou seja, da má influência de nosso próximo em nosso estado de espírito. Se a colocação de meu antigo mestre for verdadeira, e parece que é, então para o bem-viver emocional devemos aperfeiçoar nossa capacidade de convivência com nosso semelhante.
Ao falar sobre a capacidade de nossos semelhantes em nos aborrecer estamos falando das frustrações, mágoas e irritabilidade que nossos semelhantes podem produzir em nós. Conforme veremos adiante, de antemão podemos dizer que nossas frustrações, mágoas e irritabilidade, são proporcionais àquilo que esperamos dos outros; quanto mais esperamos, mais sofremos.
Sempre que esse fato é comentado algum paciente pergunta quase angustiado: ¾ então não devemos esperar nada de ninguém? Não, não devemos. E é bom acostumarmos com essa idéia. Quanto mais esperamos de alguém, mais corremos o risco de frustrações, mágoas e irritabilidade.
Portanto, é bom fazermos tudo aquilo que fazemos sem esperarmos nada em troca, fazemos por uma questão de consciência. Se algo de bom vier de nossos semelhantes será um lucro agradável e, se não vier nada, será normal.
O ser humano, apesar dos milhares de anos conseguindo se adaptar à natureza, conseguindo sobreviver às intempéries, aos terremotos, aos animais ferozes, às epidemias e à toda sorte de dificuldades e perigos que o mundo oferece, continua hoje sofrendo e sendo vítima daquilo que sempre lhe pareceu o menor dos perigos: seu semelhante e ele mesmo.
É muito difícil tratar dessa importante questão de nosso relacionamento com os outros e conosco mesmo de forma resumida e prática. Primeiro, devido ao risco de falar o óbvio e aquilo que todos já sabem e, segundo, corre-se o risco de falar coisas desagradáveis de se ouvir.
Durante toda nossa história podemos experimentar algum sofrimento, mágoa ou desencanto com nosso próximo e, não obstante, este sofrimento, mágoa e desencanto serão tão maiores quanto menos nos conhecermos e menos conhecermos nosso próximo. Aliás, conhecer nosso próximo só é possível na medida em que conhecemos nós mesmos.
Uma das maiores dificuldade de convivência entre as pessoas se baseia no fato do ser humano se apresentar um ser social por natureza e, simultaneamente, um ser egocêntrico. Por sermos sociais, somos incapazes de viver sozinhos no mundo e, por sermos egocêntricos somos, ao mesmo tempo, incapazes de conceder aos nossos semelhantes as mesmas regalias que nos concedemos. Portanto, sozinhos não conseguimos viver e, paradoxalmente, com o outro também é difícil.
Para compensar essa peça que a natureza nos pregou, fomos dotados de um atributo muito especial: somos capazes de mudar. Trata-se do livre arbítrio ou seja, da capacidade de mudanças, de procurar um amanhã melhor que o hoje. Normalmente nossa evolução acontece através de mudanças em posturas e em atitudes diante dos semelhantes e da vida. Neste trabalho vamos falar sobre as dificuldades da pessoa em conviver com seu semelhante e reservamos para outro escrito as questões relativas à convivência da pessoa consigo mesma.
Estando a pessoa sofrendo alguma mágoa ou frustração produzida por outra pessoa ou por circunstâncias do destino, será melhor pleitear uma mudança em sua própria postura diante dos outros e do mundo para que não se magoe e nem se frustre. Essa é a atitude mais sensata psiquiatricamente falando, principalmente porque o psiquiatra não tem acesso e não pode mudar o outro e nem o mundo.
Inicialmente, vamos considerar que a mágoa, o aborrecimento, a irritabilidade e a frustração são sempre de autoria da pessoa que se sente magoada, aborrecida, irritada e frustrada. São sentimentos que nascem na própria pessoa, portanto, a culpa, no sentido involuntário do termo, deve recair sobre quem está magoado, aborrecido, irritado e frustrado. É a pessoa quem alimenta tais sentimentos, é ela quem se deixa magoar, frustrar e aborrecer.
Assim sendo, em termos de sentimentos, o raciocínio mais correto é dizer que a pessoa deixou-se magoar por fulano e não que foi magoada por ele. Não deve ser fulano quem nos irrita mas sim, nós nos deixamos irritar por fulano. Portanto, como se vê, nossos aborrecimentos têm uma origem dentro de nós, são sentimentos nossos.
Primeiramente, se nos sentimos magoados, aborrecidos, irritados e frustrados sem que essa tenha sido a intenção do outros, a culpa é de nossa sensibilidade. Estão nessa situação os sentimentos de humilhação que experimentamos quando nosso orgulho é ofendido. Ora, estamos falando de nosso orgulho. Ou nos sentimos magoados quando achamos que não estamos sendo gostados o tanto que gostaríamos de ser gostados. Ora, a quantidade que gostaríamos de ser gostados é nossa pretensão, portanto, de nossa exclusiva responsabilidade. Ou nos sentimos frustrados porque o outro não satisfaz nossas expectativas. Ora as expectativas são construídas por nós, portanto, de nossa autoria.
Em segundo lugar, mesmo sendo intenção dos outros nos magoar, humilhar, frustrar ou irritar, se estivermos muito bem conosco mesmo, jamais nos deixaremos abater por tais sentimentos. A fragilidade sentimental (afetiva) favorece nossa vulnerabilidade às más intenções de nossos semelhantes.
Nossas frustrações costumam ser proporcionais às nossas pretensões. Quem deseja ser sempre obedecido incondicionalmente, com certeza terá muitas oportunidades na vida para sentir-se frustrado. Da mesma forma quem deseja ser sempre e por todos compreendido, amado, aplaudido, respeitado, etc. Muitas vezes nos magoamos por sentir que não estamos sendo gostados o tanto que gostaríamos de ser gostados, nos sentimos humilhados por não sermos prestigiados o tanto que achamos que merecemos, e assim por diante.
Uma das causas de nossas frustrações é também a sensação de falta de reciprocidade, ou seja, quando não fazem conosco ou para nós o mesmo que acreditamos ter feito (de bom) aos outros. Isso significa que fazemos alguma coisa na esperança de um retorno com lucro. As pessoas se irritam ao esperar na fila porque, normalmente, não gostam de deixar ninguém esperando por elas. A realidade nua e crua, é que as não gostamos de deixar outros esperando porque não gostamos de esperar, somos gentis no trânsito na expectativa de que sejam gentis conosco, damos esmolas porque não gostamos de nos sentir sem dinheiro, somos honestos porque esperamos honestidade dos outros... Como vemos, nosso parâmetro de bondade, caridade, compreensão, etc. é sempre nós mesmos.
Essas pretensões para que nossos próximos façam isso ou aquilo, que procedam dessa ou daquela forma nascem e existem dentro de nós. Mas, por outro lado, nosso semelhante também tem, tal como nós, suas pretensões. Aliás, as mesmas pretensões que temos. Ora, como poderíamos pretender um equilíbrio harmônico entre duas pessoas que pretendem, simultaneamente, serem ambos admirados, gostados, respeitados, obedecidos, etc. se essas pessoas não entenderem que ambos são iguais? Frustrar-se e magoar-se porque meu próximo também pretende ser admirado, gostado, respeitado e obedecido é, no mínimo, um grande contra-senso.
Para entendermos nosso semelhante basta consultarmos nossas próprias pretensões, pulsões, inclinações e anseios (é por isso que ele se chama nosso semelhante). Portanto, tudo começa com a consciência à respeito de nós mesmos.
1- Irritar-se e Magoar-se com Nosso Próximo
Temos que dividir essa questão em 3 tipos de próximos:
a) os muito próximos, que são aqueles com quem convivemos mais intimamente;
b) os socialmente próximos, que são as pessoas com as quais nos relacionamos, de uma forma ou outra, na vida em sociedade e;
c) os pouco próximos, que são as pessoas em geral, representantes de nossa espécie ou de nosso grupo social com os quais não temos um contacto direto.
A - Os muito próximos
Estão incluídas aqui os familiares mais próximos, como os cônjuges, filhos, pais, irmãos e amigos íntimos. Sendo esse outro uma pessoa muito próxima, alguém de quem gostamos, nossa exigência para com ele será maior, e será tão maior quanto maior for nosso apreço à ele.
Esses muito próximos normalmente nos irritam porque sentem frio ou calor demais, são desorganizados, deixam a torneira pingando ou implicam com a torneira que deixamos pingando, apertam o tubo de creme dental no meio ou se irritam quando fazemos isso, chegam tarde, não dão flores, não valorizam nosso serviço, não gostam das coisas que gostamos, não são tão responsáveis quanto nós, são muito exigentes, têm péssimo gosto musical, se preocupam com besteiras, são muito despreocupados, não retribuem tudo o que lhes fazemos, não têm sentimentos de gratidão para conosco, não nos compreendem, não gostam de nós o tanto que gostamos delas, não lembram datas importantes para nós, não odeiam as pessoas que odiamos, conseguem ficar indiferentes quando estamos irritados e assim por diante.
Exigimos dos nossos muito próximos que concordem com nossos mesmos princípios e pensamentos senão, obviamente, estão errados. Exigimos que se comportem, pensem e julguem tal como faríamos e se, porventura estiverem em desacordo com esse ser especial que somos nós, será motivo suficiente para nos irritar.
Para estarmos de bem com nossos muito próximos, até seus sentimentos devem ser iguais aos nossos: devem antipatizar-se com as pessoas das quais não gostamos, devem achar imoral aquilo que achamos, devem preferir tudo aquilo que preferimos e desprezar tudo que não gostamos, devem ser muito gratos à nós e nos gostar na medida em que achamos justo e assim por diante.
Exigimos dos muito próximos que nossos desejos não sejam apenas atendidos, mas também adivinhados, sem que tenhamos de explicar quais são esses desejos, pois, explicando e pedindo uma postura desejável não seria espontâneo, como gostaríamos que fosse. É muito importante que nosso muito próximo saiba exatamente o que nos agrada, tenha nossa mesma escala de valores e faça seus julgamentos com nossos mesmos critérios.
Há pessoas que não se dão conta dessa nossa exigência desmedida em relação ao nosso muito próximo. Consideram a mágoa e irritabilidade provocada em nós por nosso muito próximo como uma resposta emocional correta, adequada às injustiças e às questões de certo e errado. Mas, quais são esses critérios de justiça, de certo e de errado?
Ora, seria um enorme contra-senso nós, pessoas maravilhosas que somos, estarmos defendendo conscientemente o injusto e o errado. Supomos, então, que tudo aquilo que pensamos e julgamos é certo e justo. Entretanto, este certo e justo são frutos exclusivos de nosso ponto de vista e não do ponto de vista de nosso próximo.
Na realidade nos magoamos muito quando nossas expectativas em relação ao nosso muito próximo não são satisfeitas, quando ele não se comporta do jeito que comportaríamos se fôssemos ele. Nos magoamos quando ele não sente o mesmo que sentiríamos se fôssemos ele. Resumindo, nos magoamos sempre que este nosso muito próximo age, pensa e se comporta diferente de nós mesmos, diferente daquilo que desejamos, diferente daquilo que achamos certo, enfim, diferente de nós.
É sadia a idéia de não ser nosso próximo quem nos irrita mas sim, nós quem nos deixamos irritar por ele. Sempre que nosso muito próximo proceder de forma contrária àquilo que esperamos dele nos irritamos. Esse ser tão especial como nós, jamais poderá ter seus conceitos, idéias e julgamentos contrariados.
Isso nos faz voltar à questão de nossa frustração ser proporcional às nossas pretensões. Se pretendemos que nosso muito próximo seja como nós, pense igual à nós, julgue como nós e dê valor às coisas absolutamente como nós, podemos nos considerar frustrados e irritados desde já, pois, ele não é nós, ele é ele. Não adianta nos frustrarmos diante da eventual ingratidão desse nosso muito próximo para conosco, apesar de tudo o que fazemos por ele. A pretensão da gratidão e de reciprocidade nasce em nós. Também não adianta nos frustrarmos porque nosso muito próximo não antipatiza com as mesmas pessoas que nos são antipáticas ou não goste tanto das pessoas de quem gostamos; seus sentimentos são diferentes dos nossos.
Não há erro no fato de nosso muito próximo ser diferente de nós, ou seja, ele não é culpado pelo simples fato de ser uma pessoa diferente de nós. O erro é pretendermos que ele seja como nós e essa pretensão para que ele seja como nós é nossa, ou seja, a culpa por estarmos decepcionados, magoados e irritados é nossa.
Diante da irritação e mágoa proporcionadas por esse nosso muito próximo diferente de nós, podemos ter duas atitudes possíveis:
1 - Pretender uma mudança em nós mesmos de forma a aceitar nosso próximo tal como ele é e sem que isso nos magoe, nos irrite ou nos frustre ou;
2 - Pretender uma mudança em nosso muito próximo de forma a torná-lo mais parecido com aquilo que gostaríamos que fosse e, com isso, sofrermos menos.
Essas duas questões merecem uma reflexão maior. Nem uma nem outra atitude deve ser absoluta e definitiva. Devemos avaliar uma posição sensata e intermediária, analisar os custos (emocionais) e os benefícios para optar entre uma coisa e outra.
B - Os Socialmente próximos
Socialmente próximos são aqueles com os quais convivemos em sociedade mas não temos uma convivência mais íntima. São pessoas com as quais convivemos nas filas, no trânsito, no trabalho, nas aglomerações, nos estádios, nas igrejas, na rua, na festa, enfim, pessoas que fazem parte da sociedade na qual vivemos.
A tensão e o stress são manifestações emocionais possíveis e importantes que resultam de nossa desarmonia com esses nossos socialmente próximos. Depois de um dia cheio, de uma semana agitada, enfim, depois de algum tempo vivendo a agitação da vida moderna, o esforço que fazemos em conviver com esses nossos semelhantes acaba resultando em tensões emocionais importantes.
Nesta questão é fundamental nos adaptarmos à vida em sociedade. Muito embora as situações da vida moderna dos grandes centros despertem em nós um certo inconformismo, devemos nos manter sempre adaptados à nossa realidade. Caso essa adaptação não seja satisfatória corremos o risco de adoecer, tanto emocionalmente quanto fisicamente.
Saber a diferença entre o conformismo e adaptação é muito importante para adotar uma atitude sadia. Aceitar com indiferença a situação presente, sem nenhuma energia para procurar mudanças é estar conformado. Isso não é sadio e não contribui para melhorar nossa vida e nossa personalidade. Reclamar, protestar, achar que não está bom e procurar novas atitudes deve fazer parte de um inconformismo sadio e desejável de cada um.
Por outro lado, adoecer e passar mal devido às circunstâncias adversas atuais é, não apenas estar inconformado mas, também, estar desadaptado. Diante do trânsito congestionado, de uma fila grande e demorada, das dificuldades do cotidiano devemos estar sempre inconformados e, por causa disso, procurar mudar alguma coisa no sentido de nosso amanhã ser melhor que hoje. No entanto, ficar hipertenso, taquicárdico, com palpitações, com ansiedade exagerada, pânico, etc., devido à essas dificuldades é estar desadaptado.
A adaptação ao nosso socialmente próximo depende da nossa consciência sobre a natureza de nossos semelhantes, consciência esta baseada sempre na consciência que temos de nós mesmos. É muito comum reprovarmos nos outros atitudes que não temos necessidade, coragem ou não nos permitimos tomar. Algumas dessas atitudes que reprovamos nos outros resultam de inclinações e pulsões que nós também temos mas, por uma questão ou outra, não nos permitimos realizar.
Ambição, desejo de vantagem, desejo de ser gostado, respeitado, ouvido, prestigiado, retribuído, agradecido, etc., são pretensões que não existem apenas em nossos semelhantes. Elas estão muito presentes em nosso próprio ser. A única diferença é que, em nós, essas aspirações naturais se manifestam de maneira diferente.
Ora, se eu tenho que chegar ao balcão do açougueiro mantendo-me pacientemente na fila, irrita-me constatar que alguém lá chegou passando na frente. Esse alguém tem o mesmo desejo que nós de ser atendido logo e seus métodos ousados produzem irritação em nós, incapazes que somos de agir igual . É nossa expectativa de reciprocidade não atendida a causa do sentimento. Diz um ditado que o condenado se consola na dor do semelhante.
Se acreditamos que somos rápidos no caixa do banco, irrita-nos a demora do cliente à nossa frente. Ele tem a tranqüilidade de tratar de seus assuntos sem se preocupar com os demais, coisa que não nos permitimos. Estar inconformado com situações assim é natural e normal. Esse inconformismo faz protestar, reclamar, procurar outros horários, enfim, tentar mudar alguma coisa. Estar desadaptado à essas situações significa, além do inconformismo, também ficar extremamente angustiado, com dor de estômago, pressão alta, deprimido, etc.
Quando nossos semelhantes conquistam os mesmos objetivos que gostaríamos de conquistar utilizando métodos diferentes dos nossos, temos tendência a nos desagradar. Causa constrangimento saber que nosso semelhante chegou onde queremos chegar usando algum atalho que não soubemos ou não nos permitimos usar. Irrita saber que ele fez o mesmo que fizemos ou mais, gastando menos, com menos esforço, com mais sucesso...
Para justificar nossas mágoas, irritabilidade ou frustrações com nosso socialmente próximo costumamos alegar questões de justiça, do certo e do errado. Voltamos a enfatizar a grande diferença que há entre as pessoas sobre esses conceitos de justiça, de certo e de errado.
Motoristas, por exemplo, que estacionam em fila dupla para apanhar o filho na saída da escola ou atravessam o sinal fechado, justificam essas atitudes à si próprios com motivos e alegações plausíveis, muito embora sejam contravenções às leis do trânsito. Podem haver razões pessoais para se acharem certos, entretanto, as pessoas que não necessitam recorrer à essas atitudes ou conseguem outras alternativas se irritam com isso.
Não faltam justificativas pessoais para aqueles que furam fila, que jogam lixo em locais indevidos, que não dão esmolas ou que dão, aqueles que trafegam muito lentos ou muito rápidos, enfim, as circunstâncias de cada um determinam atitudes amplamente justificáveis para si mesmos.
Alguns chavões sócio-culturais que ninguém ousa contestar podem ser usados para justificar muitas atitudes, como por exemplo, a segurança pessoal, a segurança dos familiares, a estabilidade econômica, as urgências cotidianas que obrigam tomar esta ou aquela atitude, a carência, fome, desemprego, etc. Enfim, na cabeça de nosso socialmente próximo sempre há uma justificativa pessoal para que ele proceda dessa ou daquela forma mas, para nós, que não vivemos sua realidade, essas justificativas não são válidas e acabam nos irritando.
Para melhorar a convivência com nossos socialmente próximos precisamos melhorar nossa adaptação. Como dissemos, é permitido e até desejável estarmos inconformados com alguns desses nossos semelhantes, inconformados com o fato de termos de engolir alguns desses nossos socialmente próximos com seus métodos estranhos de se portarem. O inconformismo é importante para nos empenharmos em mudanças e novas atitudes numa tentativa de melhorar nosso amanhã. Entretanto, a compreensão, complacência e tolerância são as armas com as quais lutaremos para nos adaptar e nos manter sadios.
Um dos argumentos possíveis para que tenhamos a compreensão, a complacência e a tolerância necessárias à adaptação é a valorização consciente de nossa saúde e bem estar. Considerando que a saúde e o bem estar são nosso patrimônio mais valioso, colocá-lo à mercê de terceiros é um risco muito grande. Permitir que pessoas outras, nem tão íntimas, nem tão queridas, possam comprometer nosso maior patrimônio e, indiretamente, comprometer o bem estar de nossos familiares é muito insensato.
Ao permitirmos que as querelas do cotidiano, que atitudes corriqueiras ou pouco importantes de nossos socialmente próximos nos magoe, aborreça ou irrite, estaremos colocando nosso bem estar, nossa felicidade e até nossa saúde nas mãos de pessoas desconhecidas, de pessoas que não se importarão nem um pouco com nossa pessoa e, muito menos com nosso estado.
De fato, para nos mantermos imunes às influências danosas que aqueles socialmente próximos são capazes de exercer sobre nós, devemos alimentar um estado de espírito (humor ou estado afetivo) elevado o suficiente para não nos sensibilizarmos com suas atitudes.
É bom lembrar sempre que nosso coração é muito importante para fazê-lo sofrer por alguém que nem conhecemos muito bem ou nos é totalmente estranho. O mesmo se aplica à nossa pressão arterial, ao nosso estômago, enfim, todo nosso ser é demasiadamente importante para nos submetermos à estranhos. É bom lembrar sempre que nossa imunidade depende exclusivamente de nós mesmos e não de nossos socialmente próximos. Somos nós quem nos concedemos ou não essa imunidade.
tem 3 páginas: 1 > 2 > 3
Para referir:
Ballone GJ - A Convivência com o Próximo - in. PsiqWeb, Internet, disponível em revisto em 2003
por GJ Ballone
Um antigo psiquiatra, já falecido, o qual me incentivou nos primeiros passos da psiquiatria, não se cansava de dizer que a maior causa de aborrecimentos do ser humano é outro ser humano, muito embora dissesse também, que a maior causa de alívio desses aborrecimentos é outro ser humano.
Interessa aqui falar um pouco da primeira parte dessa questão, ou seja, da má influência de nosso próximo em nosso estado de espírito. Se a colocação de meu antigo mestre for verdadeira, e parece que é, então para o bem-viver emocional devemos aperfeiçoar nossa capacidade de convivência com nosso semelhante.
Ao falar sobre a capacidade de nossos semelhantes em nos aborrecer estamos falando das frustrações, mágoas e irritabilidade que nossos semelhantes podem produzir em nós. Conforme veremos adiante, de antemão podemos dizer que nossas frustrações, mágoas e irritabilidade, são proporcionais àquilo que esperamos dos outros; quanto mais esperamos, mais sofremos.
Sempre que esse fato é comentado algum paciente pergunta quase angustiado: ¾ então não devemos esperar nada de ninguém? Não, não devemos. E é bom acostumarmos com essa idéia. Quanto mais esperamos de alguém, mais corremos o risco de frustrações, mágoas e irritabilidade.
Portanto, é bom fazermos tudo aquilo que fazemos sem esperarmos nada em troca, fazemos por uma questão de consciência. Se algo de bom vier de nossos semelhantes será um lucro agradável e, se não vier nada, será normal.
O ser humano, apesar dos milhares de anos conseguindo se adaptar à natureza, conseguindo sobreviver às intempéries, aos terremotos, aos animais ferozes, às epidemias e à toda sorte de dificuldades e perigos que o mundo oferece, continua hoje sofrendo e sendo vítima daquilo que sempre lhe pareceu o menor dos perigos: seu semelhante e ele mesmo.
É muito difícil tratar dessa importante questão de nosso relacionamento com os outros e conosco mesmo de forma resumida e prática. Primeiro, devido ao risco de falar o óbvio e aquilo que todos já sabem e, segundo, corre-se o risco de falar coisas desagradáveis de se ouvir.
Durante toda nossa história podemos experimentar algum sofrimento, mágoa ou desencanto com nosso próximo e, não obstante, este sofrimento, mágoa e desencanto serão tão maiores quanto menos nos conhecermos e menos conhecermos nosso próximo. Aliás, conhecer nosso próximo só é possível na medida em que conhecemos nós mesmos.
Uma das maiores dificuldade de convivência entre as pessoas se baseia no fato do ser humano se apresentar um ser social por natureza e, simultaneamente, um ser egocêntrico. Por sermos sociais, somos incapazes de viver sozinhos no mundo e, por sermos egocêntricos somos, ao mesmo tempo, incapazes de conceder aos nossos semelhantes as mesmas regalias que nos concedemos. Portanto, sozinhos não conseguimos viver e, paradoxalmente, com o outro também é difícil.
Para compensar essa peça que a natureza nos pregou, fomos dotados de um atributo muito especial: somos capazes de mudar. Trata-se do livre arbítrio ou seja, da capacidade de mudanças, de procurar um amanhã melhor que o hoje. Normalmente nossa evolução acontece através de mudanças em posturas e em atitudes diante dos semelhantes e da vida. Neste trabalho vamos falar sobre as dificuldades da pessoa em conviver com seu semelhante e reservamos para outro escrito as questões relativas à convivência da pessoa consigo mesma.
Estando a pessoa sofrendo alguma mágoa ou frustração produzida por outra pessoa ou por circunstâncias do destino, será melhor pleitear uma mudança em sua própria postura diante dos outros e do mundo para que não se magoe e nem se frustre. Essa é a atitude mais sensata psiquiatricamente falando, principalmente porque o psiquiatra não tem acesso e não pode mudar o outro e nem o mundo.
Inicialmente, vamos considerar que a mágoa, o aborrecimento, a irritabilidade e a frustração são sempre de autoria da pessoa que se sente magoada, aborrecida, irritada e frustrada. São sentimentos que nascem na própria pessoa, portanto, a culpa, no sentido involuntário do termo, deve recair sobre quem está magoado, aborrecido, irritado e frustrado. É a pessoa quem alimenta tais sentimentos, é ela quem se deixa magoar, frustrar e aborrecer.
Assim sendo, em termos de sentimentos, o raciocínio mais correto é dizer que a pessoa deixou-se magoar por fulano e não que foi magoada por ele. Não deve ser fulano quem nos irrita mas sim, nós nos deixamos irritar por fulano. Portanto, como se vê, nossos aborrecimentos têm uma origem dentro de nós, são sentimentos nossos.
Primeiramente, se nos sentimos magoados, aborrecidos, irritados e frustrados sem que essa tenha sido a intenção do outros, a culpa é de nossa sensibilidade. Estão nessa situação os sentimentos de humilhação que experimentamos quando nosso orgulho é ofendido. Ora, estamos falando de nosso orgulho. Ou nos sentimos magoados quando achamos que não estamos sendo gostados o tanto que gostaríamos de ser gostados. Ora, a quantidade que gostaríamos de ser gostados é nossa pretensão, portanto, de nossa exclusiva responsabilidade. Ou nos sentimos frustrados porque o outro não satisfaz nossas expectativas. Ora as expectativas são construídas por nós, portanto, de nossa autoria.
Em segundo lugar, mesmo sendo intenção dos outros nos magoar, humilhar, frustrar ou irritar, se estivermos muito bem conosco mesmo, jamais nos deixaremos abater por tais sentimentos. A fragilidade sentimental (afetiva) favorece nossa vulnerabilidade às más intenções de nossos semelhantes.
Nossas frustrações costumam ser proporcionais às nossas pretensões. Quem deseja ser sempre obedecido incondicionalmente, com certeza terá muitas oportunidades na vida para sentir-se frustrado. Da mesma forma quem deseja ser sempre e por todos compreendido, amado, aplaudido, respeitado, etc. Muitas vezes nos magoamos por sentir que não estamos sendo gostados o tanto que gostaríamos de ser gostados, nos sentimos humilhados por não sermos prestigiados o tanto que achamos que merecemos, e assim por diante.
Uma das causas de nossas frustrações é também a sensação de falta de reciprocidade, ou seja, quando não fazem conosco ou para nós o mesmo que acreditamos ter feito (de bom) aos outros. Isso significa que fazemos alguma coisa na esperança de um retorno com lucro. As pessoas se irritam ao esperar na fila porque, normalmente, não gostam de deixar ninguém esperando por elas. A realidade nua e crua, é que as não gostamos de deixar outros esperando porque não gostamos de esperar, somos gentis no trânsito na expectativa de que sejam gentis conosco, damos esmolas porque não gostamos de nos sentir sem dinheiro, somos honestos porque esperamos honestidade dos outros... Como vemos, nosso parâmetro de bondade, caridade, compreensão, etc. é sempre nós mesmos.
Essas pretensões para que nossos próximos façam isso ou aquilo, que procedam dessa ou daquela forma nascem e existem dentro de nós. Mas, por outro lado, nosso semelhante também tem, tal como nós, suas pretensões. Aliás, as mesmas pretensões que temos. Ora, como poderíamos pretender um equilíbrio harmônico entre duas pessoas que pretendem, simultaneamente, serem ambos admirados, gostados, respeitados, obedecidos, etc. se essas pessoas não entenderem que ambos são iguais? Frustrar-se e magoar-se porque meu próximo também pretende ser admirado, gostado, respeitado e obedecido é, no mínimo, um grande contra-senso.
Para entendermos nosso semelhante basta consultarmos nossas próprias pretensões, pulsões, inclinações e anseios (é por isso que ele se chama nosso semelhante). Portanto, tudo começa com a consciência à respeito de nós mesmos.
1- Irritar-se e Magoar-se com Nosso Próximo
Temos que dividir essa questão em 3 tipos de próximos:
a) os muito próximos, que são aqueles com quem convivemos mais intimamente;
b) os socialmente próximos, que são as pessoas com as quais nos relacionamos, de uma forma ou outra, na vida em sociedade e;
c) os pouco próximos, que são as pessoas em geral, representantes de nossa espécie ou de nosso grupo social com os quais não temos um contacto direto.
A - Os muito próximos
Estão incluídas aqui os familiares mais próximos, como os cônjuges, filhos, pais, irmãos e amigos íntimos. Sendo esse outro uma pessoa muito próxima, alguém de quem gostamos, nossa exigência para com ele será maior, e será tão maior quanto maior for nosso apreço à ele.
Esses muito próximos normalmente nos irritam porque sentem frio ou calor demais, são desorganizados, deixam a torneira pingando ou implicam com a torneira que deixamos pingando, apertam o tubo de creme dental no meio ou se irritam quando fazemos isso, chegam tarde, não dão flores, não valorizam nosso serviço, não gostam das coisas que gostamos, não são tão responsáveis quanto nós, são muito exigentes, têm péssimo gosto musical, se preocupam com besteiras, são muito despreocupados, não retribuem tudo o que lhes fazemos, não têm sentimentos de gratidão para conosco, não nos compreendem, não gostam de nós o tanto que gostamos delas, não lembram datas importantes para nós, não odeiam as pessoas que odiamos, conseguem ficar indiferentes quando estamos irritados e assim por diante.
Exigimos dos nossos muito próximos que concordem com nossos mesmos princípios e pensamentos senão, obviamente, estão errados. Exigimos que se comportem, pensem e julguem tal como faríamos e se, porventura estiverem em desacordo com esse ser especial que somos nós, será motivo suficiente para nos irritar.
Para estarmos de bem com nossos muito próximos, até seus sentimentos devem ser iguais aos nossos: devem antipatizar-se com as pessoas das quais não gostamos, devem achar imoral aquilo que achamos, devem preferir tudo aquilo que preferimos e desprezar tudo que não gostamos, devem ser muito gratos à nós e nos gostar na medida em que achamos justo e assim por diante.
Exigimos dos muito próximos que nossos desejos não sejam apenas atendidos, mas também adivinhados, sem que tenhamos de explicar quais são esses desejos, pois, explicando e pedindo uma postura desejável não seria espontâneo, como gostaríamos que fosse. É muito importante que nosso muito próximo saiba exatamente o que nos agrada, tenha nossa mesma escala de valores e faça seus julgamentos com nossos mesmos critérios.
Há pessoas que não se dão conta dessa nossa exigência desmedida em relação ao nosso muito próximo. Consideram a mágoa e irritabilidade provocada em nós por nosso muito próximo como uma resposta emocional correta, adequada às injustiças e às questões de certo e errado. Mas, quais são esses critérios de justiça, de certo e de errado?
Ora, seria um enorme contra-senso nós, pessoas maravilhosas que somos, estarmos defendendo conscientemente o injusto e o errado. Supomos, então, que tudo aquilo que pensamos e julgamos é certo e justo. Entretanto, este certo e justo são frutos exclusivos de nosso ponto de vista e não do ponto de vista de nosso próximo.
Na realidade nos magoamos muito quando nossas expectativas em relação ao nosso muito próximo não são satisfeitas, quando ele não se comporta do jeito que comportaríamos se fôssemos ele. Nos magoamos quando ele não sente o mesmo que sentiríamos se fôssemos ele. Resumindo, nos magoamos sempre que este nosso muito próximo age, pensa e se comporta diferente de nós mesmos, diferente daquilo que desejamos, diferente daquilo que achamos certo, enfim, diferente de nós.
É sadia a idéia de não ser nosso próximo quem nos irrita mas sim, nós quem nos deixamos irritar por ele. Sempre que nosso muito próximo proceder de forma contrária àquilo que esperamos dele nos irritamos. Esse ser tão especial como nós, jamais poderá ter seus conceitos, idéias e julgamentos contrariados.
Isso nos faz voltar à questão de nossa frustração ser proporcional às nossas pretensões. Se pretendemos que nosso muito próximo seja como nós, pense igual à nós, julgue como nós e dê valor às coisas absolutamente como nós, podemos nos considerar frustrados e irritados desde já, pois, ele não é nós, ele é ele. Não adianta nos frustrarmos diante da eventual ingratidão desse nosso muito próximo para conosco, apesar de tudo o que fazemos por ele. A pretensão da gratidão e de reciprocidade nasce em nós. Também não adianta nos frustrarmos porque nosso muito próximo não antipatiza com as mesmas pessoas que nos são antipáticas ou não goste tanto das pessoas de quem gostamos; seus sentimentos são diferentes dos nossos.
Não há erro no fato de nosso muito próximo ser diferente de nós, ou seja, ele não é culpado pelo simples fato de ser uma pessoa diferente de nós. O erro é pretendermos que ele seja como nós e essa pretensão para que ele seja como nós é nossa, ou seja, a culpa por estarmos decepcionados, magoados e irritados é nossa.
Diante da irritação e mágoa proporcionadas por esse nosso muito próximo diferente de nós, podemos ter duas atitudes possíveis:
1 - Pretender uma mudança em nós mesmos de forma a aceitar nosso próximo tal como ele é e sem que isso nos magoe, nos irrite ou nos frustre ou;
2 - Pretender uma mudança em nosso muito próximo de forma a torná-lo mais parecido com aquilo que gostaríamos que fosse e, com isso, sofrermos menos.
Essas duas questões merecem uma reflexão maior. Nem uma nem outra atitude deve ser absoluta e definitiva. Devemos avaliar uma posição sensata e intermediária, analisar os custos (emocionais) e os benefícios para optar entre uma coisa e outra.
B - Os Socialmente próximos
Socialmente próximos são aqueles com os quais convivemos em sociedade mas não temos uma convivência mais íntima. São pessoas com as quais convivemos nas filas, no trânsito, no trabalho, nas aglomerações, nos estádios, nas igrejas, na rua, na festa, enfim, pessoas que fazem parte da sociedade na qual vivemos.
A tensão e o stress são manifestações emocionais possíveis e importantes que resultam de nossa desarmonia com esses nossos socialmente próximos. Depois de um dia cheio, de uma semana agitada, enfim, depois de algum tempo vivendo a agitação da vida moderna, o esforço que fazemos em conviver com esses nossos semelhantes acaba resultando em tensões emocionais importantes.
Nesta questão é fundamental nos adaptarmos à vida em sociedade. Muito embora as situações da vida moderna dos grandes centros despertem em nós um certo inconformismo, devemos nos manter sempre adaptados à nossa realidade. Caso essa adaptação não seja satisfatória corremos o risco de adoecer, tanto emocionalmente quanto fisicamente.
Saber a diferença entre o conformismo e adaptação é muito importante para adotar uma atitude sadia. Aceitar com indiferença a situação presente, sem nenhuma energia para procurar mudanças é estar conformado. Isso não é sadio e não contribui para melhorar nossa vida e nossa personalidade. Reclamar, protestar, achar que não está bom e procurar novas atitudes deve fazer parte de um inconformismo sadio e desejável de cada um.
Por outro lado, adoecer e passar mal devido às circunstâncias adversas atuais é, não apenas estar inconformado mas, também, estar desadaptado. Diante do trânsito congestionado, de uma fila grande e demorada, das dificuldades do cotidiano devemos estar sempre inconformados e, por causa disso, procurar mudar alguma coisa no sentido de nosso amanhã ser melhor que hoje. No entanto, ficar hipertenso, taquicárdico, com palpitações, com ansiedade exagerada, pânico, etc., devido à essas dificuldades é estar desadaptado.
A adaptação ao nosso socialmente próximo depende da nossa consciência sobre a natureza de nossos semelhantes, consciência esta baseada sempre na consciência que temos de nós mesmos. É muito comum reprovarmos nos outros atitudes que não temos necessidade, coragem ou não nos permitimos tomar. Algumas dessas atitudes que reprovamos nos outros resultam de inclinações e pulsões que nós também temos mas, por uma questão ou outra, não nos permitimos realizar.
Ambição, desejo de vantagem, desejo de ser gostado, respeitado, ouvido, prestigiado, retribuído, agradecido, etc., são pretensões que não existem apenas em nossos semelhantes. Elas estão muito presentes em nosso próprio ser. A única diferença é que, em nós, essas aspirações naturais se manifestam de maneira diferente.
Ora, se eu tenho que chegar ao balcão do açougueiro mantendo-me pacientemente na fila, irrita-me constatar que alguém lá chegou passando na frente. Esse alguém tem o mesmo desejo que nós de ser atendido logo e seus métodos ousados produzem irritação em nós, incapazes que somos de agir igual . É nossa expectativa de reciprocidade não atendida a causa do sentimento. Diz um ditado que o condenado se consola na dor do semelhante.
Se acreditamos que somos rápidos no caixa do banco, irrita-nos a demora do cliente à nossa frente. Ele tem a tranqüilidade de tratar de seus assuntos sem se preocupar com os demais, coisa que não nos permitimos. Estar inconformado com situações assim é natural e normal. Esse inconformismo faz protestar, reclamar, procurar outros horários, enfim, tentar mudar alguma coisa. Estar desadaptado à essas situações significa, além do inconformismo, também ficar extremamente angustiado, com dor de estômago, pressão alta, deprimido, etc.
Quando nossos semelhantes conquistam os mesmos objetivos que gostaríamos de conquistar utilizando métodos diferentes dos nossos, temos tendência a nos desagradar. Causa constrangimento saber que nosso semelhante chegou onde queremos chegar usando algum atalho que não soubemos ou não nos permitimos usar. Irrita saber que ele fez o mesmo que fizemos ou mais, gastando menos, com menos esforço, com mais sucesso...
Para justificar nossas mágoas, irritabilidade ou frustrações com nosso socialmente próximo costumamos alegar questões de justiça, do certo e do errado. Voltamos a enfatizar a grande diferença que há entre as pessoas sobre esses conceitos de justiça, de certo e de errado.
Motoristas, por exemplo, que estacionam em fila dupla para apanhar o filho na saída da escola ou atravessam o sinal fechado, justificam essas atitudes à si próprios com motivos e alegações plausíveis, muito embora sejam contravenções às leis do trânsito. Podem haver razões pessoais para se acharem certos, entretanto, as pessoas que não necessitam recorrer à essas atitudes ou conseguem outras alternativas se irritam com isso.
Não faltam justificativas pessoais para aqueles que furam fila, que jogam lixo em locais indevidos, que não dão esmolas ou que dão, aqueles que trafegam muito lentos ou muito rápidos, enfim, as circunstâncias de cada um determinam atitudes amplamente justificáveis para si mesmos.
Alguns chavões sócio-culturais que ninguém ousa contestar podem ser usados para justificar muitas atitudes, como por exemplo, a segurança pessoal, a segurança dos familiares, a estabilidade econômica, as urgências cotidianas que obrigam tomar esta ou aquela atitude, a carência, fome, desemprego, etc. Enfim, na cabeça de nosso socialmente próximo sempre há uma justificativa pessoal para que ele proceda dessa ou daquela forma mas, para nós, que não vivemos sua realidade, essas justificativas não são válidas e acabam nos irritando.
Para melhorar a convivência com nossos socialmente próximos precisamos melhorar nossa adaptação. Como dissemos, é permitido e até desejável estarmos inconformados com alguns desses nossos semelhantes, inconformados com o fato de termos de engolir alguns desses nossos socialmente próximos com seus métodos estranhos de se portarem. O inconformismo é importante para nos empenharmos em mudanças e novas atitudes numa tentativa de melhorar nosso amanhã. Entretanto, a compreensão, complacência e tolerância são as armas com as quais lutaremos para nos adaptar e nos manter sadios.
Um dos argumentos possíveis para que tenhamos a compreensão, a complacência e a tolerância necessárias à adaptação é a valorização consciente de nossa saúde e bem estar. Considerando que a saúde e o bem estar são nosso patrimônio mais valioso, colocá-lo à mercê de terceiros é um risco muito grande. Permitir que pessoas outras, nem tão íntimas, nem tão queridas, possam comprometer nosso maior patrimônio e, indiretamente, comprometer o bem estar de nossos familiares é muito insensato.
Ao permitirmos que as querelas do cotidiano, que atitudes corriqueiras ou pouco importantes de nossos socialmente próximos nos magoe, aborreça ou irrite, estaremos colocando nosso bem estar, nossa felicidade e até nossa saúde nas mãos de pessoas desconhecidas, de pessoas que não se importarão nem um pouco com nossa pessoa e, muito menos com nosso estado.
De fato, para nos mantermos imunes às influências danosas que aqueles socialmente próximos são capazes de exercer sobre nós, devemos alimentar um estado de espírito (humor ou estado afetivo) elevado o suficiente para não nos sensibilizarmos com suas atitudes.
É bom lembrar sempre que nosso coração é muito importante para fazê-lo sofrer por alguém que nem conhecemos muito bem ou nos é totalmente estranho. O mesmo se aplica à nossa pressão arterial, ao nosso estômago, enfim, todo nosso ser é demasiadamente importante para nos submetermos à estranhos. É bom lembrar sempre que nossa imunidade depende exclusivamente de nós mesmos e não de nossos socialmente próximos. Somos nós quem nos concedemos ou não essa imunidade.
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Para referir:
Ballone GJ - A Convivência com o Próximo - in. PsiqWeb, Internet, disponível em
A Convivência e a Meia Convivência
por Rute Moabita
Estes dias recebi um texto da Danuza Leão, onde ela dizia sobre as meias coisas que desfrutamos todos os dias em todos os lugares.
Meia bola do sorvete preferido no restaurante, meias porções, prazeres meia-boca e aventuras pela metade.
Não é só ela que fica indignada com as meias atitudes das pessoas.
No dia a dia eu também percebo como as pessoas fazem tudo pela metade, ou apenas superficialmente. Falam que vão fazer uma coisa e não fazem, não se justificam, e fingem que esqueceram que falaram. Incrível.
Num relacionamento, isto pode ser uma catástrofe, como diria o Zorba, o Grego.
Porque em um relacionamento, comprometimento, sinceridade e autenticidade são fundamentais, para que se conheçam os gostos um do outro, e para que se possa entrar em um consenso.
Você deve dizer o que você gosta e o que você não gosta para o seu parceiro, ou ele nunca vai saber. Ficar entrando em jogos pessoais e fingimentos não leva o relacionamento a lugar algum.
E ficar mudando de idéia o tempo todo também. Ou você está a fim da pessoa que você se relaciona, ou não está.
Dizer que uma hora quer, outra hora não quer, leva o relacionamento a um desgaste desnecessário, e os dois vão acabar se separando, mais cedo ou mais tarde.
E se você está a fim, trate seu parceiro com dignidade, com respeito, e com carinho.
Uma coisa que aprendi logo no início do meu caminho espiritual é um resumo dos 10 mandamentos, que diz o seguinte: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, o que pode ser condensado na seguinte frase:
NUNCA FAÇA AO OUTRO O QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA QUE O OUTRO FIZESSE PARA VOCÊ.
Em um relacionamento, os detalhes podem ser diferentes, mas se duas pessoas estão juntas, algumas afinidades elas tem. Então faça com o seu parceiro o que você gostaria que ele fizesse com você.
Trate-o da forma com que você gostaria de ser tratado. Fale com ele da forma que você gostaria que falassem com você. Transe com ele da forma que você gostaria que ele transasse com você. Faça os convites que você gostaria que ele fizesse para você.
Porque é muito fácil não fazer nada, e ficar cobrando do outro o que você gostaria, mas quem planta colhe, e se você planta brigas e discussões o tempo todo, é isso que você vai ter de retorno, muito diferente de todo o Amor que você tanto espera.
Já escrevi em outros textos que o que tenho visto por aí são homens reclamando que não encontram uma namorada, mas quando encontram uma mulher, não tem a menor idéia do que fazer com ela. Continuam a agir como adolescentes revoltados, e tratando a mulher que conquistaram como uma boneca de pano (ou de borracha, daquelas que se compram em Sex Shops) ou como a mamãe.
Ou usam e guardam dentro do armário, ou querem que ela lave a roupa, passe, cozinhe, faça carinho no cabelo deles, mas Sexo de novo, nãaaaaaaaaaaaaao...... rs
Ultimamente descobri uma nova categoria de adolescentes revoltados no corpo de homens, que são os intelectuais metidos a Lord inglês. Querem discutir a relação todos os dias e brigam por qualquer motivo.
Foi uma palavra que o outro falou, uma cerveja a mais que bebeu, uma piadinha que o outro falou, um beijo na hora que estava dormindo, tudo é motivo pra discussão. Até o sexo é motivo pra discussão, porque não foi assim, não foi assado.
Então fica a pergunta... você quer ou não quer um namorado ou uma namorada?
Se quer, mostre que quer, e se não quer, mostre logo que não quer, não fique gastando o tempo do outro à toa, e tenha cuidado pra não magoar as pessoas que você se aproxima.
E qual a primeira consequência???? Perde-se o tesão...
E o pior que, depois de tudo isso, as pessoas ainda choram.... mas depois, adianta?.... Já era.
Rute Moabita
Meus contatos:
Site: www.rutemoabita.com
Spaces: http://spaces.msn.com/members/rutemoabita
Twitter: http://twitter.com/heloisalesniak
Blog: http://rutemoabita.blogspot.com
Msn: rute_moabita@hotmail.com
Orkut: Rute Moabita
Local de Atendimento - Academia do Centro ao Movimento:
http://www.docentroaomovimento.org.br/atividades/ayurvedica.html
Estes dias recebi um texto da Danuza Leão, onde ela dizia sobre as meias coisas que desfrutamos todos os dias em todos os lugares.
Meia bola do sorvete preferido no restaurante, meias porções, prazeres meia-boca e aventuras pela metade.
Não é só ela que fica indignada com as meias atitudes das pessoas.
No dia a dia eu também percebo como as pessoas fazem tudo pela metade, ou apenas superficialmente. Falam que vão fazer uma coisa e não fazem, não se justificam, e fingem que esqueceram que falaram. Incrível.
Num relacionamento, isto pode ser uma catástrofe, como diria o Zorba, o Grego.
Porque em um relacionamento, comprometimento, sinceridade e autenticidade são fundamentais, para que se conheçam os gostos um do outro, e para que se possa entrar em um consenso.
Você deve dizer o que você gosta e o que você não gosta para o seu parceiro, ou ele nunca vai saber. Ficar entrando em jogos pessoais e fingimentos não leva o relacionamento a lugar algum.
E ficar mudando de idéia o tempo todo também. Ou você está a fim da pessoa que você se relaciona, ou não está.
Dizer que uma hora quer, outra hora não quer, leva o relacionamento a um desgaste desnecessário, e os dois vão acabar se separando, mais cedo ou mais tarde.
E se você está a fim, trate seu parceiro com dignidade, com respeito, e com carinho.
Uma coisa que aprendi logo no início do meu caminho espiritual é um resumo dos 10 mandamentos, que diz o seguinte: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, o que pode ser condensado na seguinte frase:
NUNCA FAÇA AO OUTRO O QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA QUE O OUTRO FIZESSE PARA VOCÊ.
Em um relacionamento, os detalhes podem ser diferentes, mas se duas pessoas estão juntas, algumas afinidades elas tem. Então faça com o seu parceiro o que você gostaria que ele fizesse com você.
Trate-o da forma com que você gostaria de ser tratado. Fale com ele da forma que você gostaria que falassem com você. Transe com ele da forma que você gostaria que ele transasse com você. Faça os convites que você gostaria que ele fizesse para você.
Porque é muito fácil não fazer nada, e ficar cobrando do outro o que você gostaria, mas quem planta colhe, e se você planta brigas e discussões o tempo todo, é isso que você vai ter de retorno, muito diferente de todo o Amor que você tanto espera.
Já escrevi em outros textos que o que tenho visto por aí são homens reclamando que não encontram uma namorada, mas quando encontram uma mulher, não tem a menor idéia do que fazer com ela. Continuam a agir como adolescentes revoltados, e tratando a mulher que conquistaram como uma boneca de pano (ou de borracha, daquelas que se compram em Sex Shops) ou como a mamãe.
Ou usam e guardam dentro do armário, ou querem que ela lave a roupa, passe, cozinhe, faça carinho no cabelo deles, mas Sexo de novo, nãaaaaaaaaaaaaao...... rs
Ultimamente descobri uma nova categoria de adolescentes revoltados no corpo de homens, que são os intelectuais metidos a Lord inglês. Querem discutir a relação todos os dias e brigam por qualquer motivo.
Foi uma palavra que o outro falou, uma cerveja a mais que bebeu, uma piadinha que o outro falou, um beijo na hora que estava dormindo, tudo é motivo pra discussão. Até o sexo é motivo pra discussão, porque não foi assim, não foi assado.
Então fica a pergunta... você quer ou não quer um namorado ou uma namorada?
Se quer, mostre que quer, e se não quer, mostre logo que não quer, não fique gastando o tempo do outro à toa, e tenha cuidado pra não magoar as pessoas que você se aproxima.
E qual a primeira consequência???? Perde-se o tesão...
E o pior que, depois de tudo isso, as pessoas ainda choram.... mas depois, adianta?.... Já era.
Rute Moabita
Meus contatos:
Site: www.rutemoabita.com
Spaces: http://spaces.msn.com/members/rutemoabita
Twitter: http://twitter.com/heloisalesniak
Blog: http://rutemoabita.blogspot.com
Msn: rute_moabita@hotmail.com
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Local de Atendimento - Academia do Centro ao Movimento:
http://www.docentroaomovimento.org.br/atividades/ayurvedica.html
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O Amor e o Fogo
por Rute Moabita
Existem muitas conexões entre o amor e o fogo, a chama do amor, o fogo da paixão, porque o calor gerado pelo amor é similar ao calor gerado pelo fogo.
Os antigos diziam que o amor deve ser tratado como se trata da chama de uma fogueira. Se vai-se com muita sede ao pote, coloca-se muita lenha na fogueira, as labaredas aumentam, o fogo se incendeia, e se acaba rapidamente.
Por outro lado, se abandona-se o seu amor, como o fogo, ele se apaga lentamente.
Os ciganos aprendem a amar cuidando de uma fogueira. Acendem o fogo todas as noites, e observam as chamas. Assim aprendem a cuidar do amor de uma mulher.
Existem outras associaçôes do fogo com a religião, a fé, a magia, a iniciações, a rituais de morte e transformação, mas não vou entrar nestes temas, pois este é um blog sobre relacionamentos, então vou comentar apenas a parte relacionada aos relacionamentos e ao amor.
Vivendo uma vida urbana, podemos treinar na lareira... se você tiver uma lareira, na churrasqueira, ou no fogão.
A vida moderna nos tirou muitos aprendizados, e hoje deixamos de aprender muitas coisas importantes porque compramos tudo pronto.
Mas será que o aprendizado dá pra se comprar?
Enquanto se aprende a acender uma fogueira ou um fogão a lenha, a fazer uma cerca de bambu no quintal, a pescar no rio seu alimento do fim de semana, o homem meditava e aprendia a viver.
Hoje não se faz mais nada disso, pelo menos nas grandes cidades, e o homem se esqueceu de viver, e desaprendeu de amar.
Vamos tentar no fogão então, na churrasqueira, na lareira.
A cuidar do fogo, a cuidar do alimento, a nutrir, a cuidar, a servir, a esperar o tempo certo para poder desfrutar, a não atropelar as coisas e se queimar, a não comer cru, porque senão fica sem gosto, a não aumentar demais o fogo, porque seu alimento vai se queimar.
Dica da semana: aprenda a cozinhar, e será um grande passo para aprender a amar.
Existem muitas conexões entre o amor e o fogo, a chama do amor, o fogo da paixão, porque o calor gerado pelo amor é similar ao calor gerado pelo fogo.
Os antigos diziam que o amor deve ser tratado como se trata da chama de uma fogueira. Se vai-se com muita sede ao pote, coloca-se muita lenha na fogueira, as labaredas aumentam, o fogo se incendeia, e se acaba rapidamente.
Por outro lado, se abandona-se o seu amor, como o fogo, ele se apaga lentamente.
Os ciganos aprendem a amar cuidando de uma fogueira. Acendem o fogo todas as noites, e observam as chamas. Assim aprendem a cuidar do amor de uma mulher.
Existem outras associaçôes do fogo com a religião, a fé, a magia, a iniciações, a rituais de morte e transformação, mas não vou entrar nestes temas, pois este é um blog sobre relacionamentos, então vou comentar apenas a parte relacionada aos relacionamentos e ao amor.
Vivendo uma vida urbana, podemos treinar na lareira... se você tiver uma lareira, na churrasqueira, ou no fogão.
A vida moderna nos tirou muitos aprendizados, e hoje deixamos de aprender muitas coisas importantes porque compramos tudo pronto.
Mas será que o aprendizado dá pra se comprar?
Enquanto se aprende a acender uma fogueira ou um fogão a lenha, a fazer uma cerca de bambu no quintal, a pescar no rio seu alimento do fim de semana, o homem meditava e aprendia a viver.
Hoje não se faz mais nada disso, pelo menos nas grandes cidades, e o homem se esqueceu de viver, e desaprendeu de amar.
Vamos tentar no fogão então, na churrasqueira, na lareira.
A cuidar do fogo, a cuidar do alimento, a nutrir, a cuidar, a servir, a esperar o tempo certo para poder desfrutar, a não atropelar as coisas e se queimar, a não comer cru, porque senão fica sem gosto, a não aumentar demais o fogo, porque seu alimento vai se queimar.
Dica da semana: aprenda a cozinhar, e será um grande passo para aprender a amar.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Amor: Extinção ou Transformação?
Amor: extinção ou transformação?
Texto escrito por Sergio Savian*
Conheço muita gente antenada com o momento atual que se queixa da solidão e da incapacidade de encontrar alguém para um relacionamento amoroso. A sensação é que faltam pessoas dispostas a amar, que se comprometam com as relações. O que mais se vê são encontros fugazes, falta de tolerância e do gosto por estar ao lado de alguém simplesmente para papear, dar uma volta no parque, jantar ou ver um filme juntinho. Falta alguém para compartilhar a vida, falta o afeto.
Uma leitora me pergunta: “Será que pessoas assim são uma espécie em extinção? Vale a pena continuar procurando alguém?”
Vamos olhar para esta pergunta de duas formas. Primeiro, compreendendo que o momento é este e não outro, e cabe a cada um de nós termos jogo de cintura para lidarmos com a situação. Por outro lado, também é preciso entender que o problema não está somente nos outros, mas que todos participam desta realidade, inclusive nós mesmos. Ninguém mais quer trocar a liberdade e a individualidade por um casamento convencional. Por exemplo, você se cuida, não bebe, não fuma, come alimentos saudáveis. Daí, você encontra uma pessoa que come qualquer coisa, bebe, fuma. Eu lhe pergunto: “Você vai querer um romance com ela mesmo assim?” Não creio que sua resposta seja positiva. Não abrimos mão de nossos interesses individuais, do que já conquistamos, do nosso crescimento pessoal e espiritual em função de um amor romântico, como os de antigamente. Neste sentido, o obstáculo para amar está também dentro de você.
Nesta era de tanta tecnologia, quando as pessoas pensam e agem cada vez mais como máquinas, quando a lei do conforto supera qualquer desejo de um relacionamento mais profundo, o que nos resta é providenciarmos uma vida que faça sentido, mesmo que não tenhamos ao lado alguém para viver momentos afetivos.
Não é a toa que aumenta a quantidade de pessoas que adquire um animal de estimação para não sentirem-se sozinhas. Outras se dedicam a algum movimento solidário, senão a uma forma de expressão artística.
Mas, será que alguma coisa substitui a proximidade, a carícia e a conversação, típicos das relações antigas? Creio que não. Tampouco acredito que ficando melancólicos ou saudosistas vamos resolver a situação, afinal é sábio que olhemos para a realidade tal como ela é.
A saída é sermos criativos. Com limão se faz uma limonada. Aproveitamos o que temos e não lamentamos a falta. Quem sabe assim, com tranqüilidade e sabedoria, transcendendo a própria carência, tenhamos a sorte, para não falar em habilidade, de abrir o canal para encontrar alguém que nos ofereça algo especial. Digo mais, este canal é aberto quando fazemos a inversão: oferecendo ao invés de pedir. Aprendemos a apreciar o sabor da generosidade. Quem dá é quem deve agradecer. Segundo Dalai Lama, é impossível sermos felizes se não contribuirmos para a felicidade alheia. Creio que esta é uma boa forma de lidarmos com o amor. E é bem capaz que assim você aproxime alguém que o reconheça como alguém interessante. Você deixa de ser um pedinte do amor e torna-se alguém que o atrai.
Gostaria de terminar este texto com duas palavras: humildade e simplicidade. Em minha opinião é o que precisamos para continuar amando, seja lá qual a cara do amor daqui para frente.
* Sergio Savian:
É terapeuta e escritor especializado em relacionamentos, autor de 10 livros dentre eles Amar vale a pena! Mas, afinal, quem está preparado?. Consultor da grande mídia quando o assunto é mudança de hábito nos relacionamentos. Para agendar aconselhamento, terapia ou participar de cursos e palestras, ligue para 11 2638-9431 ou escreva para contato@sergiosavian.com.br. Mais informações no site www.sergiosavian.com.br.
Texto escrito por Sergio Savian*
Conheço muita gente antenada com o momento atual que se queixa da solidão e da incapacidade de encontrar alguém para um relacionamento amoroso. A sensação é que faltam pessoas dispostas a amar, que se comprometam com as relações. O que mais se vê são encontros fugazes, falta de tolerância e do gosto por estar ao lado de alguém simplesmente para papear, dar uma volta no parque, jantar ou ver um filme juntinho. Falta alguém para compartilhar a vida, falta o afeto.
Uma leitora me pergunta: “Será que pessoas assim são uma espécie em extinção? Vale a pena continuar procurando alguém?”
Vamos olhar para esta pergunta de duas formas. Primeiro, compreendendo que o momento é este e não outro, e cabe a cada um de nós termos jogo de cintura para lidarmos com a situação. Por outro lado, também é preciso entender que o problema não está somente nos outros, mas que todos participam desta realidade, inclusive nós mesmos. Ninguém mais quer trocar a liberdade e a individualidade por um casamento convencional. Por exemplo, você se cuida, não bebe, não fuma, come alimentos saudáveis. Daí, você encontra uma pessoa que come qualquer coisa, bebe, fuma. Eu lhe pergunto: “Você vai querer um romance com ela mesmo assim?” Não creio que sua resposta seja positiva. Não abrimos mão de nossos interesses individuais, do que já conquistamos, do nosso crescimento pessoal e espiritual em função de um amor romântico, como os de antigamente. Neste sentido, o obstáculo para amar está também dentro de você.
Nesta era de tanta tecnologia, quando as pessoas pensam e agem cada vez mais como máquinas, quando a lei do conforto supera qualquer desejo de um relacionamento mais profundo, o que nos resta é providenciarmos uma vida que faça sentido, mesmo que não tenhamos ao lado alguém para viver momentos afetivos.
Não é a toa que aumenta a quantidade de pessoas que adquire um animal de estimação para não sentirem-se sozinhas. Outras se dedicam a algum movimento solidário, senão a uma forma de expressão artística.
Mas, será que alguma coisa substitui a proximidade, a carícia e a conversação, típicos das relações antigas? Creio que não. Tampouco acredito que ficando melancólicos ou saudosistas vamos resolver a situação, afinal é sábio que olhemos para a realidade tal como ela é.
A saída é sermos criativos. Com limão se faz uma limonada. Aproveitamos o que temos e não lamentamos a falta. Quem sabe assim, com tranqüilidade e sabedoria, transcendendo a própria carência, tenhamos a sorte, para não falar em habilidade, de abrir o canal para encontrar alguém que nos ofereça algo especial. Digo mais, este canal é aberto quando fazemos a inversão: oferecendo ao invés de pedir. Aprendemos a apreciar o sabor da generosidade. Quem dá é quem deve agradecer. Segundo Dalai Lama, é impossível sermos felizes se não contribuirmos para a felicidade alheia. Creio que esta é uma boa forma de lidarmos com o amor. E é bem capaz que assim você aproxime alguém que o reconheça como alguém interessante. Você deixa de ser um pedinte do amor e torna-se alguém que o atrai.
Gostaria de terminar este texto com duas palavras: humildade e simplicidade. Em minha opinião é o que precisamos para continuar amando, seja lá qual a cara do amor daqui para frente.
* Sergio Savian:
É terapeuta e escritor especializado em relacionamentos, autor de 10 livros dentre eles Amar vale a pena! Mas, afinal, quem está preparado?. Consultor da grande mídia quando o assunto é mudança de hábito nos relacionamentos. Para agendar aconselhamento, terapia ou participar de cursos e palestras, ligue para 11 2638-9431 ou escreva para contato@sergiosavian.com.br. Mais informações no site www.sergiosavian.com.br.
sábado, 14 de novembro de 2009
Contos de Fadas - Por Luis Fernando Veríssimo
Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo...
1. Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu
muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia,
comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom
humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que
estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou
sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
FIM!!!
2. Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e
cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em
como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
-Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho
branco, a princesa sorria e pensava: -Nem fo...den...do!
(Luís Fernando Veríssimo)
1. Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu
muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia,
comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom
humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que
estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou
sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
FIM!!!
2. Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e
cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em
como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
-Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho
branco, a princesa sorria e pensava: -Nem fo...den...do!
(Luís Fernando Veríssimo)
Como Tratar um Homem
COMO TRATAR UM HOMEM
por Rute Moabita
A pedidos, estou escrevendo aqui como eu considero que uma mulher deva tratar um homem, desde que o homem se comporte como homem, e a mulher como mulher, já que em nossos tempos e depois do movimento feminista, tudo mudou, e as mulheres passaram a agir como homens muitas vezes, e os homens não sabem mais o que fazer com elas, e muito menos como se comportar.
A primeira coisa a esclarecer aqui são os princípios básicos da energia masculina e feminina, que deve estar bem definida, e que estabelece os papéis de cada um dentro de uma relação. Este é o tipo de esclarecimento que absolutamente eu não deveria nem comentar, porque no meu entendimento, deveria ser de conhecimento geral, mas parece que não é bem assim que acontece.
Vamos definir então os dois: o homem como princípio masculino, positivo, ativo, diurno, forte e direto, como a energia do sol. E a mulher como princípio feminino, negativo, passivo, receptivo, noturno, suave e maleável, como a energia da lua. Os dois se complementam, e apesar de terem polaridades opostas, são igualmente importantes no decorrer da vida.
Os homens continuam desconhecendo a natureza e a delicadeza de uma mulher, e muitas vezes mantém uma postura extremamente grossa e bruta, machista e agressiva, e neste caso as mulheres tiveram que se armar, porque o que eles querem mesmo é partir pra o rink: PORRADA!!! Quantas vezes conheci um homem que parecia delicado e gentil, até a primeira meia hora após o primeiro encontro. No máximo até o dia que conseguisse transar a primeira vez, e após isto, se torna um troglodita grosso e insuportável, que merece mesmo umas boas palmadas.
Como dizia meu amigo Giggio, do texto "Como Tratar uma Mulher", neste mesmo blog, de certa forma pouco mudou nos últimos tempos. As mulheres continuam sendo tratadas (e se tratando) como mulheres objeto, em sua maioria.
Então mulher, para encontrar um homem e poder tratá-lo com dignidade e respeito, você deve também se dar o respeito e se tratar com carinho e dignidade. Somente assim você vai poder exigir respeito do homem que estiver a seu lado, e poder vivenciar o amor de uma forma profunda, sincera e com cumplicidade.
Muitos homens simplesmente não sabem nada. Não entendem o que as mulheres pensam, sentem, gostam, não gostam; não sabem e não querem satisfazê-las. Para este homens que não enxergam um palmo na frente do nariz e só conseguem enxergar o próprio umbigo, não faça nada. Nem perca o seu tempo treinando a porrada no rinque, a não ser que você tiver excesso de energia e precisar descarregar sua energia no grande troglodita. A melhor resposta para um homem egoísta e cego é o desprezo. Eles ficam com muita raiva e querem saber porque você esnoba o grandissíssimo enxerga umbigo, e aí talvez exista uma chance dele olhar pra você por pelo menos uma vez, e vocês conseguirem conversar de verdade.
A seguir rebato os tópicos do texto "Como Tratar Uma Mulher", e coloco alguns comentários recebidos, porque alguns homens manifestaram a vontade de serem tratados dignamente também. A palavra de ordem aqui é o respeito. Respeite a forma de ser do seu homem, o modo dele pensar e agir, e ele fará o mesmo com você. Vamos às particularidades:
1."Cuide da sua mulher. Proteja-a como se protege um copo caro de cristal. Se ela for daquelas mulheres "independentes", que não gostam de proteção, ao menos dê a entender que você se importa com ela e gostaria de protegê-la". - Giggio
Um homem não é um copo caro de cristal e nem deve ser tratado como tal. A mulher é um ser delicado, e o homem é mais forte fisicamente, e isto reflete no comportamento do dia a dia. Nenhuma mulher quer um homem afeminado, que deva ser tratado como uma mulher seria. Então deixe-o te proteger, e trate-o com dignidade e respeito. Agradeça as vezes que ele se importar com você e diga a ele o quanto você gosta de ser protegida.
2."Interesse-se pela sua mulher. Se importe de verdade com a vida dela. Pergunte como vai a vida dela no trabalho, com a família, com os amigos. E faça-o de maneira legítima, e não para satisfazê-la; ninguém mantém um teatro por tanto tempo e - acredite - elas percebem". - Giggio
Este tópico é importante para os dois lados. É importante que você mulher se interesse pelos assuntos do seu marido, e converse com ele. O cuidado que vejo aqui, é o de evitar trazer todos os problemas de trabalho para o relacionamento, e não fazer do seu marido um conselheiro para assuntos corporativos, e nem deixá-lo fazer o mesmo. Senão vocês passam a não namorarem mais, e viram sócios.
3."Admire sua mulher. Não esteja jamais com uma mulher que você não admira. Estar na vida ao lado de alguem desinteressante é pior do que estar só. Para tanto, procure uma mulher além dos padrões televisivos. É importante que ela te agrade fisicamente também, mas é fundamental que vocês sejam intelectualmente compatíveis. O seu interesse deve ser genuíno." - Giggio
3."Admire seu homem. Não esteja jamais com um Homem que você não admira. Estar na vida ao lado de alguém desinteressante é pior do que estar só. Para tanto, procure um Homem além dos padrões televisivos. É importante que ele te agrade fisicamente também, mas é fundamental que vocês sejam intelectualmente compatíveis. O seu interesse deve ser genuíno." - Texto espelhado por Madan
Este tópico é de importância para ambos, deve haver interesse mútuo e verdadeiro. Um relacionamento não tem como vingar se não existem interesses comuns. A expressão "Viva as Diferenças" é válida sempre, mas pessoas muito diferentes e com interesses conflitantes são difíceis de se harmonizarem, ou vão levar a vida inteira em eternas discussões. E discutir a relação todos os dias pode fazer a energia sexual ser gasta em muitas conversas, e literalmente fazer perder o tesão.
4."Elogie a sua mulher. Esse deriva do anterior. Se você está com ela, deve gostar dela. E já que gosta, diga a ela. Ela vai ser mais feliz, vai te deixar mais feliz também, o sexo vai ser melhor... Nesse mundo competitivo que é o feminino, mulheres adoram ser elogiadas, a sua não é excessão." - Giggio
4. "Elogie o seu Homem." - Madan
Este tópico também é importante, da mesma forma que a mulher gosta de ser elogiada, o homem também gosta. É importante ressaltar as qualidades de cada um, o que cada um sabe fazer bem, para que lembremos sempre dos pontos fortes um do outro, e por favor evite críticas em excesso.
5."Pegue leve no ciúme. Ou você acredita nela ou não." - Giggio
O ciúmes pode se tornar um problema ou paranóia, é uma doença, e você deve aprender a lidar com isso. Lembre-se sempre que, se você quer um homem bonito, outras mulheres também querem, e esta equação é mais válida conforme mais bonito fisicamente for o seu par. Quanto mais bonito, mais assédio de outras pessoas, e se você for uma pessoa ciumenta, é melhor procurar ajuda terapêutica, do que ficar aborrecendo o tempo todo seu par com cobranças inúteis. Esta atitude vai desgastar completamente a relação, então, ou você acredita nele, ou não.
6."Seja delicado com sua mulher. Mulher não é homem. Trate-a com cuidado. Se você não soar muito artificial, faça alguns cavalheirismos. Abra a porta do carro para ela, carregue a sacola mais pesada, deixe-a sair primeiro pela porta, pague o motel. E se você soar artificial treine bastante até conseguir naturalidade."
Nenhuma mulher de novo aqui quer um troglodita mal educado, então permita que ele seja delicado com você e aceite a ajuda dele. Se ele for um cara que não sabe fazer cavalheirismos, não vai ser você que vai ensiná-lo, porque a boa educação se aprende em casa. Então você decide se vai querer continuar com ele mesmo assim. Mas lembre-se que, se ele é mal educado nas menores coisas, quando você precisar dele de verdade para um grande problema, ele vai agir da mesma forma.
7."Seja honesto com sua mulher. Diga a ela o que gosta e o que não gosta de fazer. E procure o meio termo, negocie. Mulher não é cliente nem fornecedor, é parceira. Busque resoluções que beneficiem ambos, e se não for possível, procure compensação para as situações desiguais, tanto a seu favor quanto a favor dela." - Giggio
Aqui entra a atitude masculina novamente. É o homem que deve tomar a iniciativa muitas vezes, já que a natureza dele é mais ativa, e a natureza da mulher é mais passiva e receptiva. Uma mulher que toma a frente o tempo todo, está fazendo o que o homem deveria fazer, e tirando o poder de ambos. Então permita que ele tome algumas iniciativas, conte a ele o que você gosta ou não, mas não fique se impondo o tempo todo, nem mandando ele fazer isso ou aquilo. Deixe a liderança e o controle pra questões de trabalho, no trabalho.
8." Mulheres criam castelos desde pequenas, e é você quem vai morar neles. Quando uma mulher brinca de casinha, ela já está criando mentalmente seu "homem ideal". É importante conversar sobre esses castelos a fim de entender o que sua mulher realmente espera de você. Muitos deles não são revelados até muito tarde,e poderiam tê-lo sido em uma simples conversa, antecipando uma futura surpresa." - Giggio
Diga a seu homem o que você espera de um relacionamento, e o que você quer, e pergunte a ele o que ele espera de uma mulher e de um relacionamento. Muitas pessoas não sabem o que querem, e muito menos o que esperam do outro, e acabam enviando mensagens conflitantes. É importante definir o que você quer, e avaliar se a pessoa que você está corresponde às suas expectativas. Isto serve para homens e mulheres, e evita conflitos posteriores.
9."Mulheres geralmente ficam muito parecidas com suas mães. Principalmente na concepção geral do corpo, e não em detalhes específicos. Apesar de dietas, exercícios, cremes e outras tecnologias, a genética é cruel. Conheça a mãe de sua mulher e veja se lhe agrada. As chances de sua mulher lembrá-la no futuro são grandes, então é bom que você esteja a vontade com isso desde o princípio." - Giggio
Lidar com a sua natureza e com o tempo é uma questão que deve ser avaliada com carinho e respeito. Tentar ficar burlando a lei da natureza com produtos químicos, tratamentos e cirurgias pode virar uma grande paranóia, e pouco adianta conforme o tempo vai passando. É claro que cuidar da boa alimentação, da dieta e da aparência é importante, e indica o respeito que você tem por si mesmo. Isso vai se refletir no seu relacionamento e no seu amadurecimento pessoal. Um curso de dança ou práticas de Ioga ou Artes Marciais pode funcionar muito melhor que uma cirurgia plástica, e permanece. Estar bem consigo mesmo é o ponto aqui, e vai refletir em como você enxerga o seu parceiro. Não fique fingindo ser o que você não é, e isto vale não só para a aparência, mas para o dia a dia também.
10." Admire sua mulher pelo que ela é. Não tente ficar mudando-a. Depois da adolescência muda-se pouco e só com muita dificuldade. Ou você gosta dela como é ou não gosta. Se ela melhorar é lucro, mas não conte com isso. O fato de ter esse conhecimento alivia, e muito, diversas tensões e esperanças do dia a dia." - Giggio
10."Admire seu Homem pelo que ele é. Não tente ficar mudando-o." - Madan
Esta é uma questão básica de respeito, e que faz toda a diferença. Respeite a pessoa que você está, as suas limitações e as dela. Tentar mudar o outro é uma atitude de prepotência, você está dizendo a ele que você é melhor, que o outro tem defeitos, e que você acha que o outro deve mudar para se igualar a você. Total falta de respeito. E nenhum relacionamento permanece sem respeito.
11."Mulheres não estão a procura de homens garanhões, machões, ou qualquer outros "ôes". Homens não são machões para as mulheres, mas para os outros homens, o que torna a atitude altamente homossexual." - Giggio
Isso vale para a cocotinha toda cor de rosa, ou vestida para matar, ou com quaisquer outras máscaras que você usar. Quanto mais natural você for, e mais sincera, mais o seu companheiro vai conseguir ver o que você é realmente, e poder dizer se gosta ou não de você.
12."Mulher não tem desejo sexual visual. Portanto, homem não precisa ser bonito para arranjar mulher. Elas podem até elogiar o Brad Pitt, mas buscam outras qualidades que superam a beleza com facilidade. Quem nunca viu um homem horrível com uma linda mulher? Nesse sentido mulheres são muito diferente de homens, já que homens procuram geralmente a beleza física em primeiro lugar. Isso dá segurança até aos homens menos abençoados por Deus. " - Giggio
É verdade. As mulheres procuram um relacionamento, amor, cumplicidade, companheirismo. Então você mulher, diga a ele o que você procura, o que você quer, e o que você gosta. Isto evita o cara ficar o tempo todo tentando adivinhar o que você quer, e talvez se você não disser, ele nunca vai saber.
13."Seja seguro. Mulher nenhuma gosta de homem que não sabe o que quer. Você pode ter suas dúvidas, mas deixar para ela resolver tudo, sempre, é o fim. Se tiver uma dúvida a resolver, demonstre interesse em resolver de verdade, não se coloque como um derrotado pela dúvida. Busque-a para resolver o problema com você." - Giggio
13."Seja segura. Homem nenhum gosta de Mulher que não sabe o que quer. Você pode ter suas dúvidas, mas deixar para ele resolver tudo, sempre, é o fim. Se tiver uma dúvida a resolver, demonstre interesse em resolver de verdade, não se coloque como uma derrotada pela dúvida. Busque-o para resolver o problema com você." - Madan
Madan, se me permite, está completamente equivocado em espelhar este item. Segurança é um atributo e qualidade masculinos. Quem deve passar a segurança em um relacionamento é o homem. Um homem de atitude e respeito, pede a opinião da mulher, mas sabe decidir sozinho o que precisa. E a mulher que decide tudo pelo homem, está tomando a frente dele, e enfraquecendo a ambos. A mulher é mais maleável, mais indecisa e volúvel, como a energia da lua. E quanto mais o homem for indeciso, mais volúvel e indecisa ela vai ficar.
14."Discuta sobre sua vida com sua mulher. Permita que ela perceba que você é um ser humano como qualquer outro e peça ajuda quando precisar." - Giggio
14."Discuta sobre sua vida com seu Homem. Permita que ele perceba que você é um ser humano como qualquer outro e peça ajuda quando precisar." - Madan
Um relacionamento deve haver diálogo, colocação de pontos de vista, mesmo que diferentes, e a tentativa de um acordo. Se não há consenso, no mínimo deve haver respeito pela opinião do outro. Como já disse antes, respeito é a palavra chave para muitos assuntos.
15."Aprenda a tocar sua mulher. Pergunte a ela como ela gosta de ser tocada. Sexo é como música: sem retorno a banda toca completamente perdida, a música soa estranha e desarranjada, mesmo se os músicos forem bons. " - Giggio
15."Aprenda a tocar seu Homem. Pergunte a ele como ela gosta de ser tocado." - Madan
É importante o diálogo na hora do sexo também, assim vocês vão se conhecendo, e se equilibrando. É importante que os dois se satisfaçam mutuamente.
16."Faça-a gozar. Se não conseguiu, tente de novo, fale com ela, entenda como ela funciona, faça cursos, leia artigos, pergunte às suas amigas como funciona uma mulher, descubra onde é cada parte do corpo feminino. É importante que sua mulher se divirta tanto no sexo quanto você. Existem de fato casos mais complexos em que a mulher não consegue gozar e em muitos desses casos a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é suficiente para resolver o problema. O que você não pode é deixá-lo sem solução. É aquela velha frase das camisetas dos estudantes de direito: "Seu namorado não faz direito? Eu faço!" - Giggio
16."Faça-o gozar. Se não conseguiu, tente de novo, fale com ele, entenda como ele funciona, faça cursos, leia artigos, pergunte aos seus amigos como funciona um Homem, descubra onde é cada parte do corpo masculino. É importante que seu Homem se divirta tanto no sexo quanto você. Existem de fato casos mais complexos em que o Homem não consegue gozar e em muitos desses casos a ajuda de um psicólogo (sexólogo – acrescento eu - ) ou psiquiatra é suficiente para resolver o problema. O que você não pode é deixá-lo sem solução. É aquela velha frase das camisetas dos estudantes de direito: "Sua namorada não faz direito? Eu faço!" - Madan
Os dois devem sair satisfeitos de uma relação. Nem sempre os dois gozam ao mesmo tempo, mas é importante que se enxergue o seu parceiro, e se você não gozou, ele permitir que você goze primeiro da próxima vez e vice versa. Um relacionamento em que somente um goza não tem chances de dar certo, o parceiro insatisfeito vai sair fora e procurar satisfação com outra pessoa. Mais cedo ou mais tarde.
17."Aprenda que mulheres tem capacidade sexual muito superior a masculina. Homens precisam parar por algum tempo, mulheres, além de não precisar também não querem. Mulheres tem a invejável possibilidade dos orgasmos múltiplos, algo nem sonhado pelos homens. Mulheres possuem um órgão com funções somente para o prazer, o clitóris. As chances de um homem se saciar no sexo antes da mulher é altíssima." - Giggio
17."Aprenda que Homens tem capacidade sexual muito inferior a feminina. Mas têm Homens que conseguem controlar a ejaculação e fazer com que a Mulher tenha múltiplos orgasmos. Mas, também os Homens quando gozam, precisam parar por algum tempo ( e deve haver exceções ), já as Mulheres, além de não precisar parar também não querem parar, mas há exceções. Os Homens tem a invejável possibilidade dos orgasmos múltiplos, quando “treinado” no Tantra ou no Tão do Amor, o que é parecido com os orgasmos múltiplos das mulheres; e concordo que é algo nem sonhado para quase todos os Homens. (Novamente há exceções) Mulheres possuem um órgão com funções somente para o prazer, o clitóris. As chances de um homem se saciar no sexo antes da mulher é altíssima, a não ser que ele seja praticante do Tão do Amor e do Tantra." - Madan
Repito, os dois precisam sair satisfeitos, e o que não ficar satisfeito, vai procurar satisfação em outro lugar, mais cedo ou mais tarde.
18."Sempre que o tempo permitir, invista um loooooongo tempo nas preliminares. Elas podem, se você for bom, levar mais tempo que a penetração em si. E o sexo todo vai ser infinitamente melhor, já que a mulher vai te desejar ainda mais ao final deste aquecimento." - Giggio
Este comentário serve para os dois, o apressadinho normalmente é egoísta, e só está pensando em si mesmo. Um relacionamento só permanece quando os dois se satisfazem, se respeitam e se curtem.
Encerro o texto aqui, mas acredito que muitos outros tópicos e outras questões podem ser acrescentadas, por favor coloquem seus comentários e sugestões.
Beijos de Luz,
Rute Moabita
www.rutemoabita.com
http://rutemoabita.blogspot.com/
http://twitter.com/heloisalesniak/
Texto original do Giggio - Fonte:
http://discussao.giggio.net/2005/04/como-tratar-uma-mulher.html
por Rute Moabita
A pedidos, estou escrevendo aqui como eu considero que uma mulher deva tratar um homem, desde que o homem se comporte como homem, e a mulher como mulher, já que em nossos tempos e depois do movimento feminista, tudo mudou, e as mulheres passaram a agir como homens muitas vezes, e os homens não sabem mais o que fazer com elas, e muito menos como se comportar.
A primeira coisa a esclarecer aqui são os princípios básicos da energia masculina e feminina, que deve estar bem definida, e que estabelece os papéis de cada um dentro de uma relação. Este é o tipo de esclarecimento que absolutamente eu não deveria nem comentar, porque no meu entendimento, deveria ser de conhecimento geral, mas parece que não é bem assim que acontece.
Vamos definir então os dois: o homem como princípio masculino, positivo, ativo, diurno, forte e direto, como a energia do sol. E a mulher como princípio feminino, negativo, passivo, receptivo, noturno, suave e maleável, como a energia da lua. Os dois se complementam, e apesar de terem polaridades opostas, são igualmente importantes no decorrer da vida.
Os homens continuam desconhecendo a natureza e a delicadeza de uma mulher, e muitas vezes mantém uma postura extremamente grossa e bruta, machista e agressiva, e neste caso as mulheres tiveram que se armar, porque o que eles querem mesmo é partir pra o rink: PORRADA!!! Quantas vezes conheci um homem que parecia delicado e gentil, até a primeira meia hora após o primeiro encontro. No máximo até o dia que conseguisse transar a primeira vez, e após isto, se torna um troglodita grosso e insuportável, que merece mesmo umas boas palmadas.
Como dizia meu amigo Giggio, do texto "Como Tratar uma Mulher", neste mesmo blog, de certa forma pouco mudou nos últimos tempos. As mulheres continuam sendo tratadas (e se tratando) como mulheres objeto, em sua maioria.
Então mulher, para encontrar um homem e poder tratá-lo com dignidade e respeito, você deve também se dar o respeito e se tratar com carinho e dignidade. Somente assim você vai poder exigir respeito do homem que estiver a seu lado, e poder vivenciar o amor de uma forma profunda, sincera e com cumplicidade.
Muitos homens simplesmente não sabem nada. Não entendem o que as mulheres pensam, sentem, gostam, não gostam; não sabem e não querem satisfazê-las. Para este homens que não enxergam um palmo na frente do nariz e só conseguem enxergar o próprio umbigo, não faça nada. Nem perca o seu tempo treinando a porrada no rinque, a não ser que você tiver excesso de energia e precisar descarregar sua energia no grande troglodita. A melhor resposta para um homem egoísta e cego é o desprezo. Eles ficam com muita raiva e querem saber porque você esnoba o grandissíssimo enxerga umbigo, e aí talvez exista uma chance dele olhar pra você por pelo menos uma vez, e vocês conseguirem conversar de verdade.
A seguir rebato os tópicos do texto "Como Tratar Uma Mulher", e coloco alguns comentários recebidos, porque alguns homens manifestaram a vontade de serem tratados dignamente também. A palavra de ordem aqui é o respeito. Respeite a forma de ser do seu homem, o modo dele pensar e agir, e ele fará o mesmo com você. Vamos às particularidades:
1."Cuide da sua mulher. Proteja-a como se protege um copo caro de cristal. Se ela for daquelas mulheres "independentes", que não gostam de proteção, ao menos dê a entender que você se importa com ela e gostaria de protegê-la". - Giggio
Um homem não é um copo caro de cristal e nem deve ser tratado como tal. A mulher é um ser delicado, e o homem é mais forte fisicamente, e isto reflete no comportamento do dia a dia. Nenhuma mulher quer um homem afeminado, que deva ser tratado como uma mulher seria. Então deixe-o te proteger, e trate-o com dignidade e respeito. Agradeça as vezes que ele se importar com você e diga a ele o quanto você gosta de ser protegida.
2."Interesse-se pela sua mulher. Se importe de verdade com a vida dela. Pergunte como vai a vida dela no trabalho, com a família, com os amigos. E faça-o de maneira legítima, e não para satisfazê-la; ninguém mantém um teatro por tanto tempo e - acredite - elas percebem". - Giggio
Este tópico é importante para os dois lados. É importante que você mulher se interesse pelos assuntos do seu marido, e converse com ele. O cuidado que vejo aqui, é o de evitar trazer todos os problemas de trabalho para o relacionamento, e não fazer do seu marido um conselheiro para assuntos corporativos, e nem deixá-lo fazer o mesmo. Senão vocês passam a não namorarem mais, e viram sócios.
3."Admire sua mulher. Não esteja jamais com uma mulher que você não admira. Estar na vida ao lado de alguem desinteressante é pior do que estar só. Para tanto, procure uma mulher além dos padrões televisivos. É importante que ela te agrade fisicamente também, mas é fundamental que vocês sejam intelectualmente compatíveis. O seu interesse deve ser genuíno." - Giggio
3."Admire seu homem. Não esteja jamais com um Homem que você não admira. Estar na vida ao lado de alguém desinteressante é pior do que estar só. Para tanto, procure um Homem além dos padrões televisivos. É importante que ele te agrade fisicamente também, mas é fundamental que vocês sejam intelectualmente compatíveis. O seu interesse deve ser genuíno." - Texto espelhado por Madan
Este tópico é de importância para ambos, deve haver interesse mútuo e verdadeiro. Um relacionamento não tem como vingar se não existem interesses comuns. A expressão "Viva as Diferenças" é válida sempre, mas pessoas muito diferentes e com interesses conflitantes são difíceis de se harmonizarem, ou vão levar a vida inteira em eternas discussões. E discutir a relação todos os dias pode fazer a energia sexual ser gasta em muitas conversas, e literalmente fazer perder o tesão.
4."Elogie a sua mulher. Esse deriva do anterior. Se você está com ela, deve gostar dela. E já que gosta, diga a ela. Ela vai ser mais feliz, vai te deixar mais feliz também, o sexo vai ser melhor... Nesse mundo competitivo que é o feminino, mulheres adoram ser elogiadas, a sua não é excessão." - Giggio
4. "Elogie o seu Homem." - Madan
Este tópico também é importante, da mesma forma que a mulher gosta de ser elogiada, o homem também gosta. É importante ressaltar as qualidades de cada um, o que cada um sabe fazer bem, para que lembremos sempre dos pontos fortes um do outro, e por favor evite críticas em excesso.
5."Pegue leve no ciúme. Ou você acredita nela ou não." - Giggio
O ciúmes pode se tornar um problema ou paranóia, é uma doença, e você deve aprender a lidar com isso. Lembre-se sempre que, se você quer um homem bonito, outras mulheres também querem, e esta equação é mais válida conforme mais bonito fisicamente for o seu par. Quanto mais bonito, mais assédio de outras pessoas, e se você for uma pessoa ciumenta, é melhor procurar ajuda terapêutica, do que ficar aborrecendo o tempo todo seu par com cobranças inúteis. Esta atitude vai desgastar completamente a relação, então, ou você acredita nele, ou não.
6."Seja delicado com sua mulher. Mulher não é homem. Trate-a com cuidado. Se você não soar muito artificial, faça alguns cavalheirismos. Abra a porta do carro para ela, carregue a sacola mais pesada, deixe-a sair primeiro pela porta, pague o motel. E se você soar artificial treine bastante até conseguir naturalidade."
Nenhuma mulher de novo aqui quer um troglodita mal educado, então permita que ele seja delicado com você e aceite a ajuda dele. Se ele for um cara que não sabe fazer cavalheirismos, não vai ser você que vai ensiná-lo, porque a boa educação se aprende em casa. Então você decide se vai querer continuar com ele mesmo assim. Mas lembre-se que, se ele é mal educado nas menores coisas, quando você precisar dele de verdade para um grande problema, ele vai agir da mesma forma.
7."Seja honesto com sua mulher. Diga a ela o que gosta e o que não gosta de fazer. E procure o meio termo, negocie. Mulher não é cliente nem fornecedor, é parceira. Busque resoluções que beneficiem ambos, e se não for possível, procure compensação para as situações desiguais, tanto a seu favor quanto a favor dela." - Giggio
Aqui entra a atitude masculina novamente. É o homem que deve tomar a iniciativa muitas vezes, já que a natureza dele é mais ativa, e a natureza da mulher é mais passiva e receptiva. Uma mulher que toma a frente o tempo todo, está fazendo o que o homem deveria fazer, e tirando o poder de ambos. Então permita que ele tome algumas iniciativas, conte a ele o que você gosta ou não, mas não fique se impondo o tempo todo, nem mandando ele fazer isso ou aquilo. Deixe a liderança e o controle pra questões de trabalho, no trabalho.
8." Mulheres criam castelos desde pequenas, e é você quem vai morar neles. Quando uma mulher brinca de casinha, ela já está criando mentalmente seu "homem ideal". É importante conversar sobre esses castelos a fim de entender o que sua mulher realmente espera de você. Muitos deles não são revelados até muito tarde,e poderiam tê-lo sido em uma simples conversa, antecipando uma futura surpresa." - Giggio
Diga a seu homem o que você espera de um relacionamento, e o que você quer, e pergunte a ele o que ele espera de uma mulher e de um relacionamento. Muitas pessoas não sabem o que querem, e muito menos o que esperam do outro, e acabam enviando mensagens conflitantes. É importante definir o que você quer, e avaliar se a pessoa que você está corresponde às suas expectativas. Isto serve para homens e mulheres, e evita conflitos posteriores.
9."Mulheres geralmente ficam muito parecidas com suas mães. Principalmente na concepção geral do corpo, e não em detalhes específicos. Apesar de dietas, exercícios, cremes e outras tecnologias, a genética é cruel. Conheça a mãe de sua mulher e veja se lhe agrada. As chances de sua mulher lembrá-la no futuro são grandes, então é bom que você esteja a vontade com isso desde o princípio." - Giggio
Lidar com a sua natureza e com o tempo é uma questão que deve ser avaliada com carinho e respeito. Tentar ficar burlando a lei da natureza com produtos químicos, tratamentos e cirurgias pode virar uma grande paranóia, e pouco adianta conforme o tempo vai passando. É claro que cuidar da boa alimentação, da dieta e da aparência é importante, e indica o respeito que você tem por si mesmo. Isso vai se refletir no seu relacionamento e no seu amadurecimento pessoal. Um curso de dança ou práticas de Ioga ou Artes Marciais pode funcionar muito melhor que uma cirurgia plástica, e permanece. Estar bem consigo mesmo é o ponto aqui, e vai refletir em como você enxerga o seu parceiro. Não fique fingindo ser o que você não é, e isto vale não só para a aparência, mas para o dia a dia também.
10." Admire sua mulher pelo que ela é. Não tente ficar mudando-a. Depois da adolescência muda-se pouco e só com muita dificuldade. Ou você gosta dela como é ou não gosta. Se ela melhorar é lucro, mas não conte com isso. O fato de ter esse conhecimento alivia, e muito, diversas tensões e esperanças do dia a dia." - Giggio
10."Admire seu Homem pelo que ele é. Não tente ficar mudando-o." - Madan
Esta é uma questão básica de respeito, e que faz toda a diferença. Respeite a pessoa que você está, as suas limitações e as dela. Tentar mudar o outro é uma atitude de prepotência, você está dizendo a ele que você é melhor, que o outro tem defeitos, e que você acha que o outro deve mudar para se igualar a você. Total falta de respeito. E nenhum relacionamento permanece sem respeito.
11."Mulheres não estão a procura de homens garanhões, machões, ou qualquer outros "ôes". Homens não são machões para as mulheres, mas para os outros homens, o que torna a atitude altamente homossexual." - Giggio
Isso vale para a cocotinha toda cor de rosa, ou vestida para matar, ou com quaisquer outras máscaras que você usar. Quanto mais natural você for, e mais sincera, mais o seu companheiro vai conseguir ver o que você é realmente, e poder dizer se gosta ou não de você.
12."Mulher não tem desejo sexual visual. Portanto, homem não precisa ser bonito para arranjar mulher. Elas podem até elogiar o Brad Pitt, mas buscam outras qualidades que superam a beleza com facilidade. Quem nunca viu um homem horrível com uma linda mulher? Nesse sentido mulheres são muito diferente de homens, já que homens procuram geralmente a beleza física em primeiro lugar. Isso dá segurança até aos homens menos abençoados por Deus. " - Giggio
É verdade. As mulheres procuram um relacionamento, amor, cumplicidade, companheirismo. Então você mulher, diga a ele o que você procura, o que você quer, e o que você gosta. Isto evita o cara ficar o tempo todo tentando adivinhar o que você quer, e talvez se você não disser, ele nunca vai saber.
13."Seja seguro. Mulher nenhuma gosta de homem que não sabe o que quer. Você pode ter suas dúvidas, mas deixar para ela resolver tudo, sempre, é o fim. Se tiver uma dúvida a resolver, demonstre interesse em resolver de verdade, não se coloque como um derrotado pela dúvida. Busque-a para resolver o problema com você." - Giggio
13."Seja segura. Homem nenhum gosta de Mulher que não sabe o que quer. Você pode ter suas dúvidas, mas deixar para ele resolver tudo, sempre, é o fim. Se tiver uma dúvida a resolver, demonstre interesse em resolver de verdade, não se coloque como uma derrotada pela dúvida. Busque-o para resolver o problema com você." - Madan
Madan, se me permite, está completamente equivocado em espelhar este item. Segurança é um atributo e qualidade masculinos. Quem deve passar a segurança em um relacionamento é o homem. Um homem de atitude e respeito, pede a opinião da mulher, mas sabe decidir sozinho o que precisa. E a mulher que decide tudo pelo homem, está tomando a frente dele, e enfraquecendo a ambos. A mulher é mais maleável, mais indecisa e volúvel, como a energia da lua. E quanto mais o homem for indeciso, mais volúvel e indecisa ela vai ficar.
14."Discuta sobre sua vida com sua mulher. Permita que ela perceba que você é um ser humano como qualquer outro e peça ajuda quando precisar." - Giggio
14."Discuta sobre sua vida com seu Homem. Permita que ele perceba que você é um ser humano como qualquer outro e peça ajuda quando precisar." - Madan
Um relacionamento deve haver diálogo, colocação de pontos de vista, mesmo que diferentes, e a tentativa de um acordo. Se não há consenso, no mínimo deve haver respeito pela opinião do outro. Como já disse antes, respeito é a palavra chave para muitos assuntos.
15."Aprenda a tocar sua mulher. Pergunte a ela como ela gosta de ser tocada. Sexo é como música: sem retorno a banda toca completamente perdida, a música soa estranha e desarranjada, mesmo se os músicos forem bons. " - Giggio
15."Aprenda a tocar seu Homem. Pergunte a ele como ela gosta de ser tocado." - Madan
É importante o diálogo na hora do sexo também, assim vocês vão se conhecendo, e se equilibrando. É importante que os dois se satisfaçam mutuamente.
16."Faça-a gozar. Se não conseguiu, tente de novo, fale com ela, entenda como ela funciona, faça cursos, leia artigos, pergunte às suas amigas como funciona uma mulher, descubra onde é cada parte do corpo feminino. É importante que sua mulher se divirta tanto no sexo quanto você. Existem de fato casos mais complexos em que a mulher não consegue gozar e em muitos desses casos a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é suficiente para resolver o problema. O que você não pode é deixá-lo sem solução. É aquela velha frase das camisetas dos estudantes de direito: "Seu namorado não faz direito? Eu faço!" - Giggio
16."Faça-o gozar. Se não conseguiu, tente de novo, fale com ele, entenda como ele funciona, faça cursos, leia artigos, pergunte aos seus amigos como funciona um Homem, descubra onde é cada parte do corpo masculino. É importante que seu Homem se divirta tanto no sexo quanto você. Existem de fato casos mais complexos em que o Homem não consegue gozar e em muitos desses casos a ajuda de um psicólogo (sexólogo – acrescento eu - ) ou psiquiatra é suficiente para resolver o problema. O que você não pode é deixá-lo sem solução. É aquela velha frase das camisetas dos estudantes de direito: "Sua namorada não faz direito? Eu faço!" - Madan
Os dois devem sair satisfeitos de uma relação. Nem sempre os dois gozam ao mesmo tempo, mas é importante que se enxergue o seu parceiro, e se você não gozou, ele permitir que você goze primeiro da próxima vez e vice versa. Um relacionamento em que somente um goza não tem chances de dar certo, o parceiro insatisfeito vai sair fora e procurar satisfação com outra pessoa. Mais cedo ou mais tarde.
17."Aprenda que mulheres tem capacidade sexual muito superior a masculina. Homens precisam parar por algum tempo, mulheres, além de não precisar também não querem. Mulheres tem a invejável possibilidade dos orgasmos múltiplos, algo nem sonhado pelos homens. Mulheres possuem um órgão com funções somente para o prazer, o clitóris. As chances de um homem se saciar no sexo antes da mulher é altíssima." - Giggio
17."Aprenda que Homens tem capacidade sexual muito inferior a feminina. Mas têm Homens que conseguem controlar a ejaculação e fazer com que a Mulher tenha múltiplos orgasmos. Mas, também os Homens quando gozam, precisam parar por algum tempo ( e deve haver exceções ), já as Mulheres, além de não precisar parar também não querem parar, mas há exceções. Os Homens tem a invejável possibilidade dos orgasmos múltiplos, quando “treinado” no Tantra ou no Tão do Amor, o que é parecido com os orgasmos múltiplos das mulheres; e concordo que é algo nem sonhado para quase todos os Homens. (Novamente há exceções) Mulheres possuem um órgão com funções somente para o prazer, o clitóris. As chances de um homem se saciar no sexo antes da mulher é altíssima, a não ser que ele seja praticante do Tão do Amor e do Tantra." - Madan
Repito, os dois precisam sair satisfeitos, e o que não ficar satisfeito, vai procurar satisfação em outro lugar, mais cedo ou mais tarde.
18."Sempre que o tempo permitir, invista um loooooongo tempo nas preliminares. Elas podem, se você for bom, levar mais tempo que a penetração em si. E o sexo todo vai ser infinitamente melhor, já que a mulher vai te desejar ainda mais ao final deste aquecimento." - Giggio
Este comentário serve para os dois, o apressadinho normalmente é egoísta, e só está pensando em si mesmo. Um relacionamento só permanece quando os dois se satisfazem, se respeitam e se curtem.
Encerro o texto aqui, mas acredito que muitos outros tópicos e outras questões podem ser acrescentadas, por favor coloquem seus comentários e sugestões.
Beijos de Luz,
Rute Moabita
www.rutemoabita.com
http://rutemoabita.blogspot.com/
http://twitter.com/heloisalesniak/
Texto original do Giggio - Fonte:
http://discussao.giggio.net/2005/04/como-tratar-uma-mulher.html
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Alguns trechos sobre Tantra
Coloco aqui alguns trechos sobre Tantra, retirados do livro "Tantra - Sexo e Espiritualidade" , de Bhagwan Shree Rajneesh (Osho)
O Tantra diz para você dissolver completamente sua vontade, esvaziar-se dela e assim ocorrerá a libertação.
Todo conhecimento é perigoso; somente a ignorância não é perigosa - você não pode fazer nada com ela.
Filosofia é algo mais ou menos sem significado. O Tantra não se interessa por filosofia, interessa-se pela vida existencial real.
Se você se entregar ao sexo, chegará ao seu significado mais profundo, estará do lado de dentro. Se você se entregar, muitas coisas se tornarão conhecidas.
Se você estiver realmente fluindo energia sexual, totalmente entregue, mais cedo ou mais tarde chegará ao ponto em que saberá que o sexo não somente causa uma nova vida; o sexo pode dar mais vida a você.
O tantra sempre soube, assim como o Tao, que se você ejacular no ato, isto não trará energia de vida para você. Não há necessidade de ejaculação, ela deve ser esquecida.
O amante e a amada podem estar em profundo abraço sexual, somente relaxando um com o outro, sem pressa de ejacular, sem pressa de terminar o ato de amor. Eles podem somente se relaxar. E se o relaxamento for total, ambos sentirão mais vida, ambos se enriquecerão.
Se o amor é profundo, ambas as partes podem revigorar uma à outra.
Mas como fazer do ato sexual uma meditação? O simples abandono é suficiente. Não pense nele; deixe apenas que ele aconteça.
Esqueçam tudo. Flutuem no momento e permitam que seus corpos se expressem. Lembre-se de que seus corpos possuem sabedoria própria.
O sexo transferido para a cabeça é sexualidade. Pensar a respeito dele é sexualidade; vivê-lo é algo diferente. Se você puder vivê-lo totalmente, poderá ir além dele.
Quando o encontro é perfeito, quando os dois se tornam um ritmo, quando suas respirações tornaram-se uma só e seu prana (energia vital) flui em um círculo, quando os dois desaparecem completamente e os dois corpos tornaram-se um todo, quando o negativo e o positivo, o macho e a fêmea não estão mais lá, então o sexo se torna a coisa mais bela que existe.
O outro é simplesmente uma porta. Ao fazer amor com uma mulher, você na verdade está fazendo amor com a própria existência.
O primeiro sutra: No início de uma união sexual preste atenção no fogo, assim que ela começa e, prosseguindo nessa atitude, evite as brasas no final.
Não se apresse, não anseie pelo final. Permaneça com o início.... Permaneça com a criatura amada como se vocês tivessem se tornado uma só pessoa. Crie um círculo.
O segundo sutra: Quando, em um amplexo, seus sentidos tremerem como folhas ao vento, entregue-se a este tremor.
E o sexo é um grande vento, uma grande energia soprando através de você. Trema! Vibre! Permita que cada célula de seu corpo dance.
O terceiro sutra: Ao recordar-se da união, através do amplexo, vem a transformação.
Ao longo desta técnica, é bom que você mantenha os olhos fechados. Então um sentimento interior de um círculo, um sentimento interior de unidade se apresenta.
Algumas outras técnicas: Contente por ver um amigo ausente há muito tempo, impregne-se com esta alegria.
Agora a quinta técnica: Ao comer ou beber, torne-se o gosto da comida ou da bebida e sinta-se pleno.
O sexo é apenas o começo, não o fim. Mas se você perder o início, também perderá o fim.
O Tantra diz: não tente ir contra o sexo, pois se voc~e for contra ele e tentar criar um estado de brahmacharya, celibato, pureza, as coisas se tornarão impossíveis.
Uma pessoa que suprime o sexo começa a enxergá-lo em tudo. Tudo se torna sexual.
Os tres elementos básicos do sexo. O primeiro deles é a ausência de tempo. O segundo elemento: no sexo, pela primeira vez, você perde seu ego, você se torna alguém sem ego. Todos aqueles que são muito egoistas sempre se colocam contra o sexo, pois no sexo tem de perder seus egos. Finalmente, o terceiro elemento: no sexo você é natural pela primeira vez.
No sexo, ou você caminha em direção ao ápice da excitação ou para o vale do relaxamento. No tantra você busca o relaxamento, e a energia não se perde. Você pode praticá-lo quantas vezes quiser.
Enquanto estiver amando, você não deve existir; apenas o amor, o ato de amar existem. Esqueça-se tão completamente, que você deixe de ser. Somente o amor existe. Torne-se o amor e entre na vida que dura incessantemente.
O sutra: Ao ser acariciada (amada), Doce Princesa, entre na carícia (no amor) como a vida que dura incessantemente.
Se você não puder amar, é-lhe impossível relaxar. Se você conseguir relaxar, então sua vida se tornará uma vida de amor.
Um homem tenso não pode amar. Pode ganhar dinheiro, mas não pode amar, pois o amor não tem propósitos. Ele existe em si mesmo e não para algo mais.
A morte, o amor, a meditação sempre ocorrem no presente. Portanto, se você tem medo da morte, você não pode amar. Se você tem medo do amor, você não pode meditar. Se você tem medo da meditação, sua vida será inútil.
O Tantra significa transformar o amor em meditação.
O Tantra diz que você deve aceitar-se como você é. Trata-se de uma aceitação profunda. Não crie um abismo entre você e o real, entre o mundo e o nirvana. Para o Tantra o abismo não existe, a morte não é necessária.
Você sente raiva. O Tantra não dirá para você não sentir raiva, e sim para entregar-se a ela inteiramente, mas preservando a consciência. O Tantra não é contra a raiva e sim contra a dormência e a inconsciência espiritual. Seja consciente e sinta raiva. É este o segredo do método: se você guarda a sua consciência, a raiva se transforma. Ela se torna compaixão.
Para o Tantra, tudo é sagrado. Para o Tantra, Deus e o demônio não são dois. Para o Tantra, não há nada que possa ser chamado "demônio". Tudo é divino, tudo é sagrado. E este parece ser o ponto de vista mais correto e profundo. O Tantra não se coloca contra nada, portanto não é um ponto de vista. É uma unidade sentida, uma unidade vivida.
trechos retirado do livro "Tantra - Sexo e Espiritualidade", de Bhagwan Shree Rajneesh (Osho)
O Tantra diz para você dissolver completamente sua vontade, esvaziar-se dela e assim ocorrerá a libertação.
Todo conhecimento é perigoso; somente a ignorância não é perigosa - você não pode fazer nada com ela.
Filosofia é algo mais ou menos sem significado. O Tantra não se interessa por filosofia, interessa-se pela vida existencial real.
Se você se entregar ao sexo, chegará ao seu significado mais profundo, estará do lado de dentro. Se você se entregar, muitas coisas se tornarão conhecidas.
Se você estiver realmente fluindo energia sexual, totalmente entregue, mais cedo ou mais tarde chegará ao ponto em que saberá que o sexo não somente causa uma nova vida; o sexo pode dar mais vida a você.
O tantra sempre soube, assim como o Tao, que se você ejacular no ato, isto não trará energia de vida para você. Não há necessidade de ejaculação, ela deve ser esquecida.
O amante e a amada podem estar em profundo abraço sexual, somente relaxando um com o outro, sem pressa de ejacular, sem pressa de terminar o ato de amor. Eles podem somente se relaxar. E se o relaxamento for total, ambos sentirão mais vida, ambos se enriquecerão.
Se o amor é profundo, ambas as partes podem revigorar uma à outra.
Mas como fazer do ato sexual uma meditação? O simples abandono é suficiente. Não pense nele; deixe apenas que ele aconteça.
Esqueçam tudo. Flutuem no momento e permitam que seus corpos se expressem. Lembre-se de que seus corpos possuem sabedoria própria.
O sexo transferido para a cabeça é sexualidade. Pensar a respeito dele é sexualidade; vivê-lo é algo diferente. Se você puder vivê-lo totalmente, poderá ir além dele.
Quando o encontro é perfeito, quando os dois se tornam um ritmo, quando suas respirações tornaram-se uma só e seu prana (energia vital) flui em um círculo, quando os dois desaparecem completamente e os dois corpos tornaram-se um todo, quando o negativo e o positivo, o macho e a fêmea não estão mais lá, então o sexo se torna a coisa mais bela que existe.
O outro é simplesmente uma porta. Ao fazer amor com uma mulher, você na verdade está fazendo amor com a própria existência.
O primeiro sutra: No início de uma união sexual preste atenção no fogo, assim que ela começa e, prosseguindo nessa atitude, evite as brasas no final.
Não se apresse, não anseie pelo final. Permaneça com o início.... Permaneça com a criatura amada como se vocês tivessem se tornado uma só pessoa. Crie um círculo.
O segundo sutra: Quando, em um amplexo, seus sentidos tremerem como folhas ao vento, entregue-se a este tremor.
E o sexo é um grande vento, uma grande energia soprando através de você. Trema! Vibre! Permita que cada célula de seu corpo dance.
O terceiro sutra: Ao recordar-se da união, através do amplexo, vem a transformação.
Ao longo desta técnica, é bom que você mantenha os olhos fechados. Então um sentimento interior de um círculo, um sentimento interior de unidade se apresenta.
Algumas outras técnicas: Contente por ver um amigo ausente há muito tempo, impregne-se com esta alegria.
Agora a quinta técnica: Ao comer ou beber, torne-se o gosto da comida ou da bebida e sinta-se pleno.
O sexo é apenas o começo, não o fim. Mas se você perder o início, também perderá o fim.
O Tantra diz: não tente ir contra o sexo, pois se voc~e for contra ele e tentar criar um estado de brahmacharya, celibato, pureza, as coisas se tornarão impossíveis.
Uma pessoa que suprime o sexo começa a enxergá-lo em tudo. Tudo se torna sexual.
Os tres elementos básicos do sexo. O primeiro deles é a ausência de tempo. O segundo elemento: no sexo, pela primeira vez, você perde seu ego, você se torna alguém sem ego. Todos aqueles que são muito egoistas sempre se colocam contra o sexo, pois no sexo tem de perder seus egos. Finalmente, o terceiro elemento: no sexo você é natural pela primeira vez.
No sexo, ou você caminha em direção ao ápice da excitação ou para o vale do relaxamento. No tantra você busca o relaxamento, e a energia não se perde. Você pode praticá-lo quantas vezes quiser.
Enquanto estiver amando, você não deve existir; apenas o amor, o ato de amar existem. Esqueça-se tão completamente, que você deixe de ser. Somente o amor existe. Torne-se o amor e entre na vida que dura incessantemente.
O sutra: Ao ser acariciada (amada), Doce Princesa, entre na carícia (no amor) como a vida que dura incessantemente.
Se você não puder amar, é-lhe impossível relaxar. Se você conseguir relaxar, então sua vida se tornará uma vida de amor.
Um homem tenso não pode amar. Pode ganhar dinheiro, mas não pode amar, pois o amor não tem propósitos. Ele existe em si mesmo e não para algo mais.
A morte, o amor, a meditação sempre ocorrem no presente. Portanto, se você tem medo da morte, você não pode amar. Se você tem medo do amor, você não pode meditar. Se você tem medo da meditação, sua vida será inútil.
O Tantra significa transformar o amor em meditação.
O Tantra diz que você deve aceitar-se como você é. Trata-se de uma aceitação profunda. Não crie um abismo entre você e o real, entre o mundo e o nirvana. Para o Tantra o abismo não existe, a morte não é necessária.
Você sente raiva. O Tantra não dirá para você não sentir raiva, e sim para entregar-se a ela inteiramente, mas preservando a consciência. O Tantra não é contra a raiva e sim contra a dormência e a inconsciência espiritual. Seja consciente e sinta raiva. É este o segredo do método: se você guarda a sua consciência, a raiva se transforma. Ela se torna compaixão.
Para o Tantra, tudo é sagrado. Para o Tantra, Deus e o demônio não são dois. Para o Tantra, não há nada que possa ser chamado "demônio". Tudo é divino, tudo é sagrado. E este parece ser o ponto de vista mais correto e profundo. O Tantra não se coloca contra nada, portanto não é um ponto de vista. É uma unidade sentida, uma unidade vivida.
trechos retirado do livro "Tantra - Sexo e Espiritualidade", de Bhagwan Shree Rajneesh (Osho)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
AS Mulheres Inteligentes e as Dificuldades para Casar
Olá, meus amigos,
Já discuti este tema anteriormente, sobre os papéis invertidos em nosso mundo atual. As mulheres inteligentes e estudadas passam a agir como homens, disputam com eles o mercado de trabalho, e depois, dá-lhe dificuldade para encontrar um companheiro...
Leiam este texto, e vejam a pesquisa o que diz. Se quiserem, postem seus comentários.
Beijos de Luz,
Rute Moabita
Mulheres inteligentes enfrentam maior dificuldade para casar
Probabilidades de se casar cai em até 40% para a mulher que tem curso superior, diz estudo
Por Minha Vida Publicado em 9/10/2009
Um estudo realizado por cientistas britânicos e publicado no jornal diário Sunday Times sugere que mulheres inteligentes enfrentam maiores dificuldades para encontrar um marido. A pesquisa aconteceu com 900 voluntários, de ambos os sexos, cujo Q.I. foi analisado desde os 11 anos de idade.
De acordo com os pesquisadores, os resultados comprovam que as probabilidades de se casar cai em até 40% para a mulher que tem grau de escolaridade com curso superior. A pesquisa aponta que as mulheres buscam homens inteligentes na hora de escolher um marido, já que aqueles mais inteligentes apresentam 39% a mais de chances de conseguir uma esposa, enquanto os homens fogem das mulheres com Q.I muito elevado.
Os cientistas afirmam que algumas questões explicam esse resultado. O fato de os homens preferirem mulheres que se assemelhem com suas mães, que ofereçam mais apoio familiar. Além disso, o gasto de tempo que a mulheres direcionam aos estudos, pode dificultar a procura por um grande amor e aumentar as dificuldades delas se casarem.
Já discuti este tema anteriormente, sobre os papéis invertidos em nosso mundo atual. As mulheres inteligentes e estudadas passam a agir como homens, disputam com eles o mercado de trabalho, e depois, dá-lhe dificuldade para encontrar um companheiro...
Leiam este texto, e vejam a pesquisa o que diz. Se quiserem, postem seus comentários.
Beijos de Luz,
Rute Moabita
Mulheres inteligentes enfrentam maior dificuldade para casar
Probabilidades de se casar cai em até 40% para a mulher que tem curso superior, diz estudo
Por Minha Vida Publicado em 9/10/2009
Um estudo realizado por cientistas britânicos e publicado no jornal diário Sunday Times sugere que mulheres inteligentes enfrentam maiores dificuldades para encontrar um marido. A pesquisa aconteceu com 900 voluntários, de ambos os sexos, cujo Q.I. foi analisado desde os 11 anos de idade.
De acordo com os pesquisadores, os resultados comprovam que as probabilidades de se casar cai em até 40% para a mulher que tem grau de escolaridade com curso superior. A pesquisa aponta que as mulheres buscam homens inteligentes na hora de escolher um marido, já que aqueles mais inteligentes apresentam 39% a mais de chances de conseguir uma esposa, enquanto os homens fogem das mulheres com Q.I muito elevado.
Os cientistas afirmam que algumas questões explicam esse resultado. O fato de os homens preferirem mulheres que se assemelhem com suas mães, que ofereçam mais apoio familiar. Além disso, o gasto de tempo que a mulheres direcionam aos estudos, pode dificultar a procura por um grande amor e aumentar as dificuldades delas se casarem.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A Miss Imperfeita
Este texto recebi de uma amiga, e reflete a mulher moderna, a mulher que somos todas nós....
(Texto na Revista do Jornal O Globo)
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e
ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M..A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
REPASSEM PARA TODAS AS MULHERES MARAVILHOSAS QUE TRABALHAM, QUE BATALHAM, QUE LUTAM PARA SER FELIZ!
(Texto na Revista do Jornal O Globo)
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e
ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M..A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
REPASSEM PARA TODAS AS MULHERES MARAVILHOSAS QUE TRABALHAM, QUE BATALHAM, QUE LUTAM PARA SER FELIZ!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Estar Junto ou Estar Sozinho
As pessoas querem ou não querem um relacionamento? Querem mesmo, ou só querem dizer que tem um relacionamento???
Estive lendo um texto de Sergio Savian sobre o dia dos solteiros, dia 15 de agosto, em que ele aponta o conflito entre estar sozinho e estar com alguém. Sergio Savian é especialista em relacionamentos, e escreve sobre o assunto.
Já comentei em outro blog sobre a Cultura da Imbecilidade (http:devaneiosdealma.blogspot.com), e questiono aqui novamente algumas posturas gerais que obviamente afetam os relacionamentos. Como por exemplo fazer coisas sem pensar, tolerância zero em vários assuntos, e agora ter data para tudo, o dia disto ou daquilo, e também o dia dos solteiros. O dia da criança, dos pais, das mães, dos namorados - e, tem dia do adulto e do idoso? E do casado? E do separado e do viúvo? Não me lembro. Agora tem dia dos solteiros.
Mas a questão é porque tem aumentado o número de solteiros em todo o mundo, e porque as pessoas tem tanta dificuldade em encontrar um parceiro (a)? Na opinião de Sergio Savian, esta tendência é uma mera escolha pessoal, mas eu iria mais a fundo e diria que estas escolhas pseudo-pessoais são consequência de valores sociais que estão mudando, e morais que já não existem mais, a não ser da boca pra fora.
Muito mais do que uma opção de ser e estar sozinho, eu diria que as pessoas são quase obrigadas a estarem sozinhas, e a escolha não é tão consciente assim. Eu me explico.
Em uma sociedade em que as coisas são mais importantes que as pessoas - o emprego, a casa, o automóvel, e tudo o mais que as pessoas têm, fica difícil pensar e lidar com coisas tão insubstanciais como o amor ou as sensações.
Tanto é assim, que diz-se que o homem ou a mulher apaixonada perde a cabeça. Porque? Porque piram quando estão apaixonadas? Porque não sabem lidar com suas próprias emoções.
É muito mais fácil lidar com coisas do que com sentimentos em nossos dias. E é permitido extravasar as emoções em locais e horários pré-determinados - na academia, nos bares, na bebida, no sexo, mas... e no dia a dia?
No dia a dia não pode. Você está pirando???? Não pensa mais no trabalho? Como você vai tirar um dia de trabalho pra namorar????? Mas tirar todos os dias de namoro pra trabalhar pode. E deve.
E mesmo aqueles que estão com alguém dedicam-se 1 hora ou duas por semana as vezes no máximo para namorar. Me lembro que terminei um relacionamento há uns tempos atrás porque o distinto namorado só podia ficar comigo às 5as feiras das 20 as 22 horas e no sábado a noite. Sem direito de dormir junto nem no sábado, porque ele tinha compromissos no domingo de manhã. Quando não comprometia também o sábado a noite para "preparar" os cursos que dava e outras atividades de trabalho.
Namorar? Quando? Então eu me pergunto àqueles que estão procurando um relacionamento, quanto de tempo e dedicação estão dispostos a oferecer para compartilhar um relacionamento com o outro.
Seguindo a mesma linha do Sergio Savian, você quer mesmo um relacionamento, ou você quer apenas DIZER que tem um? Você quer permitir que uma outra pessoa entre em sua vida, compartilhe seus anseios e desejos mais profundos, dê opinião sobre o que você faz e gosta, e está disposto (a) a abrir mão de algumas delas?
Você separou algum espaço na sua casa, no seu armário, no seu coração, para que uma outra pessoa entre? E se separou, quanto foi em percentual da sua vida? Se sim, se coloque agora no local da outra pessoa e imagine os dois com papel trocado. Se você namorasse com a pessoa que você é hoje, você queria um namorado como você tem se mostrado?
Pense nas 2 horas que separou por semana pra namorar, e imagine se você gostaria de um parceiro (a) com apenas 2 horas disponíveis pra você. Se você gostaria de contar ao seu parceiro onde você foi e com quem, se você está disposto a expor seus medos e anseios, e também a ajudar o seu parceiro (a) em suas dificuldades.
Porque o que eu tenho visto por aí são muitas exigências mas nenhum comprometimento. As pessoas querem que o OUTRO seja isso ou aquilo, faça isso ou aquilo, mas elas mesmas não querem fazer nada. Não querem mudar, não querem perder a própria individualidade e liberdade, não querem abrir mão do seu tempo com as atividades pessoais nem com seu trabalho, não querem ajudar, aliás, não querem nem saber dos seus problemas. Resolva sozinha (o).
O que vejo por aí são pessoas sozinhas que dizem que estão namorando ou casadas. Poucos são os relacionamentos em que as pessoas se importam realmente com quem estão. Que admiram seu parceiro. Que querem e gostam de ficar com eles. Que respeitam. Que compartilham suas vidas e se envolvem realmente. Que amam de verdade.
Uma questão muito importante para mim em um relacionamento é a cumplicidade. Puxa, que saudades. Faz tanto tempo que não consigo ter um relacionamento com cumplicidade e amor. Gosto de dividir meus pensamentos, compartilhar, olhar nos olhos, chorar juntos, viajar. Mas puxa, que difícil é isso nos dias de hoje.
Outra coisa muito importante é a segurança emocional. É saber que posso contar com alguém quando preciso, seja pra trocar um chuveiro, seja pra conversar, seja pra comer um lanche, pra ficar bêbada e saber que meu companheiro vai cuidar de mim e me levar pra casa.
Mas nossa, o que tenho ouvido é "chama a P......." - empresa de seguros que resolve agora problemas na sua casa, como trocar chuveiros, por exemplo; ou, você não tem amigas?????? Aff, mulher que bebe é o ó!!! E pow, fico me perguntando, se para tudo chamamos outras pessoas, pra que ter alguém???? Quer uma fachineira? Chama uma cooperativa, fica mais impessoal. Mas puxa, quero pessoassssssssssssssss.
Perdeu-se a confiança nas menores coisas. A individualidade é cruel. Se chamamos nosso parceiro para resolver coisas triviais em nossa vida, estamos explorando. Já ouvi isso também. Estamos abusando.... afff!
"O que precisamos entender muito bem é de onde vem a ordem de encontrar um par. Para que você precisa de alguém ao seu lado? Para satisfazer a cobrança de sua família ou dos amigos? Ou porque todo mundo deve casar e ter filhos? Ou você quer uma companhia do fundo de sua alma?" - Sergio Savian
Ainda, você quer um namorado ou serviço de sexo grátis? Também já vi isso por ai. Pessoas preferem manter uma mulher (ou homens, o sexo aqui é indiferente) fixa(o) pra não ter que pagar a prostituta(o). E se o seu parceiro (a) mora sozinha(o), melhor, também não terá que pagar o motel. Mas a dedicação e disponibilidade que se dá a esta pessoa fixa é a mesma que daria a uma prostituta(o). Totalmente impessoal, sexo 1 ou 2 vezes por semana em hora marcada, e o restante da semana nem um telefonema. Se você morrer e ficar sem contato, seu namorado(a) só vai perceber 1 semana depois.
Então, antes de chorar que está sozinho (a), fica a pergunta... você quer mesmo um amor???
Rute Moabita
www.rutemoabita.com
http://twitter.com/heloisalesniak
http://rutemoabita.blogspot.com/
Estive lendo um texto de Sergio Savian sobre o dia dos solteiros, dia 15 de agosto, em que ele aponta o conflito entre estar sozinho e estar com alguém. Sergio Savian é especialista em relacionamentos, e escreve sobre o assunto.
Já comentei em outro blog sobre a Cultura da Imbecilidade (http:devaneiosdealma.blogspot.com), e questiono aqui novamente algumas posturas gerais que obviamente afetam os relacionamentos. Como por exemplo fazer coisas sem pensar, tolerância zero em vários assuntos, e agora ter data para tudo, o dia disto ou daquilo, e também o dia dos solteiros. O dia da criança, dos pais, das mães, dos namorados - e, tem dia do adulto e do idoso? E do casado? E do separado e do viúvo? Não me lembro. Agora tem dia dos solteiros.
Mas a questão é porque tem aumentado o número de solteiros em todo o mundo, e porque as pessoas tem tanta dificuldade em encontrar um parceiro (a)? Na opinião de Sergio Savian, esta tendência é uma mera escolha pessoal, mas eu iria mais a fundo e diria que estas escolhas pseudo-pessoais são consequência de valores sociais que estão mudando, e morais que já não existem mais, a não ser da boca pra fora.
Muito mais do que uma opção de ser e estar sozinho, eu diria que as pessoas são quase obrigadas a estarem sozinhas, e a escolha não é tão consciente assim. Eu me explico.
Em uma sociedade em que as coisas são mais importantes que as pessoas - o emprego, a casa, o automóvel, e tudo o mais que as pessoas têm, fica difícil pensar e lidar com coisas tão insubstanciais como o amor ou as sensações.
Tanto é assim, que diz-se que o homem ou a mulher apaixonada perde a cabeça. Porque? Porque piram quando estão apaixonadas? Porque não sabem lidar com suas próprias emoções.
É muito mais fácil lidar com coisas do que com sentimentos em nossos dias. E é permitido extravasar as emoções em locais e horários pré-determinados - na academia, nos bares, na bebida, no sexo, mas... e no dia a dia?
No dia a dia não pode. Você está pirando???? Não pensa mais no trabalho? Como você vai tirar um dia de trabalho pra namorar????? Mas tirar todos os dias de namoro pra trabalhar pode. E deve.
E mesmo aqueles que estão com alguém dedicam-se 1 hora ou duas por semana as vezes no máximo para namorar. Me lembro que terminei um relacionamento há uns tempos atrás porque o distinto namorado só podia ficar comigo às 5as feiras das 20 as 22 horas e no sábado a noite. Sem direito de dormir junto nem no sábado, porque ele tinha compromissos no domingo de manhã. Quando não comprometia também o sábado a noite para "preparar" os cursos que dava e outras atividades de trabalho.
Namorar? Quando? Então eu me pergunto àqueles que estão procurando um relacionamento, quanto de tempo e dedicação estão dispostos a oferecer para compartilhar um relacionamento com o outro.
Seguindo a mesma linha do Sergio Savian, você quer mesmo um relacionamento, ou você quer apenas DIZER que tem um? Você quer permitir que uma outra pessoa entre em sua vida, compartilhe seus anseios e desejos mais profundos, dê opinião sobre o que você faz e gosta, e está disposto (a) a abrir mão de algumas delas?
Você separou algum espaço na sua casa, no seu armário, no seu coração, para que uma outra pessoa entre? E se separou, quanto foi em percentual da sua vida? Se sim, se coloque agora no local da outra pessoa e imagine os dois com papel trocado. Se você namorasse com a pessoa que você é hoje, você queria um namorado como você tem se mostrado?
Pense nas 2 horas que separou por semana pra namorar, e imagine se você gostaria de um parceiro (a) com apenas 2 horas disponíveis pra você. Se você gostaria de contar ao seu parceiro onde você foi e com quem, se você está disposto a expor seus medos e anseios, e também a ajudar o seu parceiro (a) em suas dificuldades.
Porque o que eu tenho visto por aí são muitas exigências mas nenhum comprometimento. As pessoas querem que o OUTRO seja isso ou aquilo, faça isso ou aquilo, mas elas mesmas não querem fazer nada. Não querem mudar, não querem perder a própria individualidade e liberdade, não querem abrir mão do seu tempo com as atividades pessoais nem com seu trabalho, não querem ajudar, aliás, não querem nem saber dos seus problemas. Resolva sozinha (o).
O que vejo por aí são pessoas sozinhas que dizem que estão namorando ou casadas. Poucos são os relacionamentos em que as pessoas se importam realmente com quem estão. Que admiram seu parceiro. Que querem e gostam de ficar com eles. Que respeitam. Que compartilham suas vidas e se envolvem realmente. Que amam de verdade.
Uma questão muito importante para mim em um relacionamento é a cumplicidade. Puxa, que saudades. Faz tanto tempo que não consigo ter um relacionamento com cumplicidade e amor. Gosto de dividir meus pensamentos, compartilhar, olhar nos olhos, chorar juntos, viajar. Mas puxa, que difícil é isso nos dias de hoje.
Outra coisa muito importante é a segurança emocional. É saber que posso contar com alguém quando preciso, seja pra trocar um chuveiro, seja pra conversar, seja pra comer um lanche, pra ficar bêbada e saber que meu companheiro vai cuidar de mim e me levar pra casa.
Mas nossa, o que tenho ouvido é "chama a P......." - empresa de seguros que resolve agora problemas na sua casa, como trocar chuveiros, por exemplo; ou, você não tem amigas?????? Aff, mulher que bebe é o ó!!! E pow, fico me perguntando, se para tudo chamamos outras pessoas, pra que ter alguém???? Quer uma fachineira? Chama uma cooperativa, fica mais impessoal. Mas puxa, quero pessoassssssssssssssss.
Perdeu-se a confiança nas menores coisas. A individualidade é cruel. Se chamamos nosso parceiro para resolver coisas triviais em nossa vida, estamos explorando. Já ouvi isso também. Estamos abusando.... afff!
"O que precisamos entender muito bem é de onde vem a ordem de encontrar um par. Para que você precisa de alguém ao seu lado? Para satisfazer a cobrança de sua família ou dos amigos? Ou porque todo mundo deve casar e ter filhos? Ou você quer uma companhia do fundo de sua alma?" - Sergio Savian
Ainda, você quer um namorado ou serviço de sexo grátis? Também já vi isso por ai. Pessoas preferem manter uma mulher (ou homens, o sexo aqui é indiferente) fixa(o) pra não ter que pagar a prostituta(o). E se o seu parceiro (a) mora sozinha(o), melhor, também não terá que pagar o motel. Mas a dedicação e disponibilidade que se dá a esta pessoa fixa é a mesma que daria a uma prostituta(o). Totalmente impessoal, sexo 1 ou 2 vezes por semana em hora marcada, e o restante da semana nem um telefonema. Se você morrer e ficar sem contato, seu namorado(a) só vai perceber 1 semana depois.
Então, antes de chorar que está sozinho (a), fica a pergunta... você quer mesmo um amor???
Rute Moabita
www.rutemoabita.com
http://twitter.com/heloisalesniak
http://rutemoabita.blogspot.com/
domingo, 19 de julho de 2009
7 Erros ao Iniciar um Namoro
Sete erros ao iniciar um namoro
Por Dr. Ailton Amélio da Silva
Neste artigo vamos apresentar, de uma forma sucinta e objetiva, sete dos principais erros que devem ser evitados no início de um relacionamento amoroso. Alguns destes erros também podem ser cometidos durante o desenvolvimento deste tipo de relacionamento. Este é o caso, por exemplo, de pressionar excessivamente o parceiro para que ele aja de uma forma que ele não deseja.
Não expressar interesse amoroso
Admiro aquelas pessoas que expressam claramente os seus interesses amorosos. É uma dádiva ter um pretendente que age desta forma. Estas pessoas, quando estão disponíveis e se encontram nas circunstâncias adequadas, mostram, verbal e não-verbalmente, a atração que sentem pelo parceiro.
Este tipo de manifestação coloca o relacionamento na perspectiva certa, ajuda a criar um clima amoroso, é lisonjeiro para o parceiro, eleva a sua auto-estima, desperta esperança da reciprocidade de interesses e pode induzir o interesse amoroso. Quem se porta desta forma também acentua seus próprios sinais de gênero (feminilidade ou masculinidade) e, segundo um estudo que foi realizado sobre este tema, fica mais bonito.
Assumir estes sentimentos é um ato de coragem. Aliás, nem coragem é: trata-se apenas de ver as coisas da forma correta. Não é coragem porque o risco é pequeno ou inexistente: todo mundo admira quem se porta assim e aquele que recebe a manifestação fica lisonjeado e com a sua auto-estima lá em cima. Muita gente fica enrolando, disfarçando o que sente e fingindo que se trata apenas de amizade ou coleguismo. Muitas pessoas agem assim porque acreditam que não podem se “entregar de bandeja”, porque esta forma de agir é depreciadora e que o outro vai ficar muito convencido. Não se trata de se entregar.
Pelo contrário, é uma maneira altiva de agir. Mesmo quando não há reciprocidade deste interesse, quem se manifestou sente-se bem porque constatou que teve coragem para agir e, mesmo na hipótese de não ser bem-sucedido, não vai ficar perdendo tempo por falta de iniciativa e fica livre para tentar outras opções.
Iniciar um relacionamento com um parceiro que não está disponível
Existem três tipos principais de indisponibilidade para um relacionamento amoroso:
(1) estar seriamente comprometido com outra pessoa
(2) estar passando por um processo de separação de um relacionamento sério e duradouro
(3) ter se separado recentemente de um relacionamento deste tipo e ainda não estar psicologicamente recomposto
O início de relacionamento com uma pessoa comprometida pode ser uma maravilha. O amor em si já é excitante. Aquilo que é proibido pode se tornar ainda mais emocionante, pelo menos para algumas pessoas (existe uma teoria que afirma que o fruto proibido é mais gostoso). Depois de algum tempo, o preço deste tipo de relacionamento geralmente é muito alto.
A posição de amante pode ser penosa. Por exemplo, os amantes têm que viver escondendo os seus amores - o medo de a relação ser descoberta está sempre presente; as datas e horários nobres são reservados para o(a) parceiro(a) oficial. Devido a este último motivo, os feriados, os fins de semana, o fim de ano e as férias são sempre um tormento. O casal de amantes geralmente passa a viver da esperança da vinda daqueles dias quando poderão finalmente ficar juntos.
Têm que viver desta esperança porque o presente não é satisfatório. Esta situação faz com que logo comecem a aparecer as cobranças, as culpas e as promessas de que tudo vai ser resolvido logo. Então o relacionamento começa a se desgastar.
Algumas pessoas acreditam que é mais fácil iniciar relacionamentos com parceiros que estão em um período ruim de vida e precisam de ajuda.
Sentem que nestes casos têm mais o que oferecer. Aqueles que pensam assim podem ter problemas de auto-estima ou são pessoas que querem parceiros de um nível tão alto que teriam dificuldades para conseguir quando estes estão em seus estados normais. Acho que é uma má estratégia tentar conquistar quem está desequilibrado e carente por meio da oferta de ajuda e apoio.
É possível que quando esta pessoa finalmente se separar e voltar ao seu eixo normal, ela constate que também não quer essa nova pessoa ao seu lado e que só ficou com ela porque estava alterado, carente e desamparado.
Iniciar um relacionamento amoroso com quem tem objetivo diferente do seu
Iniciar um relacionamento com quem tem objetivos diferentes dos seus é brincar com fogo. Quando uma pessoa declara um objetivo incompatível com o seu, é melhor não se relacionar com ela. Começar a se relacionar contando que a outra pessoa vai mudar é muito arriscado. O relacionamento, uma vez iniciado, começa a produzir envolvimentos e apegos, mesmo quando o lado racional desaconselha. Quando gostamos ou nos fascinamos por alguém que tem um objetivo diferente do nosso, ficamos tentados a acreditar que ele poderá mudar de objetivo, caso seja conquistado. Isto tanto pode ocorrer como não ocorrer. É uma espécie de roleta russa.
Os inícios de relacionamentos por meio do metadeideal que, logo de cara, exige uma declaração de intenções de seus usuários, levam uma vantagem em relação aos inícios de relacionamento que acontecem cara a cara. Pelo site, é possível tomar conhecimento dos objetivos dos pretendentes (por exemplo, “amizade”, “namoro sério”) antes de começar um contato. Estas informações podem ser reforçadas ou enfraquecidas olhando outros itens do seu perfil, como por exemplo, se pretende ter filhos (a resposta positiva é compatível com a sua declaração que quer um relacionamento com compromisso. As negativas são menos esclarecedoras neste sentido).
Se envolver ou se comprometer seriamente antes de verificar se há compatibilidade com o parceiro
Muita gente se liga rapidamente aos parceiros amorosos sem conhecê-los bem. É uma espécie de “compra de impulso”. É um ato de fé no parceiro que, infelizmente, quando é melhor conhecido, pode produzir decepções e frustrações. As pessoas que costumam agir desta forma são aquelas que têm muita facilidade para se apaixonar e para sentir atração sexual. Muitas destas pessoas também “amam o amor”. O parceiro “é só um detalhe” - a partir de alguns detalhes que gostaram no parceiro, idealizam o resto e se apaixonam. O amor já estava lá, armado na mente do apaixonado, esperando qualquer oportunidade para ser disparado.
O amor, ao contrário do que diz o ditado popular, não cega, mas faz com que os amantes percam as dimensões das coisas. O ditado que afirma que “O amor remove montanhas” é um exemplo desta distorção. O fato de os defeitos do amado parecerem menos importantes do que são é outro exemplo. Depois que a paixão diminui, as características do parceiro assumem as suas verdadeiras proporções. Aí as conseqüências podem ser grandes, caso compromissos já tenham sido assumidos.
Forçar o parceiro a agir de forma que ele não gostaria
Existem pessoas hábeis em manipular, que estão sempre forçando os outros a agir como elas querem. Por outro lado, também existem pessoas que estão sempre prontas para atender tudo o que se espera delas e vivem tentando agradar e, por isso, sempre acabam agindo de forma forçada.
Forçar a outra pessoa além da conta geralmente é uma má política. O outro pode passar a se comportar daquela forma apenas por medo de desagradar. Quando isto acontece, quem está agindo de forma simulada pode passar a evitar aquela pessoa na presença da qual ela não consegue agir de forma natural. Alguns exemplos de comportamentos forçados: falar de assuntos que não estamos muito interessados; ficar mais tempo conversando do que gostaríamos; fazer programas que não gostamos; gastar além das nossas posses.
Deixar de se posicionar como parceiro amoroso e se posicionar como amigo ou colega
Alterando um pouco a música de Adoniran Barbosa, poderíamos perguntar: “Estamos aqui para namorar ou para conversar?” Muitos encontros desandam porque os parceiros se envolvem com assuntos impessoais e se descuidam do clima romântico e da sedução. Quando isto acontece, ambos saem do encontro com a sensação, na melhor das hipóteses, que se encontraram com um amigo, que não houve química e que não houve atração. Em um encontro amoroso é possível falar de qualquer coisa, mas, caso o envolvimento com tais assuntos sejam tão profundos e tão prolongados que deixe pouco espaço para a verdadeira razão do encontro – produzir, manifestar, e usufruir dos prazeres do clima romântico e sensual que são despertados pelo outro, então o encontro realmente não foi de natureza amorosa.
Muitas vezes o clima romântico é despertado pela comunicação não-verbal: ao conversar sobre qualquer assunto, os olhos se encontram mais do que usual, as mãos começam a se tocar, começam a aparecer olhares para a boca do parceiro e a voz se torna insinuante, por exemplo. Podemos ajudar o surgimento do clima amoroso simplesmente mantendo em mente a finalidade amorosa do encontro e não deixando que seu foco se desvie muito, ao ponto de virar uma reunião do tipo que teríamos com um especialista ou com um amigo para falar dos casos amorosos passados e de nossas doenças familiares.
Não mostrar aceitação e valorização do parceiro
Uma das melhores sensações em um relacionamento é sentir que somos apreciados e admirados. Sentir que a nossa presença causa prazer, que o outro tem tempo para nós, que a conversa flui, que o outro perde a hora e adia compromissos por nossa causa. Tudo isso é muito bom. Sentir que somos admirados e que a outra pessoa entende os nossos motivos, valoriza as nossas realizações, apoia os nossos planos, é muito bom.
Transforme estes sete erros em sete acertos e seja alguém encantador e sedutor. Boa sorte.
Por Dr. Ailton Amélio da Silva
Neste artigo vamos apresentar, de uma forma sucinta e objetiva, sete dos principais erros que devem ser evitados no início de um relacionamento amoroso. Alguns destes erros também podem ser cometidos durante o desenvolvimento deste tipo de relacionamento. Este é o caso, por exemplo, de pressionar excessivamente o parceiro para que ele aja de uma forma que ele não deseja.
Não expressar interesse amoroso
Admiro aquelas pessoas que expressam claramente os seus interesses amorosos. É uma dádiva ter um pretendente que age desta forma. Estas pessoas, quando estão disponíveis e se encontram nas circunstâncias adequadas, mostram, verbal e não-verbalmente, a atração que sentem pelo parceiro.
Este tipo de manifestação coloca o relacionamento na perspectiva certa, ajuda a criar um clima amoroso, é lisonjeiro para o parceiro, eleva a sua auto-estima, desperta esperança da reciprocidade de interesses e pode induzir o interesse amoroso. Quem se porta desta forma também acentua seus próprios sinais de gênero (feminilidade ou masculinidade) e, segundo um estudo que foi realizado sobre este tema, fica mais bonito.
Assumir estes sentimentos é um ato de coragem. Aliás, nem coragem é: trata-se apenas de ver as coisas da forma correta. Não é coragem porque o risco é pequeno ou inexistente: todo mundo admira quem se porta assim e aquele que recebe a manifestação fica lisonjeado e com a sua auto-estima lá em cima. Muita gente fica enrolando, disfarçando o que sente e fingindo que se trata apenas de amizade ou coleguismo. Muitas pessoas agem assim porque acreditam que não podem se “entregar de bandeja”, porque esta forma de agir é depreciadora e que o outro vai ficar muito convencido. Não se trata de se entregar.
Pelo contrário, é uma maneira altiva de agir. Mesmo quando não há reciprocidade deste interesse, quem se manifestou sente-se bem porque constatou que teve coragem para agir e, mesmo na hipótese de não ser bem-sucedido, não vai ficar perdendo tempo por falta de iniciativa e fica livre para tentar outras opções.
Iniciar um relacionamento com um parceiro que não está disponível
Existem três tipos principais de indisponibilidade para um relacionamento amoroso:
(1) estar seriamente comprometido com outra pessoa
(2) estar passando por um processo de separação de um relacionamento sério e duradouro
(3) ter se separado recentemente de um relacionamento deste tipo e ainda não estar psicologicamente recomposto
O início de relacionamento com uma pessoa comprometida pode ser uma maravilha. O amor em si já é excitante. Aquilo que é proibido pode se tornar ainda mais emocionante, pelo menos para algumas pessoas (existe uma teoria que afirma que o fruto proibido é mais gostoso). Depois de algum tempo, o preço deste tipo de relacionamento geralmente é muito alto.
A posição de amante pode ser penosa. Por exemplo, os amantes têm que viver escondendo os seus amores - o medo de a relação ser descoberta está sempre presente; as datas e horários nobres são reservados para o(a) parceiro(a) oficial. Devido a este último motivo, os feriados, os fins de semana, o fim de ano e as férias são sempre um tormento. O casal de amantes geralmente passa a viver da esperança da vinda daqueles dias quando poderão finalmente ficar juntos.
Têm que viver desta esperança porque o presente não é satisfatório. Esta situação faz com que logo comecem a aparecer as cobranças, as culpas e as promessas de que tudo vai ser resolvido logo. Então o relacionamento começa a se desgastar.
Algumas pessoas acreditam que é mais fácil iniciar relacionamentos com parceiros que estão em um período ruim de vida e precisam de ajuda.
Sentem que nestes casos têm mais o que oferecer. Aqueles que pensam assim podem ter problemas de auto-estima ou são pessoas que querem parceiros de um nível tão alto que teriam dificuldades para conseguir quando estes estão em seus estados normais. Acho que é uma má estratégia tentar conquistar quem está desequilibrado e carente por meio da oferta de ajuda e apoio.
É possível que quando esta pessoa finalmente se separar e voltar ao seu eixo normal, ela constate que também não quer essa nova pessoa ao seu lado e que só ficou com ela porque estava alterado, carente e desamparado.
Iniciar um relacionamento amoroso com quem tem objetivo diferente do seu
Iniciar um relacionamento com quem tem objetivos diferentes dos seus é brincar com fogo. Quando uma pessoa declara um objetivo incompatível com o seu, é melhor não se relacionar com ela. Começar a se relacionar contando que a outra pessoa vai mudar é muito arriscado. O relacionamento, uma vez iniciado, começa a produzir envolvimentos e apegos, mesmo quando o lado racional desaconselha. Quando gostamos ou nos fascinamos por alguém que tem um objetivo diferente do nosso, ficamos tentados a acreditar que ele poderá mudar de objetivo, caso seja conquistado. Isto tanto pode ocorrer como não ocorrer. É uma espécie de roleta russa.
Os inícios de relacionamentos por meio do metadeideal que, logo de cara, exige uma declaração de intenções de seus usuários, levam uma vantagem em relação aos inícios de relacionamento que acontecem cara a cara. Pelo site, é possível tomar conhecimento dos objetivos dos pretendentes (por exemplo, “amizade”, “namoro sério”) antes de começar um contato. Estas informações podem ser reforçadas ou enfraquecidas olhando outros itens do seu perfil, como por exemplo, se pretende ter filhos (a resposta positiva é compatível com a sua declaração que quer um relacionamento com compromisso. As negativas são menos esclarecedoras neste sentido).
Se envolver ou se comprometer seriamente antes de verificar se há compatibilidade com o parceiro
Muita gente se liga rapidamente aos parceiros amorosos sem conhecê-los bem. É uma espécie de “compra de impulso”. É um ato de fé no parceiro que, infelizmente, quando é melhor conhecido, pode produzir decepções e frustrações. As pessoas que costumam agir desta forma são aquelas que têm muita facilidade para se apaixonar e para sentir atração sexual. Muitas destas pessoas também “amam o amor”. O parceiro “é só um detalhe” - a partir de alguns detalhes que gostaram no parceiro, idealizam o resto e se apaixonam. O amor já estava lá, armado na mente do apaixonado, esperando qualquer oportunidade para ser disparado.
O amor, ao contrário do que diz o ditado popular, não cega, mas faz com que os amantes percam as dimensões das coisas. O ditado que afirma que “O amor remove montanhas” é um exemplo desta distorção. O fato de os defeitos do amado parecerem menos importantes do que são é outro exemplo. Depois que a paixão diminui, as características do parceiro assumem as suas verdadeiras proporções. Aí as conseqüências podem ser grandes, caso compromissos já tenham sido assumidos.
Forçar o parceiro a agir de forma que ele não gostaria
Existem pessoas hábeis em manipular, que estão sempre forçando os outros a agir como elas querem. Por outro lado, também existem pessoas que estão sempre prontas para atender tudo o que se espera delas e vivem tentando agradar e, por isso, sempre acabam agindo de forma forçada.
Forçar a outra pessoa além da conta geralmente é uma má política. O outro pode passar a se comportar daquela forma apenas por medo de desagradar. Quando isto acontece, quem está agindo de forma simulada pode passar a evitar aquela pessoa na presença da qual ela não consegue agir de forma natural. Alguns exemplos de comportamentos forçados: falar de assuntos que não estamos muito interessados; ficar mais tempo conversando do que gostaríamos; fazer programas que não gostamos; gastar além das nossas posses.
Deixar de se posicionar como parceiro amoroso e se posicionar como amigo ou colega
Alterando um pouco a música de Adoniran Barbosa, poderíamos perguntar: “Estamos aqui para namorar ou para conversar?” Muitos encontros desandam porque os parceiros se envolvem com assuntos impessoais e se descuidam do clima romântico e da sedução. Quando isto acontece, ambos saem do encontro com a sensação, na melhor das hipóteses, que se encontraram com um amigo, que não houve química e que não houve atração. Em um encontro amoroso é possível falar de qualquer coisa, mas, caso o envolvimento com tais assuntos sejam tão profundos e tão prolongados que deixe pouco espaço para a verdadeira razão do encontro – produzir, manifestar, e usufruir dos prazeres do clima romântico e sensual que são despertados pelo outro, então o encontro realmente não foi de natureza amorosa.
Muitas vezes o clima romântico é despertado pela comunicação não-verbal: ao conversar sobre qualquer assunto, os olhos se encontram mais do que usual, as mãos começam a se tocar, começam a aparecer olhares para a boca do parceiro e a voz se torna insinuante, por exemplo. Podemos ajudar o surgimento do clima amoroso simplesmente mantendo em mente a finalidade amorosa do encontro e não deixando que seu foco se desvie muito, ao ponto de virar uma reunião do tipo que teríamos com um especialista ou com um amigo para falar dos casos amorosos passados e de nossas doenças familiares.
Não mostrar aceitação e valorização do parceiro
Uma das melhores sensações em um relacionamento é sentir que somos apreciados e admirados. Sentir que a nossa presença causa prazer, que o outro tem tempo para nós, que a conversa flui, que o outro perde a hora e adia compromissos por nossa causa. Tudo isso é muito bom. Sentir que somos admirados e que a outra pessoa entende os nossos motivos, valoriza as nossas realizações, apoia os nossos planos, é muito bom.
Transforme estes sete erros em sete acertos e seja alguém encantador e sedutor. Boa sorte.
sábado, 18 de julho de 2009
Contos de Fadas
Já falei muitas vezes sobre estes assuntos aqui.... sobre valores... sobre as mulheres assumindo os papéis dos homens... sobre os homens enfraquecidos... sobre o que se espera em um relacionamento....
Tirem suas próprias conclusões...
Com amor,
Rute
Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo...
1. Conto de fadas para mulheres do séc. 21 - I
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz: Você quer casar comigo?
Ele respondeu: NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
2. Conto de fadas para mulheres do séc. 21 - II
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei- me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: Nem fo...den...do!
(Luís Fernando Veríssimo)
Tirem suas próprias conclusões...
Com amor,
Rute
Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo...
1. Conto de fadas para mulheres do séc. 21 - I
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz: Você quer casar comigo?
Ele respondeu: NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
2. Conto de fadas para mulheres do séc. 21 - II
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei- me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: Nem fo...den...do!
(Luís Fernando Veríssimo)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Aqui vai um texto de Sergio Savian, que é especialista em relacionamentos, falando das dificuldades em mulheres poderosas encontrarem um homem à sua altura.
Já discuti este tema aqui, porque as mulheres assumiram o papel dos homens na sociedade, e os homens simplesmente enfraqueceram. A mulher faz tudo, e se basta, e às vezes não abrem espaço em suas vidas para que um homem entre.
Este processo é na maioria das vezes inconsciente, e nenhum dos dois percebe que os papéis estão totalmente invertidos.
Vejam a opinião do Sérgio.
Exigência e solidão
Relaxe, mude seu ponto de vista e seja feliz no amor!
Uma recente pesquisa do IBGE aponta que uma entre quatro mulheres que se casam no Brasil são mais velhas que seus companheiros. Esta mesma pesquisa também aponta um crescimento no número de mulheres que ganham mais que seus maridos. Esta é uma tendência crescente que nos revela algo bem importante. Será esta uma saída para o impasse que tem se acentuado nas últimas décadas?
As mulheres foram conquistando cada vez mais espaço na sociedade. Hoje, mais de 50% dos estudantes universitários são do sexo feminino, o mercado de trabalho reconhece cada vez mais a capacidade e eficiência das mulheres. Elas assumem presidências de empresas, de países, são as melhores gerentes, diretoras, ganham muito bem. Como se não bastasse tudo isso, elas procuram equilibrar sua vida com cuidados físicos, estética, boa formação, autoconhecimento e até religiosidade.
Porém, quando decidem resolver sua vida afetiva e sexual, não encontram um homem que esteja de acordo com suas expectativas. Algumas já foram casadas e se separaram depois de constatar que seus maridos eram homens muito fracos de personalidade. Outras tiveram até um casamento bem-sucedido, ficaram viúvas e nunca mais encontraram um homem tão bom quanto aos falecidos. Muitas tiveram alguns namorados, mas nenhum que justificasse o “felizes para sempre”. O contingente de mulheres poderosas e solitárias é enorme.
Alguns estudos mostram que, quanto mais idade tem uma mulher, mais dificuldade ela terá em encontrar um homem maduro, com um nível sócio-econômico-cultural igual ou superior ao dela. Já para os homens ocorre o inverso: quando maior a idade e a posição social, aumentam suas opções de encontrar uma parceira. Se imaginarmos uma pirâmide que represente o mercado de opções para relacionamentos, as mulheres que estiverem mais perto do topo, olhando para cima, vêem poucos homens disponíveis. O homem que estiver na mesma posição, olhando para baixo, vê muitas possibilidades.
Mas todo o problema está no ponto de vista de quem olha. As mulheres foram condicionadas a buscarem um homem mais velho que elas, um protetor. Os homens foram condicionados a buscarem mulheres mais novas e mais dependentes em vários sentidos. Eis o impasse! Se a mulher madura e poderosa olha para cima ou mesmo para o lado, tentando encontrar um parceiro à sua altura, ela o vê olhando para baixo e não para elas.
Há algumas décadas atrás não existia esta questão. Uma mulher de 40, 50 anos era casada ou já estava destinada a ser solteirona. Muitas delas já eram avós e, por pior que fossem seus casamentos, não cogitavam separar-se. É muito recente o fato de uma mulher madura desejar um amor para sua vida, e por isso mesmo, ainda não sabemos exatamente como lidar com este fato.
O que percebemos é o desencontro. Mulheres reclamando que não existem homens disponíveis para elas, ao menos do jeito que querem. Homens que reclamam das mulheres bonitas, que não lhes dão atenção. Todos solitários, perdendo a oportunidade do carinho, da carícia, do prazer, do abraço, do beijo, deste lado delicioso e importante da vida.
Mas, até quando viveremos assim, exigentes e solitários?
Conheço gente que está se dando bem no amor. São pessoas que entenderam que a resposta não está fora de si. Elas conseguiram sair do pensamento comum e olhar para os relacionamentos com outros olhos. Pararam de exigir tanto, relacionam-se com muito mais flexibilidade e leveza. Entenderam que podem aprender muito na relação e que estar com alguém é uma grande oportunidade de crescimento. Sabem também que ninguém é perfeito.
Não é porque o homem tem barriga que ele não pode ser um companheiro muito legal. Não é porque ela é mais velha que não pode ser uma mulher incrível e gostosa. Por que a mulher tem que ser magrinha e não gordinha? Por que o homem tem que ganhar mais que a mulher? Por que o homem tem que pagar a conta? Por que não namorar um rapaz mais novo? Por que não proporcionar uma bela viagem para ele? Qual é o problema? Por que a mulher não se dá o direito de estar com um gatão bonito? Tudo está em sair dos preconceitos, mudar o ponto de vista. Na pirâmide dos relacionamentos, os homens também podem olhar para cima e as mulheres para baixo, ampliando assim seu leque de opções.
Texto de Sergio Savian, autor de inumeros livros e terapeuta especializado em relacionamentos. Saiba mais sobre seu traballho no site www.sergiosavian.com.br.
Já discuti este tema aqui, porque as mulheres assumiram o papel dos homens na sociedade, e os homens simplesmente enfraqueceram. A mulher faz tudo, e se basta, e às vezes não abrem espaço em suas vidas para que um homem entre.
Este processo é na maioria das vezes inconsciente, e nenhum dos dois percebe que os papéis estão totalmente invertidos.
Vejam a opinião do Sérgio.
Exigência e solidão
Relaxe, mude seu ponto de vista e seja feliz no amor!
Uma recente pesquisa do IBGE aponta que uma entre quatro mulheres que se casam no Brasil são mais velhas que seus companheiros. Esta mesma pesquisa também aponta um crescimento no número de mulheres que ganham mais que seus maridos. Esta é uma tendência crescente que nos revela algo bem importante. Será esta uma saída para o impasse que tem se acentuado nas últimas décadas?
As mulheres foram conquistando cada vez mais espaço na sociedade. Hoje, mais de 50% dos estudantes universitários são do sexo feminino, o mercado de trabalho reconhece cada vez mais a capacidade e eficiência das mulheres. Elas assumem presidências de empresas, de países, são as melhores gerentes, diretoras, ganham muito bem. Como se não bastasse tudo isso, elas procuram equilibrar sua vida com cuidados físicos, estética, boa formação, autoconhecimento e até religiosidade.
Porém, quando decidem resolver sua vida afetiva e sexual, não encontram um homem que esteja de acordo com suas expectativas. Algumas já foram casadas e se separaram depois de constatar que seus maridos eram homens muito fracos de personalidade. Outras tiveram até um casamento bem-sucedido, ficaram viúvas e nunca mais encontraram um homem tão bom quanto aos falecidos. Muitas tiveram alguns namorados, mas nenhum que justificasse o “felizes para sempre”. O contingente de mulheres poderosas e solitárias é enorme.
Alguns estudos mostram que, quanto mais idade tem uma mulher, mais dificuldade ela terá em encontrar um homem maduro, com um nível sócio-econômico-cultural igual ou superior ao dela. Já para os homens ocorre o inverso: quando maior a idade e a posição social, aumentam suas opções de encontrar uma parceira. Se imaginarmos uma pirâmide que represente o mercado de opções para relacionamentos, as mulheres que estiverem mais perto do topo, olhando para cima, vêem poucos homens disponíveis. O homem que estiver na mesma posição, olhando para baixo, vê muitas possibilidades.
Mas todo o problema está no ponto de vista de quem olha. As mulheres foram condicionadas a buscarem um homem mais velho que elas, um protetor. Os homens foram condicionados a buscarem mulheres mais novas e mais dependentes em vários sentidos. Eis o impasse! Se a mulher madura e poderosa olha para cima ou mesmo para o lado, tentando encontrar um parceiro à sua altura, ela o vê olhando para baixo e não para elas.
Há algumas décadas atrás não existia esta questão. Uma mulher de 40, 50 anos era casada ou já estava destinada a ser solteirona. Muitas delas já eram avós e, por pior que fossem seus casamentos, não cogitavam separar-se. É muito recente o fato de uma mulher madura desejar um amor para sua vida, e por isso mesmo, ainda não sabemos exatamente como lidar com este fato.
O que percebemos é o desencontro. Mulheres reclamando que não existem homens disponíveis para elas, ao menos do jeito que querem. Homens que reclamam das mulheres bonitas, que não lhes dão atenção. Todos solitários, perdendo a oportunidade do carinho, da carícia, do prazer, do abraço, do beijo, deste lado delicioso e importante da vida.
Mas, até quando viveremos assim, exigentes e solitários?
Conheço gente que está se dando bem no amor. São pessoas que entenderam que a resposta não está fora de si. Elas conseguiram sair do pensamento comum e olhar para os relacionamentos com outros olhos. Pararam de exigir tanto, relacionam-se com muito mais flexibilidade e leveza. Entenderam que podem aprender muito na relação e que estar com alguém é uma grande oportunidade de crescimento. Sabem também que ninguém é perfeito.
Não é porque o homem tem barriga que ele não pode ser um companheiro muito legal. Não é porque ela é mais velha que não pode ser uma mulher incrível e gostosa. Por que a mulher tem que ser magrinha e não gordinha? Por que o homem tem que ganhar mais que a mulher? Por que o homem tem que pagar a conta? Por que não namorar um rapaz mais novo? Por que não proporcionar uma bela viagem para ele? Qual é o problema? Por que a mulher não se dá o direito de estar com um gatão bonito? Tudo está em sair dos preconceitos, mudar o ponto de vista. Na pirâmide dos relacionamentos, os homens também podem olhar para cima e as mulheres para baixo, ampliando assim seu leque de opções.
Texto de Sergio Savian, autor de inumeros livros e terapeuta especializado em relacionamentos. Saiba mais sobre seu traballho no site www.sergiosavian.com.br.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Comidas
Comparação
O que é um Churrasco? (Escrito por uma mulher)
O churrasco é a única coisa que um homem sabe cozinhar.
Quando um homem se propõe a realizar um, a cadeia de acontecimentos é a seguinte:
1- A mulher vai ao supermercado comprar o que é necessário.
2- A mulher prepara a salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa.
3- A mulher tempera a carne e a coloca numa bandeja com os talheres necessários, enquanto o homem está deitado próximo à churrasqueira, bebendo uma cerveja.
4- O homem coloca a carne no fogo.
5- A mulher vai para dentro de casa para preparar a mesa e verificar o cozimento dos legumes.
6- A mulher diz ao marido que a carne está queimando.
7- O homem tira a carne do fogo.
8- A mulher arranja os pratos e os põe na mesa.
9- Após a refeição, a mulher traz a sobremesa e lava a louça.
10- O homem pergunta à mulher se ela apreciou não ter que cozinhar e, diante do ar aborrecido da mulher, conclui que elas nunca estão satisfeitas.
Direito de Resposta (Escrito por um homem)
1- Nenhum churrasqueiro, em sã consciência, iria pedir à mulher para fazer as compras para um churrasco, pois ela iria trazer cerveja Kaiser, um monte de bifes, asas de frango e uma peça de picanha de 4,8Kg que o açougueiro disse ser "Ótima", pois não conseguiu empurrar para nenhum homem.
2- Salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa, ela prepara só para as mulheres comerem. Homem só come carne e toma cerveja.
3- Bandeja com talheres? Só se for para elas. Homem que é homem come com as mãos.
4- Colocar a carne no fogo??? Tá louca??? A carne tem que ir para a grelha ou para um espeto que, a propósito, tem que ser virado a toda hora.
5- Legumes??? Como eu já disse, só as mulheres comem isso num churrasco.
6- Carne queimando??? O homem só deixa a carne queimar quando a mulherada reclama: "Não gosto de carne sangrando"; "Isto está muito cru"; "tá viva??"... Após a décima vez que você oferece o mesmo pedaço que estava ao ponto uma hora antes, elas acabam comendo a carne tão macia quanto o espeto e tão suculenta quanto um pedaço de carvão.
7- Pratos? Só se for para elas mesmas!
8- Sobremesa? Só se for mais uma Skol.
9- Lavar louça? Só usei meus dedos!!! (e limpei na bermuda).
Realmente, as mulheres nunca vão entender o que é um churrasco!
Encontrei este texto no blog do Beto, no Spaces, )http://www.cautionband.com.br/beto_archives/espeto_de_lacraia.jpg), e continuo a analisar se existem homens que são dignos de consideração e respeito.
Já fiz vários churrascos em família e com amigos, e concordo que churrasco é um dos poucos pratos que os homens sabem fazer, apesar de constatar na maioria das vezes que eles só ficam entre eles bebendo cerveja e fazendo sujeira, enquanto as mulheres arrumar tudo antes e limpam tudo depois. E que sujeira eles fazem na casa toda, não apenas onde se está realizando o churrasco, tal como nosso amigo ali de cima explicou como limpam as mãos.
É claro que depois de ter sujado toda a roupa com as mãos, vai se deitar bêbado no sofá ou na cama, infectando toda a casa com o maravilhoso cheiro de carne e alcool, que faz a mulher ter que limpar toda a casa durante quase uma semana.
As boas maneiras já foram explicitadas pelo nosso amigo, não vou nem comentar, tais como o não uso de talheres, pratos ou muito menos guardanapos, e o gosto somente pela carne crua.
Aí me lembrei que vi alguns jovens no supermercado comprando os apetrechos para churrasco, e na lista tinha mesmo somente carne e cerveja. Nem um pãozinho, muito menos uma salada ou arroz. Guardanapo??? Ah, não precisa.... affff
O que é um Churrasco? (Escrito por uma mulher)
O churrasco é a única coisa que um homem sabe cozinhar.
Quando um homem se propõe a realizar um, a cadeia de acontecimentos é a seguinte:
1- A mulher vai ao supermercado comprar o que é necessário.
2- A mulher prepara a salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa.
3- A mulher tempera a carne e a coloca numa bandeja com os talheres necessários, enquanto o homem está deitado próximo à churrasqueira, bebendo uma cerveja.
4- O homem coloca a carne no fogo.
5- A mulher vai para dentro de casa para preparar a mesa e verificar o cozimento dos legumes.
6- A mulher diz ao marido que a carne está queimando.
7- O homem tira a carne do fogo.
8- A mulher arranja os pratos e os põe na mesa.
9- Após a refeição, a mulher traz a sobremesa e lava a louça.
10- O homem pergunta à mulher se ela apreciou não ter que cozinhar e, diante do ar aborrecido da mulher, conclui que elas nunca estão satisfeitas.
Direito de Resposta (Escrito por um homem)
1- Nenhum churrasqueiro, em sã consciência, iria pedir à mulher para fazer as compras para um churrasco, pois ela iria trazer cerveja Kaiser, um monte de bifes, asas de frango e uma peça de picanha de 4,8Kg que o açougueiro disse ser "Ótima", pois não conseguiu empurrar para nenhum homem.
2- Salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa, ela prepara só para as mulheres comerem. Homem só come carne e toma cerveja.
3- Bandeja com talheres? Só se for para elas. Homem que é homem come com as mãos.
4- Colocar a carne no fogo??? Tá louca??? A carne tem que ir para a grelha ou para um espeto que, a propósito, tem que ser virado a toda hora.
5- Legumes??? Como eu já disse, só as mulheres comem isso num churrasco.
6- Carne queimando??? O homem só deixa a carne queimar quando a mulherada reclama: "Não gosto de carne sangrando"; "Isto está muito cru"; "tá viva??"... Após a décima vez que você oferece o mesmo pedaço que estava ao ponto uma hora antes, elas acabam comendo a carne tão macia quanto o espeto e tão suculenta quanto um pedaço de carvão.
7- Pratos? Só se for para elas mesmas!
8- Sobremesa? Só se for mais uma Skol.
9- Lavar louça? Só usei meus dedos!!! (e limpei na bermuda).
Realmente, as mulheres nunca vão entender o que é um churrasco!
Encontrei este texto no blog do Beto, no Spaces, )http://www.cautionband.com.br/beto_archives/espeto_de_lacraia.jpg), e continuo a analisar se existem homens que são dignos de consideração e respeito.
Já fiz vários churrascos em família e com amigos, e concordo que churrasco é um dos poucos pratos que os homens sabem fazer, apesar de constatar na maioria das vezes que eles só ficam entre eles bebendo cerveja e fazendo sujeira, enquanto as mulheres arrumar tudo antes e limpam tudo depois. E que sujeira eles fazem na casa toda, não apenas onde se está realizando o churrasco, tal como nosso amigo ali de cima explicou como limpam as mãos.
É claro que depois de ter sujado toda a roupa com as mãos, vai se deitar bêbado no sofá ou na cama, infectando toda a casa com o maravilhoso cheiro de carne e alcool, que faz a mulher ter que limpar toda a casa durante quase uma semana.
As boas maneiras já foram explicitadas pelo nosso amigo, não vou nem comentar, tais como o não uso de talheres, pratos ou muito menos guardanapos, e o gosto somente pela carne crua.
Aí me lembrei que vi alguns jovens no supermercado comprando os apetrechos para churrasco, e na lista tinha mesmo somente carne e cerveja. Nem um pãozinho, muito menos uma salada ou arroz. Guardanapo??? Ah, não precisa.... affff
terça-feira, 23 de junho de 2009
Diary of a Passion
Esta é a traduçao do texto Diario de Uma Paixão, pra meus amigos estrangeiros.
Enjoy
Diary of a Passion – Adventures of the first Meeting
Like any mortal, I’m still looking for love.
(Before continuing, please read the text Women and Dinner Invitations below)
But I can not wait at all that this Charming Prince will fall down by a parachute inside my own house, even because an accident like that can causes serious financial losses and emotional traumas, so I proposed to take some practical steps to become visible.
I believe that little acts like getting dressed in party costumes to attend places that I usually go every day, such as supermarkets, pharmacies, fair and few stores that usually go on day by day, are a big nonsense, as sometimes I see some desperate female attitudes.
Well, besides going out more times with my friends, I decided to do some public profiles on the Internet, and attend to some chat rooms.
Interesting to note that each public profile has a very unique destination, and the answers come with completely different profiles, but very similar when comes from the same site.
I have to say here about the bad taste of the photos that the wondering to lovers and aspiring to fellows put in their profiles, and that they sincerely say a lot about themselves.
Photos absolutely careless with grimaces, poses imitating models, some impossible to distinguish a face, badly focused, too far, or showing the "possessions" of other citizens, such as cars, motorcycles, in swimming pools, pictures in the snow in front the British Parliament and other world icons. Hilarious.
Then there is the question: Men think some day "to be" anything? I guess not, the photos say it all. And "taking" anything, do they think they will not need to "do" anything? Incredible this line of men thinking in our times.
And if citizen is already handsome? If he randomly was born with a beautiful face, in spite of don”t need to have any material goods, since they already have so much beauty, yet they need not to make anything, because "he is sooooo handsome," and obviously wants us women admire them forever and praising them compulsively, to compensate in some way the great effort that we give to this important and rare company.
I am tired to know poor and idiot men with a beautiful face, that don’t make nothing and are nothing unless their beauty, hoping that everybody stay admiring them as an untouchable statue. Perhaps it’s this.
You know the story of the dumbly blonde? Would be even pretty, or maybe that the holders of beautiful blond hank do not act similarly in the female version?
But back to our intriguing narrative, I continue telling the adventures of the first date.
After having eliminated several possible candidates through the photos (I do not want to say ridiculous because it would disregard such an attempt to impress women .... hahaha), the infamous first sentences - that some even admit: "that my approach was ridiculous," starts a friendly chat.
Unfortunately some are so tied to the image, do not talk 5 minutes without a web cam.
"Do you have a cam?" - They ask, and if I say no, simply do not talk more. Block. Or leave the chat room immediately. Don’t say good bye. Bunch of bad educated!!!
Definitely I will not buy a cam, or at least I will never say that I have one, it seems that a cam is to talk to men without brain. No, peas. No, brain size of a pea. Or it is a mustard seed? No, okay ... the size of the head of a pin. Heheheh
But let's assume that he has a brain with a size of a peach-pit. Ah, maybe? I got it????? After all, there are so many brilliant men in the media, in business, in the scientific way, let’s give a chance to them showing how they are. Ok I surrender myself.
It is annoying to have to be repeating all the time my age, profession, the place I live, neighborhood, and all the data I have to write when I fill out a form of an employement. After all, I am applying to such an important interview. Even the color of underwear they ask. And still have the courage to say that this is a VERY important information.
The size of the brain has turned again to the size of a grape seed. But suppose again that it is much higher (the brain, of course), and he can evolve the conversation beyond the registration information, and show some intellectual knowledge (at leasssssssssssst. ..!!!), and calls to continue the conversation on MSN.
More incredible it would be if he did NOT ask if I have a cam in the next 30 seconds, as he didn’t ask it at the 10 minutes earlier in the chat rooms.
But no, my sweet illusion, he asks. "Do you have a cam?" or, if I say no, "Can I open my cam for you to see me?", thinking perhaps that all men are as beautiful as Brad Pitt or Antonio Banderas, and I would compulsively repeat to him how handsome he is .
After the initial shock, and after he can diplomatically around my bad mood for so many obvious and unnecessary questions, the conversation tends to take an air somewhat philosophical or musical, and he didn’t block me.
Bingo. I found a smart man. At Lassssssssssssssssssssssssssst!
But it cmay be a lucky novice, or the stars were favorable that night, or the guy really is THE guy. Let's see.
Another feature I’ve found very commonly in my adventures is the exorbitant amount of men over the age of 40 living with their Mom. Or because they are still unmarried and they are convicted big irresponsible children , or because they have separated and involuted back to the teenager state and went back to live with Mom.
But thinking like men: "Why should I grow up and to be mature, if I can live forever as the baby boy's mom? So Mom takes care of the house, my clothes, my food, asked if my job is good, make some affection in front of the TV, its just to look at all that I will lose if I grow and become a man ?????" Ah, but any house keepar can do this, women tell, then here comes the ultimatum. Mom takes care of me. Ah, must be this. Fulminant and decisive argument.
In spite of that, mom does not want new clothes, dinners, hairdresser's, travelling, help in the purchase of the supermarket, or the costs of the house, mostly, so I can spend my money as well I feel rich. Also, I don’t need to save that money for nothing, because most women of my age live alone and work outside, they are enough to themselves. I can continue living with Mom, after all, Mom is so cooooooooooooll.
But they are not the totality of all the men that live alone after 40 there. There are those who are orphans or their mom lives in another city. Ah, but these ones had no other choice, and then they are living alone. If I live away enough from my Mom, I see her only on vacations. Hehe Or the tomb annually, with big tears felt ... wow, why didn’t you let me go BEFORE you? How will I live without my mother?
OMG
But…. Returning to the aspiring men looking for a girlfriend, after several hours of conversation and we have already some intimacy, after all he knows more things about me than myself, it came the question:
"What will you gonna do tonight?"
Fright.
He said.
I say: "Nothing, I am not a good company tonight, I’m tired." After so many useless conversations and several cadastral pages fullfilled, I wanted most a good bath and a good night's sleep. A movie, perhaps, nothing more.
But he insists.
And after some "come on, let’s go, and so on." I speak: "Yeah, I do."
New scare, there is the time of the decided citizen asks: "Ah, but it is not better a movie tomorrow?"
Before losing the humour, because now it became a matter of honor, a deep breath, a glass of water, I say to myself: "You did not hear this"
Okay, I will make as if I haven’t heard that right (it is written and saved on msn),maybe I didn’t understand, as I'm half blonde, and think: "It is not possible, he should make sure that I am stupid, and that he can say any thing, that I will not understand either. "
Amazing how often after overcoming the initial resistance and conversation become closer, it comes the big gafes. I know, the pea burst. Hhahahah
Agree with me, he has already conquered me. He has already found me, invited me to go out, and I accepted. Well, he won the day or the night, and then he changes his behavior and think that no longer need to do anything anymore. Now it is all with HER. Does he think this in fact?
And then it comes all sorts of rude. Do you really want me to go to get you ? It isn’t better if we meet in the middle of the way? Do not you have a car ???????? ….. And what about the little jokes? Talking about football - they really think that we women, likes desperately this highly homosexual and child activity that is football. Deplorable. Back to the mustard seed.
Wow, 3 hours of conversation to get back to the head pin? But okay, I let him to think that he is fun, that I am a genuine soul of blonde woman, and even get good laughs with the infamous jokes and such comments in bad taste.
At some point the conversation I asked him why he wanted to go out with me, and the answer was more incredible that those infamous little jokes or the dull conversation of football. "Because I'm alone tonight."
Nooooooo, I didn’t hear it. But while was passing dozen things in my head, such as: he did not like me, he wants to go out just because he is alone, or that idiot can not go to anywhere alone, or the poor have no friends to go out with him, he says:
"It was a joke, you found you interesting." wowwwwwwwwwwwww.
Even though he is not in front of me, I thought, because I’d love to jump with my needle shoe in his feet and say: "Sorry, my dear, I did not see where I walked. Women have more weapons than the pea brains can imagine.
But no, I'm exaggerating, the guy is cool, and humorous, after all is trying to make me having fun, make the crop be more informal, let's give him a chance. Won this scare, go to the next.
I dare not assume that a man, after the initial conquest, do not have a clue what to do with the woman who had just got, and that only by delicate humour says: Where are we going? Do you suggest somewhere?
Of course, he didn’t asked if I was hungry and if I wanted to dinner perhaps, obviously I was not hungry after 3 hours of talk and more 2hs marked by the meeting, I would not starve. So they know that women are not concerned with fat, so do not need to eat too. It’s implicit. The invitation to dinner has not happened.
The question was very different: Is this pub expensive ?!?!?!
Obviously I do not supposed that at the first time we would go to DOM, neither suggested the Bar des Arts, locations knowed by being very expensive, and frequented by wealthy citizens, and suggested a normal place, prices of a normal. Even because, as can I come to DOM without having time to go in the hairdresser's and buy a new outfit ??? No, out of question.
Oh, it is okay, let’s go. He replied.
At this point in our story, I would ask for those who have not read the text under "Women and Invitations to Dinner," make it now please. (I’ll translate it soon too)
I had just 2 hours to do whatever our friend described in preparations to go out to have a dinner. Well, what my little time permissed. Without hairdresser's, and without new clothes.
The phone rings ... I'm waiting. Wow, last breath, let’s go.
At the bar we had a pleasant conversation, we told each other our last adventures, some of the dreams and expectations, eated - snacks, not as the dinner obviously, drank, and then another surprise: The Bill.
Although I have felt some reluctance to ask for the bill, I thought it would be the flavors of the drink, not so much as usual because of the new law on traffic, so ... I will smoke outside.
This is another very serious problem for smokers in bars, restaurants, hotels and many places that we are now forced to choose. Or he or I, says the cigarette to me. Or I walk with the guy, or I smoke alone at home. Well, at least maybe the cigarette does not give so many gafes.
It is clear that even the few tables reserved for smokers, were overcrowded, and the rest of the bar was empty. I had to sit at a table in a place for no smokers, and leave the bar to smoke on the sidewalk when I wanted. Treatment of marginal. No, marginals have humans rights, earn land to live, and have many other advantages that we, mere mortals honest and payers of taxes don’t have.
But ... back to the bill. When I returned, it was not there, he didn’t asked. Oh, I will go to the bathroom, he said. Perhaps he imagined that when he was back from the bathroom again, I would have already requested the bill, and had already paid, and would only be waiting the beauty comes back to go out?
I had to ask. But the waiters have a drop of good manners and saved me. Handed the bill to him New fright. He left the account on the side of the table and continued talking as if it was not there. And so went by, 5, 10, 15 minutes and nothing.
The drink was already at the end, the waiters collecting the chairs of the other tables, and the bill continued there, on the table, waiting an attitude.
Certainly such was not waiting in vain, he wanted me to offer to pay the bill. Now I feel something. If this arrogant Zé Mané , as my friend says at the other article, parades of a big car, wear expensive clothes, and lives with his mom (he do not have large accounts to pay), does not want to pay even the account or the mess in the first meeting, what might be expected in the next?
Aos homens que lerem este texto, se defendam. Provem que são dignos de admiração e respeito. Escrevam, comente, se lastimem. Mas mudem estas atitudes ridículas por favor.
Com Amor,
Or at the relationship? He told me that in his separation the ex wife got everything. Well, if she lied and stole him, what I have to do with it? I have already heard other cases of men who were injured in a first marriage, and then stay getting revenge at all women who are ahead, as if they were guilty of his naivety.
And you, my friend, because after that neither friend you should be, wow, What do you want?
Just to finish, lets go to the last minutes. So I was surprised when I arrived at home without him jumping on me kissing and wanting sex. Well anyway, since he paid the bill, I should compensate him in any way. I have already been through other similar situations, and I have felt almost obliged to make sex with the guy, since he paid the bill for dinner. Amazing.
But I resist, do not have to be like that. I do not want to believe that most men have no brain, nor are all irrational animals who only think with their lower heads.
To those men who are reading this article, defend yourselves. Prove they are worthy of admiration and respect. Write, comment, cry. But please change these ridiculous attitudes.
With Love,
Rute Moabita
Enjoy
Diary of a Passion – Adventures of the first Meeting
Like any mortal, I’m still looking for love.
(Before continuing, please read the text Women and Dinner Invitations below)
But I can not wait at all that this Charming Prince will fall down by a parachute inside my own house, even because an accident like that can causes serious financial losses and emotional traumas, so I proposed to take some practical steps to become visible.
I believe that little acts like getting dressed in party costumes to attend places that I usually go every day, such as supermarkets, pharmacies, fair and few stores that usually go on day by day, are a big nonsense, as sometimes I see some desperate female attitudes.
Well, besides going out more times with my friends, I decided to do some public profiles on the Internet, and attend to some chat rooms.
Interesting to note that each public profile has a very unique destination, and the answers come with completely different profiles, but very similar when comes from the same site.
I have to say here about the bad taste of the photos that the wondering to lovers and aspiring to fellows put in their profiles, and that they sincerely say a lot about themselves.
Photos absolutely careless with grimaces, poses imitating models, some impossible to distinguish a face, badly focused, too far, or showing the "possessions" of other citizens, such as cars, motorcycles, in swimming pools, pictures in the snow in front the British Parliament and other world icons. Hilarious.
Then there is the question: Men think some day "to be" anything? I guess not, the photos say it all. And "taking" anything, do they think they will not need to "do" anything? Incredible this line of men thinking in our times.
And if citizen is already handsome? If he randomly was born with a beautiful face, in spite of don”t need to have any material goods, since they already have so much beauty, yet they need not to make anything, because "he is sooooo handsome," and obviously wants us women admire them forever and praising them compulsively, to compensate in some way the great effort that we give to this important and rare company.
I am tired to know poor and idiot men with a beautiful face, that don’t make nothing and are nothing unless their beauty, hoping that everybody stay admiring them as an untouchable statue. Perhaps it’s this.
You know the story of the dumbly blonde? Would be even pretty, or maybe that the holders of beautiful blond hank do not act similarly in the female version?
But back to our intriguing narrative, I continue telling the adventures of the first date.
After having eliminated several possible candidates through the photos (I do not want to say ridiculous because it would disregard such an attempt to impress women .... hahaha), the infamous first sentences - that some even admit: "that my approach was ridiculous," starts a friendly chat.
Unfortunately some are so tied to the image, do not talk 5 minutes without a web cam.
"Do you have a cam?" - They ask, and if I say no, simply do not talk more. Block. Or leave the chat room immediately. Don’t say good bye. Bunch of bad educated!!!
Definitely I will not buy a cam, or at least I will never say that I have one, it seems that a cam is to talk to men without brain. No, peas. No, brain size of a pea. Or it is a mustard seed? No, okay ... the size of the head of a pin. Heheheh
But let's assume that he has a brain with a size of a peach-pit. Ah, maybe? I got it????? After all, there are so many brilliant men in the media, in business, in the scientific way, let’s give a chance to them showing how they are. Ok I surrender myself.
It is annoying to have to be repeating all the time my age, profession, the place I live, neighborhood, and all the data I have to write when I fill out a form of an employement. After all, I am applying to such an important interview. Even the color of underwear they ask. And still have the courage to say that this is a VERY important information.
The size of the brain has turned again to the size of a grape seed. But suppose again that it is much higher (the brain, of course), and he can evolve the conversation beyond the registration information, and show some intellectual knowledge (at leasssssssssssst. ..!!!), and calls to continue the conversation on MSN.
More incredible it would be if he did NOT ask if I have a cam in the next 30 seconds, as he didn’t ask it at the 10 minutes earlier in the chat rooms.
But no, my sweet illusion, he asks. "Do you have a cam?" or, if I say no, "Can I open my cam for you to see me?", thinking perhaps that all men are as beautiful as Brad Pitt or Antonio Banderas, and I would compulsively repeat to him how handsome he is .
After the initial shock, and after he can diplomatically around my bad mood for so many obvious and unnecessary questions, the conversation tends to take an air somewhat philosophical or musical, and he didn’t block me.
Bingo. I found a smart man. At Lassssssssssssssssssssssssssst!
But it cmay be a lucky novice, or the stars were favorable that night, or the guy really is THE guy. Let's see.
Another feature I’ve found very commonly in my adventures is the exorbitant amount of men over the age of 40 living with their Mom. Or because they are still unmarried and they are convicted big irresponsible children , or because they have separated and involuted back to the teenager state and went back to live with Mom.
But thinking like men: "Why should I grow up and to be mature, if I can live forever as the baby boy's mom? So Mom takes care of the house, my clothes, my food, asked if my job is good, make some affection in front of the TV, its just to look at all that I will lose if I grow and become a man ?????" Ah, but any house keepar can do this, women tell, then here comes the ultimatum. Mom takes care of me. Ah, must be this. Fulminant and decisive argument.
In spite of that, mom does not want new clothes, dinners, hairdresser's, travelling, help in the purchase of the supermarket, or the costs of the house, mostly, so I can spend my money as well I feel rich. Also, I don’t need to save that money for nothing, because most women of my age live alone and work outside, they are enough to themselves. I can continue living with Mom, after all, Mom is so cooooooooooooll.
But they are not the totality of all the men that live alone after 40 there. There are those who are orphans or their mom lives in another city. Ah, but these ones had no other choice, and then they are living alone. If I live away enough from my Mom, I see her only on vacations. Hehe Or the tomb annually, with big tears felt ... wow, why didn’t you let me go BEFORE you? How will I live without my mother?
OMG
But…. Returning to the aspiring men looking for a girlfriend, after several hours of conversation and we have already some intimacy, after all he knows more things about me than myself, it came the question:
"What will you gonna do tonight?"
Fright.
He said.
I say: "Nothing, I am not a good company tonight, I’m tired." After so many useless conversations and several cadastral pages fullfilled, I wanted most a good bath and a good night's sleep. A movie, perhaps, nothing more.
But he insists.
And after some "come on, let’s go, and so on." I speak: "Yeah, I do."
New scare, there is the time of the decided citizen asks: "Ah, but it is not better a movie tomorrow?"
Before losing the humour, because now it became a matter of honor, a deep breath, a glass of water, I say to myself: "You did not hear this"
Okay, I will make as if I haven’t heard that right (it is written and saved on msn),maybe I didn’t understand, as I'm half blonde, and think: "It is not possible, he should make sure that I am stupid, and that he can say any thing, that I will not understand either. "
Amazing how often after overcoming the initial resistance and conversation become closer, it comes the big gafes. I know, the pea burst. Hhahahah
Agree with me, he has already conquered me. He has already found me, invited me to go out, and I accepted. Well, he won the day or the night, and then he changes his behavior and think that no longer need to do anything anymore. Now it is all with HER. Does he think this in fact?
And then it comes all sorts of rude. Do you really want me to go to get you ? It isn’t better if we meet in the middle of the way? Do not you have a car ???????? ….. And what about the little jokes? Talking about football - they really think that we women, likes desperately this highly homosexual and child activity that is football. Deplorable. Back to the mustard seed.
Wow, 3 hours of conversation to get back to the head pin? But okay, I let him to think that he is fun, that I am a genuine soul of blonde woman, and even get good laughs with the infamous jokes and such comments in bad taste.
At some point the conversation I asked him why he wanted to go out with me, and the answer was more incredible that those infamous little jokes or the dull conversation of football. "Because I'm alone tonight."
Nooooooo, I didn’t hear it. But while was passing dozen things in my head, such as: he did not like me, he wants to go out just because he is alone, or that idiot can not go to anywhere alone, or the poor have no friends to go out with him, he says:
"It was a joke, you found you interesting." wowwwwwwwwwwwww.
Even though he is not in front of me, I thought, because I’d love to jump with my needle shoe in his feet and say: "Sorry, my dear, I did not see where I walked. Women have more weapons than the pea brains can imagine.
But no, I'm exaggerating, the guy is cool, and humorous, after all is trying to make me having fun, make the crop be more informal, let's give him a chance. Won this scare, go to the next.
I dare not assume that a man, after the initial conquest, do not have a clue what to do with the woman who had just got, and that only by delicate humour says: Where are we going? Do you suggest somewhere?
Of course, he didn’t asked if I was hungry and if I wanted to dinner perhaps, obviously I was not hungry after 3 hours of talk and more 2hs marked by the meeting, I would not starve. So they know that women are not concerned with fat, so do not need to eat too. It’s implicit. The invitation to dinner has not happened.
The question was very different: Is this pub expensive ?!?!?!
Obviously I do not supposed that at the first time we would go to DOM, neither suggested the Bar des Arts, locations knowed by being very expensive, and frequented by wealthy citizens, and suggested a normal place, prices of a normal. Even because, as can I come to DOM without having time to go in the hairdresser's and buy a new outfit ??? No, out of question.
Oh, it is okay, let’s go. He replied.
At this point in our story, I would ask for those who have not read the text under "Women and Invitations to Dinner," make it now please. (I’ll translate it soon too)
I had just 2 hours to do whatever our friend described in preparations to go out to have a dinner. Well, what my little time permissed. Without hairdresser's, and without new clothes.
The phone rings ... I'm waiting. Wow, last breath, let’s go.
At the bar we had a pleasant conversation, we told each other our last adventures, some of the dreams and expectations, eated - snacks, not as the dinner obviously, drank, and then another surprise: The Bill.
Although I have felt some reluctance to ask for the bill, I thought it would be the flavors of the drink, not so much as usual because of the new law on traffic, so ... I will smoke outside.
This is another very serious problem for smokers in bars, restaurants, hotels and many places that we are now forced to choose. Or he or I, says the cigarette to me. Or I walk with the guy, or I smoke alone at home. Well, at least maybe the cigarette does not give so many gafes.
It is clear that even the few tables reserved for smokers, were overcrowded, and the rest of the bar was empty. I had to sit at a table in a place for no smokers, and leave the bar to smoke on the sidewalk when I wanted. Treatment of marginal. No, marginals have humans rights, earn land to live, and have many other advantages that we, mere mortals honest and payers of taxes don’t have.
But ... back to the bill. When I returned, it was not there, he didn’t asked. Oh, I will go to the bathroom, he said. Perhaps he imagined that when he was back from the bathroom again, I would have already requested the bill, and had already paid, and would only be waiting the beauty comes back to go out?
I had to ask. But the waiters have a drop of good manners and saved me. Handed the bill to him New fright. He left the account on the side of the table and continued talking as if it was not there. And so went by, 5, 10, 15 minutes and nothing.
The drink was already at the end, the waiters collecting the chairs of the other tables, and the bill continued there, on the table, waiting an attitude.
Certainly such was not waiting in vain, he wanted me to offer to pay the bill. Now I feel something. If this arrogant Zé Mané , as my friend says at the other article, parades of a big car, wear expensive clothes, and lives with his mom (he do not have large accounts to pay), does not want to pay even the account or the mess in the first meeting, what might be expected in the next?
Aos homens que lerem este texto, se defendam. Provem que são dignos de admiração e respeito. Escrevam, comente, se lastimem. Mas mudem estas atitudes ridículas por favor.
Com Amor,
Or at the relationship? He told me that in his separation the ex wife got everything. Well, if she lied and stole him, what I have to do with it? I have already heard other cases of men who were injured in a first marriage, and then stay getting revenge at all women who are ahead, as if they were guilty of his naivety.
And you, my friend, because after that neither friend you should be, wow, What do you want?
Just to finish, lets go to the last minutes. So I was surprised when I arrived at home without him jumping on me kissing and wanting sex. Well anyway, since he paid the bill, I should compensate him in any way. I have already been through other similar situations, and I have felt almost obliged to make sex with the guy, since he paid the bill for dinner. Amazing.
But I resist, do not have to be like that. I do not want to believe that most men have no brain, nor are all irrational animals who only think with their lower heads.
To those men who are reading this article, defend yourselves. Prove they are worthy of admiration and respect. Write, comment, cry. But please change these ridiculous attitudes.
With Love,
Rute Moabita
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