terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Tantra - A Imperatriz


Recordem que o Sepher Ietzirah descreve de maneira maravilhosa todos os esplendores do mundo e o jogo extraordinário dos sefirotes pelas 32 sendas da sabedoria em Deus e no homem.
No mistério do sexo, oculta-se toda a ciência dos sefirotes.
A alma tem três aspectos:
1) Nephes, a alma animal.
2) Ruach, a alma pensante.
3) Meshamah, a alma espiritual.
O substractum destes três aspectos da alma são os sefirotes, que são atômicos.
O Zohar insiste nos três elementos-princípios que compõem o mundo e que são:
Fogo (schim). Água (men). Ar (aleph).
Estes são os elementos-princípios, a síntese perfeita dos quatro elementos manifestados.
O poderoso mantram I.A.O. resume o poder mágico do triângulo de elementos-princípios:
I (ignis) - fogo.
A (aqua) - água.
O (origo) - princípio.
I... A... O... é o mantram supremo do Arcano A.Z.F.
Quem quiser fazer subir pelo canal medular a alma do mundo, deve trabalhar com o enxofre (fogo), com o mercúrio (água) e com o sal (terra filosófica). Somente assim, se nasce em Espírito e Verdade.
No Arcano A.Z.F., acham-se as doze chaves secretas do beneditino de Erfurt, Basílio Valentim. No manuscrito do Azoth de Valentim, está encerrado todo o segredo da Grande Obra. O Azoth é o princípio criador sexual na Natureza.
Quando a rosa do Espírito floresce na cruz de nosso corpo, a Grande Obra se realizou. Os três elementos-princípios manifestam-se nos quatro elementos da natureza. Existe o calor do fogo e do ar, a umidade do ar e da água e a sequidão do fogo e da terra. Estes são os três elementos-princípios, o I.A.O.
Eles são o enxofre, o mercúrio e o sal contidos nos quatro elementos da natureza. Nos três elementos-princípios, acham-se os paraísos elementais da natureza. O cabalista-alquimista precisa aprender a usar o enxofre, o mercúrio e o sal. Fazendo uso de flor-de-enxofre no calçado, dentro, se desintegram as larvas do corpo astral: íncubos, súcubos, dragões, basiliscos, fantasmas... Os vapores invisíveis que se originam do enxofre levantam-se desintegrando essas larvas.
Queimando-se enxofre em carvão em brasa, desintegram-se as formas malignas do pensamento e as larvas encerradas dentro de qualquer habitação. O azougue (mercúrio) serve para preparar a água lustral.
O grande astrônomo Nostradamus passava noites inteiras diante de um recipiente de cobre com água. Este grande vidente olhava as águas e nelas via os acontecimentos futuros, que deixou escritos em suas famosas profecias.
Se a essa água acrescenta-se mercúrio e se, no fundo do recipiente, coloca-se um espelho, ter-se-á um clariteleidoscópio maravilhoso. Aconselhamos usar qualquer recipiente de cobre, com exceção de caçarolas, tachos ou caldeirões de cobre.
O caldeirão de cobre é um símbolo da magia negra. O cobre está intimamente relacionado com a glândula pituitária e possui poder para despertar a clarividência. O sal também tem numerosos usos na magia branca.
O sal deve ser combinado com o álcool. Colocando-se em um recipiente álcool e sal e pondo-se fogo logo após, obtém-se uma combinação maravilhosa, a qual, no entanto, deve ser utilizada apenas para invocar os Deuses da Medicina, quando se precisa curar algum enfermo.
Então, eles acudirão ao chamado. O enxofre (fogo) arde totalmente e não deixa resíduos. O enxofre é o schin e a água é o men do Zohar.
O Ens Seminis, o fogo e a água, mediante sucessivas transmutações fica reduzido ao Aleph da cabala, que os alquimistas denominam Alkaest.
Assim, realiza-se o I.A.O. e assim abrem-se as doze faculdades da alma. A alma se cristifica. O Kundalini floresce, em nossos lábios fecundos, feito Verbo. O ternário é a palavra, a plenitude, a fecundidade, a natureza e a geração dos três mundos.
O Arcano III da cabala é uma mulher vestida de sol, tem a lua a seus pés e está coroada com doze estrelas. O símbolo da Rainha do Céu é a Imperatriz do Tarot. Uma misteriosa mulher coroada, sentada e com o cetro de mando, em cujo extremo aparece o globo do mundo.
Eis a Urânia-Vênus dos gregos, eis a alma cristificada.
O homem é o Arcano I do Tarot. A mulher é o Arcano II do mesmo. A alma cristificada é o resultado da união sexual de ambos.
O segredo está no Arcano A.Z.F.
A mulher é a mãe do Verbo. O Cristo é sempre filho de Imaculadas Concepções. Impossível nascer sem mãe.
Quando um Iniciado está para encarnar o Verbo, sua mulher aparece nos mundos superiores como se estivesse prenhada e sofrendo as dores do parto. Jesus, na cruz, disse à sua mãe: "Mulher, eis aí o teu filho".
Dirigindo-se a João, diz ao discípulo: "Eis aí tua mãe". Desde aquela hora, o discípulo a recebeu consigo. A palavra João (Juan) decompõe-se assim: I.E.O.U.A.M., o Verbo, o Dragão de Sabedoria.. Ela é, realmente, a mãe do Verbo.
A mulher oficia no altar da bendita deusa Mãe do Mundo. Agora, orem muito à Divina Mãe Kundalini, cuja venerável sacerdotisa é vossa mulher.
Orem e meditem assim:
INVOCAÇÃO
"Ó Isis, mãe do cosmos, raiz do amor, tronco e botão, folha, flor e semente de tudo quanto existe. A ti, força naturalizante, te conjuramos, chamamos a Rainha do Espaço e da Noite, e beijando teus olhos amorosos, bebendo o orvalho de teus lábios, respirando o doce aroma de teu corpo, exclamamos: salve Nuit, eterna Seidade do céu, tu que és a alma primordial, que és o que foi e o que será, a quem nenhum mortal levantou o véu, quando estás sob as estrelas irradiantes do noturno e profundo céu do deserto, com pureza de coração e na chama da serpente, te chamamos".
Orem e meditem intensamente. A Divina Mãe ensina a seus filhos. Esta oração deve ser feita combinando a meditação com o sono. Então, como uma visão de sonhos, surge a iluminação. A Divina Mãe chega ao devoto para instrui-lo nos grandes mistérios.

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

A Deusa da Boa Fortuna



ORAÇÃO A DEUSA DA BOA FORTUNA

Lakshmi, Deusa da Fortuna e Abundância.
Das riquezas de Deus no alto.
Teus tesouros vindos do Sol!
Derrame sobre nós.
Coração com a Luz sintonizado.
Poder para do céu trazer.
Riqueza que o plano expande para todos os homens
Dos Mestres Ascencionados.
Afina nossa consciência com a tua.
Amplia nossa visão e faz-nos ver.
Que a riqueza é para todos os de Fé!
Que chamam Deus e pedem para o chamado descer.
Que desça nós mandamos.
Farto MANÁ da mão de Deus com igualdade.
Para que aqui como no alto.
Expressando Amor a Deus.
Recebamos Saúde, Força, Abundância e Prosperidade.

Um Pouco de Ensinamento

Lakshimi também é conhecida como:
Laxmi, Laksmi, Deusa da Riqueza, Deusa da Boa Fortuna
Encarnada como:
Radha, Padma (Kamala), Dharani, Sita
Chama / Divino Complemento gêmeo / Raio Gêmeo: VISHINU
ORAÇÃO "Sanskrit" DEDICADA ÀS MÃES
JAI DURGÃ LAKSMI SARASVATI
JAI DURGA, LAKSMI, SARASVATI, SAI, JAGAN-MATA,
SAI JAGAN-MATA MÀM PÃHI JAGAN-MATA
SAI JAGAN-MATA MÃNI PÃHI JAGAN-MATA
Em Português
Vitória para Durgã, Laksmi, Sarasvati,
Mãe Divina, Mãe do Universo.
Mãe do Universo, me proteja.
Estude o Vocabulário:
JAI - glória para, vitória para; DURGÃ - a esposa do Senhor Siva; LAKSMI Esposa do Senhor Visnu, ou de Nãrãyana; Deusa de Riqueza, Beleza, e Prosperidade; SARASVATI - a esposa de Brahmã; Deusa de Aprendizagem e Música; SAI - a Divina Mãe; JAGAN-MATA - a Mãe do Universo; MÃM PÂHI - me proteja.


TRIMURTI
Brahma-Vishinu-Shiva

Ensinando:
As contrapartes femininas da Trindade hindu encarnam o Divino Feminino como o " útero de criação que é engravidado com Vida pelo Espírito de Deus ". A energia da Divina Mãe é o movimento de forças cósmicas do centro da terra. Mãe é o equilíbrio perfeito do poder criativo do Pai (Brahmã), Filho (Visnu), e Espírito Santo (Siva). Onde há a ausência da adoração à Mãe, não há nenhuma ligação a Trindade espiritual. O poder de manifestação da Trindade aparece na ação, conhecimento, e desejo da Deusa como cônjuge para Brahmã, Visnu, e Siva.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A Solidão

Novembro 6/ 2007



Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão'.
Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.
Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível.
E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!'. Até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!'.
Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, demodê, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Antes idiota que infeliz!

(Arnaldo Jabor)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Removendo a Mascara

REMOVENDO A MÁSCARA

“O Conselho dos 12” através de Selacia

Nestes tempos de acelerado desenvolvimento evolutivo, a cada um de vocês está sendo dada a oportunidadede ver mais claramente os elementos de falsidade que foram previamente ocultados de sua visão. Cada vez que sua máscara de falsidade é iluminada, você pode escolher trabalhar com o Espírito para remover o véu. É um processo em camadas. Cada vez que você se liberta de uma camada de falsidade, você adquire uma grande expansão de consciência.

Em suas definições tradicionais, ‘máscara’ é considerada qualquer coisa que disfarce ou esconda. É como uma identidade falsa. Esta falsidade está conectada com a ignorância, o egoísmo e emoções negativas associadas com o ego.

Aqueles de vocês que estão sentindo a força desta mensagem, estão sendo chamados para fazer este trabalho interno. Você está sendo convidado pelo Espírito para aprofundar a exploração da sua máscara neste momento.

O que é a máscara? A máscara é aquela parte de você que é um reflexo condicionado por seu ambiente. É um vigoroso condicionamento que você adquire a fim de agir no mundo da fisicalidade como você o conhece.

Como parte de sua evolução, cada um de vocês tem descoberto e removido diferentes aspectos de sua própria máscara. Você aprendeu novas maneiras de perceber não só o “eu”, mas também os “outros” e o mundo em torno de você.

E como parte de sua fisicalidade neste plano, cada um de vocês foi condicionado durante um período de suas vidas a acreditar que você é, de fato, esta máscara. Você chegou a acreditar que o EU é, realmente, os vários elementos representados por esta máscara. Em cada caso, você iludiu-se em acreditar que esta máscara é você, que estes vários lados de si mesmo, e certamente sua realidade, são você e são “a verdade”. O que você está jogando fora, “descascando”, como parte de seu processo de esclarecimento, são todos estes conceitos enganosos.

Você está descartando as camadas desta falsidade e desta irrealidade justamente como você descascaria uma cebola. Cada um de vocês, em graus variados, está no processo de descascar esta cebola. Este processo continua em seus estados mais elevados de esclarecimento, conforme mais e mais de sua consciência permite ainda mais do “descascar” e a falsidade seja trazida à superfície. O conhecimento da falsidade vem primeiramente em sua consciência, e então você tem a oportunidade de deixá-la ir embora. Assim, de fato, isto é o que a máscara é.

É cada parte de você que não é real, não só em você mesmo, mas em seu ambiente e naqueles outros seres que você vê em seu ambiente. Isto é porque a própria máscara filtra e colore tudo que você experimenta. A máscara faz estas coisas parecerem reais, assim como aquelas criaturas que aparecem nos degraus da porta no Halloween com suas máscaras.

Dão a ilusão de terem aquelas características coloridas que estão diante de você. Entretanto, elas são tão reais quanto a máscara é real... Cada um de vocês que foi atraído para esta mensagem está agora pronto para tornar-se consciente e ainda desfazer-se de mais uma camada de sua própria máscara. Você está pronto para ter esta camada trazida à sua consciência e, com a ajuda do Espírito, tirá-la de você com facilidade e graça, de modo que você possa ser ainda mais verdadeiramente quem você É.

A principal coisa que os Trabalhadores da Luz devem compreender neste momento da história da espécie humana é que, conforme você descarta mais e mais de suas próprias camadas e se transforma mais e mais em quem você realmente É, você começará a ver o mundo ao redor de si de uma perspectiva muito diferente.

Em muitos casos, se você não estiver preparado para as mudanças nos seus pontos de vista, isto pode perturbá-lo, chegando mesmo a desequilibrá-lo. Isto porque é uma maneira totalmente nova de ver, não só relativa às pessoas em torno de você, mas a todo o seu ambiente.

Como você pode se tornar mais consciente de sua máscara?

Há muitas ferramentas para realizar esta descoberta, para tirar este véu.
Entre elas estão sua sincera intenção e dedicação em saber mais sobre o EU. Cada dia você pode convidar o Espírito para mostrar-lhe quantidades crescentes de sua própria máscara. Mantendo esta intenção, você permite-se receber revelações sobre suas interações com os outros e de suas observações sobre as coisas que parecem causar atrito em sua vida. Seus professores passam a ser, então, as pessoas em torno de você e as situações em que você se encontra. Elas, pessoas e situações, podem ser excelentes espelhos que revelam mais coisas sobre sua máscara. Quando você se aproxima de cada momento da vida com um desejo de conhecer o EU, você compreenderá que cada um destes momentos é um presente para lhe ajudar com sua própria auto-realização.

Qual o impacto da máscara humana na experiência individual?

Primeiramente, em relação a como você se vê: a máscara colore a maneira que você percebe o EU. Por exemplo, você pode rotular-se, usando este rótulo para identificar-se de acordo com o que você faz para viver. Você pode “ser” um escritor, um músico, um advogado ou um contador, mas nenhum destes papéis é realmente quem você É.

Entretanto, o eu humano investe muitas horas e energia pensando que aquilo que você faz é o que você É. Em algum nível você deve saber que você É realmente um ser espiritual vivendo uma experiência humana, contudo, estar atuando no mundo convence-o de que o que você faz para viver define quem você É. Para manter-se focalizado em conhecer o EU, é útil gastar um tempo todos os dias examinando sua vida e fazendo perguntas reflexivas sobre você mesmo na sua experiência. Compreender o seu papel e assumir a responsabilidade por suas ações lhe ajudará a ver mais da máscara. A fim de apressar seu progresso, você quererá explorar como as máscaras, tais como as abaixo, estão colorindo sua experiência:

Aparência
Ocupação
Amor condicional
Sexo
Bisbilhotice
Ignorância
Importância
Delicadeza
Servidão
Espiritualidade
Status
Vitimismo
Riqueza

Como exemplo de como estas máscaras funcionam, vamos focalizar a máscara da delicadeza. Quando você veste esta máscara, você pode parecer agradável exteriormente. Porém, por baixo desta fachada você teme expressar o que pensa ou sente. Você pode, por exemplo, estar conscientemente ou inconscientemente irritado, mas sente-se incapaz de expressar isto. Você é, portanto, desonesto com a expressão de suas próprias emoções, embora pareça agradável enquanto interage com os outros.

Quando você se esconde atrás desta máscara da delicadeza, você teme que os outros o rejeitem, se você for verdadeiro. Entretanto a raiva, ou outra emoção não expressada, permanecem dentro de você e vêm à tona de outras maneiras, envenenando os relacionamentos.

Há numerosas ferramentas disponíveis para lhe ajudar a revelar mais de sua máscara. Entre elas estão:

1) Reestruturação e limpeza do núcleo de crenças do DNA.
Este trabalho pode ajudá-lo a descobrir e liberar as crenças armazenadas dentro de você que estão bloqueando sua vida hoje. Muitas destas crenças foram criadas em conseqüência de suas experiências passadas. Algumas delas você simplesmente adquiriu de outras pessoas ou em resposta às idéias contidas na consciência de massa da humanidade. Ainda outras residem dentro de você por causa dos votos, promessas, pactos ou acordos que você fez no passado. Não importa qual a fonte, porém. O fato é que sua habilidade para remover a máscara da falsidade é severamente escondida pelas crenças, pelos padrões de pensamento e pelas emoções negativas que você mantém dentro de si. Os exemplos disto podem incluir a raiva ou a aversão ao eu, aos outros e a Deus. Você pode manter crenças que obstruem seus sentimentos ou sua habilidade para receber amor incondicional. Você pode ter medos e dúvidas sobre seu próprio mérito. Você pode ter feito votos de pobreza ao servir em uma ordem religiosa numa vida passada.

2) Tempo diário para reflexão interior.
Permitir-se um momento de quietude diário é vital à reflexão interna necessária para conhecer o EU. Durante este tempo você pode focalizar preferivelmente aquilo que você quer em sua vida, em vez do que você não quer.Pergunte-se sobre o quê o está impedindo de manifestar o que você quer e que também impede que você veja a si mesmo verdadeiramente. Peça por lucidez a respeito das pessoas e situações em sua vida, reconhecendo que a única razão de existirem é para seu aprendizado.
Se você sofreu alguma dor por alguma coisa, peça orientação a respeito do que essa dor veio lhe ensinar. Como parte desta reflexão interna diária, você desejará traçar objetivos específicos para você e afirmar sua intenção de conseguir estes objetivos. É útil afirmar verbalmente sua intenção em voz alta, ao mesmo tempo você sente a energia dela dentro de seu corpo.

3 Entregue-se e confie.
Você verá que quanto mais você aprender a confiar no processo da alquimia Divina e entregar o que não está funcionando em sua vida, mais depressa será seu processo de autodescoberta. A cada vez que você perceber que algo está desequilibrado, peça para o seu Espírito lhe mostrar o que você precisa saber para voltar ao equilíbrio. Um bom lugar para começar é olhando para as coisas ou pessoas em sua vida que estão causando a maioria das dores ou desconfortos. Lembre que esta dor ("DOR" = Dificuldade em se Orientar pela Realidade - frase do espírito Calunga) ou desconforto é devido a você estar em des-sintonia com o verdadeiro EU. Há uma máscara que precisa ser descoberta. O seu Espírito o convida a olhar no espelho da Divina alquimia, de forma que esta máscara possa ser iluminada. Uma vez você vê a máscara e a entrega ao Espírito, ela desaparece no turbilhão Divino para o início do processo de transformação. Você é convidado a confiar no Espírito para que ele suave e amorosamente lhe revele o que você precisa saber, de forma que este desequilíbrio possa ser removido de sua vida.

O Conselho dos 12

Por Selácia

Extraído do: www.sedonajournal.com

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Conquista da Feminilidade

Excalibur e os Mistérios Iniciáticos
Francisco A. Taboada

A Conquista da Feminilidade
(As Camas Prodigiosas)

Num manuscrito que data do século XVI, The Weddynge of Sir Gawen and Dame Ragnel (Rawlinson C86), aparece um notável poema cavalheiresco onde Sir Gawain compartilha uma aventura com o Rei Artur.

Porém, é o nobre e leal cavaleiro sobrinho do Rei quem deve realizar a façanha suprema, já que, simbolicamente, Sir Gawain é o “alter ego juvenil” de Artur e, como tal, é um agente ativo no ato místico que daria o núcleo à aventura. A tarefa mais crítica e difícil é, então, a que deve executar este valoroso cavaleiro.
O conto narra o seguinte:

Encontrava-se o Rei Artur desfrutando de uma jornada de caça quando, perseguindo um corpulento cervo, afastou-se do resto que compunha a partida. Quando alcançou sua presa, desmontou e, com sua faca de caça, começou a preparar a peça capturada.

Logo percebeu que estava sendo observado, e quando elevou sua vista, surgiu à sua frente um cavaleiro fortemente armado.

- “Sejais bendito, Rei Artur. Me fizestes afronta há muitos anos e hei de vingá-la. Vossos dias estão contados.”
O Rei replicou:
- “Vós estais armado e eu só tenho esta adaga. Quem sois vós?”
O misterioso cavaleiro respondeu:
- “Meu nome é Gromer Somer Jouré”.

Ainda que o nome não tivesse significado para o Rei, este havia tocado um ponto importante com respeito aos costumes cavalheirescos, e o cavaleiro teve que ceder algo, com respeito a sua desarmada vítima.

Sir Gromer Somer Jouré fez jurar a Artur que, no ano seguinte, a esta mesma data, ele regressaria a este mesmo lugar, só, com sua adaga de caça como única arma, e trazendo como pagamento de resgate por sua vida, a resposta ao seguinte enigma: QUE É O QUE UMA MULHER MAIS DESEJA NO MUNDO?

O Rei deu sua palavra e regressou a seus cavaleiros.

Não podia ocultar seu abatimento e Sir Gawain, seu sobrinho, percebendo a tristeza no rosto de seu Rei, o levou à parte e perguntou sobre o acontecido.

Artur expôs o sucedido e ambos deliberaram por longo tempo. Finalmente, Sir Gawain propôs o seguinte: Viajar ambos por países estranhos a perguntar a quantos homens ou mulheres encontremos pelo caminho que pensavam sobre tal enigma. Cada um, por sua vez, iria anotando todas as respostas e, ao cabo de um ano, se reencontrariam na véspera para avaliar o que tenham recolhido.

Passou o tempo e ambos retornaram à corte. O Rei, não obstante a quantidade de respostas, ainda se sentia inquieto. Foi então que se aventurou na espessa floresta de Inglewoode encontrando-se com a bruxa mais feia que ser humano algum haja visto.
Rosto vermelho, nariz sujo e pontiagudo, boca larga, alguns dentes amarelos mal repartidos em ambas as gengivas, um pescoço comprido e magro, ombros pesados e caídos, e como grotesco contraste, montava um cavalo ricamente selado.

Uma horrível gargalhada fez empalidecer o Rei que se sentia estupefato ante tão detestável presença.

- “Rei Artur” - Disse a bruxa. – “Todas as respostas obtidas por vós e por Sir Gawain são erradas. Se não vos ajudar, estarás morto.”
O Rei contestou:
- “Dizei-me a que vos referis e por que minha vida está em vossas mãos e eu vos prometo satisfazer o que queirais.”
A proposta da bruxa deixou o Rei atônito.
- “Quero que me concedais como esposo a Sir Gawain, e os proponho um pacto: se minha resposta não vos salvar a vida, meu desejo será vão; porém, se minha resposta vos salvar, me concedereis ser a esposa de Sir Gawain. Escolheis logo, senão morto sereis.”
- “Santa Maria! Não posso ordenar a Sir Gawin que se case convosco. Isto depende somente dele.”
E Dona Ragnel, que assim se chamava a bruxa, respondeu:
- “Voltai então ao vosso palácio, e persuadais a Sir Gawain.”
Quando o Rei Artur voltou a se encontrar com Dona Ragnel e lhe comunicou a promessa de seu sobrinho, esta lhe disse então:
- “Senhor, agora sabereis que é o que as mulheres mais desejam de tudo o que existe: A respeito dos homens desejamos, mais que qualquer coisa, ter SOBERANIA.”

Nossa natureza conta com dois arquétipos, o masculino e o feminino. Particularmente, os desequilíbrios de nossa personalidade advêm, em geral, do fato de negarmos dignidade e consciência a uma quarta parte de nossa natureza. O perigo está em colocar a qualidade no lugar errado, erro psicológico e espiritual que cometemos repetidas vezes em nossas vidas pessoais metafísica. Porém, quando um elemento excluído é restituído recebendo seu verdadeiro valor, rapidamente se torna positivo e criativo.[1]

Dona Ragnel, bruxa horrível, é essa parte de feminilidade que possui a natureza masculina e em que, às vezes, por cultura ou educação, não prestamos a devida atenção. Habitamos um mundo onde só parece haver lugar para o masculino, não favorecendo essa sociedade o completo desenvolvimento de nossa natureza; um mundo voraz e competitivo em que os fracos não podem frutificar e em que até as próprias mulheres, através de um mal entendido feminismo, se esforçam por desenvolver desmedidamente suas naturezas masculinas, afogando o que nelas existe de verdadeiro valor.

Continuemos a história:
O Rei Artur, como correspondia a um cavaleiro, se apresentou ao encontro com Sir Gromer Somer Jouré e entregou os livros com as respostas, esperançado de em que alguma delas fosse a correta e assim ficassem livres daquele terrível compromisso ele e seu sobrinho.

Sir Gromer revisou uma a uma todas as respostas e, finalmente, sentenciou:
- “À fé minha, Rei, que sois um homem morto.”
- “Aguarda Sir Gromer. - Disse Artur. - Ainda tenho uma resposta mais. O que mais deseja uma mulher é que lhe seja outorgada a ‘Soberania’, pois o que mais lhe agrada é poder tomar suas próprias decisões.”
- “A que vo-lo contou. - vociferou Sir Gromer com uma fúria incontível - peço a Deus que a possa ver ardendo em uma fogueira porque foi minha irmã Dona Ragnel, aquela velha bruxa. Deus a confunda... pois do contrário eu haveria podido subjugar-vos... Tenhais muito bons dias.”

Ao alívio que experimentou Artur, seguiu-se uma grande tristeza. Porém Sir Gawain se comportou com cortesia e se apresentou ao casamento da maneira mais viril.
- “Louvado seja Deus! - Disse Dona Ragnel. - Por consideração a ti quisera ser uma mulher formosa, porque tua vontade é muito boa.”

Realizou-se a boda com missa e banquete, e a noiva esbanjou grosseria e mau gosto a ponto de todos se lamentarem e se compadecerem de Sir Gawain por haver tido que se sacrificar unindo-se àquele ser demoníaco.

Esta noite, no leito, Sir Gawain jazia de costas para sua consorte. Mas logo ela lhe disse:
- “Ah, Sir Gawain! Visto que sou casada convosco, mostrai-me vossa cortesia no leito. Se eu fosse formosa não vos comportarias dessa maneira. Não fazeis conta nenhuma do laço conjugal. Por consideração a Artur, beijai-me pelo menos. Rogo-vos, fazei-lo por mim. Vamos, mostrai o apaixonado que podeis ser!”

Sir Gawain, fazendo gala de sua gentileza, respondeu:
- “Farei mais que isso, juro por Deus.”
E se voltou para ela. E viu que era a mulher mais formosa que jamais pudera imaginar.
- “Por Jesus Cristo! - Disse o jovem. - Quem sois?”
E Dona Ragnel respondeu:
- “Senhor, sou vossa esposa.”
- “Ah senhora minha! Sou muito digno de reprovação. Mas agora vos mostrais tão formosa quanto hoje fostes a ser mais feio já contemplado. Que sejais assim, senhora. Me agrada muito.”

Mas Dona Ragnel explicou ao galante cavaleiro que sua beleza não duraria, pois somente podia ser bela a metade do dia e feia a outra metade. Porém deu ao cavaleiro a possibilidade de escolher entre ser feia para todos durante o dia e bela de noite, só para ele; ou bela para todos durante o dia e, de noite, feia na intimidade.

- “Que escolha difícil! - respondeu Sir Gawain. – Quisera escolher o melhor; sem dúvida, não sei que dizer. Querida senhora, que seja como desejais, deixo a escolha em vossas mãos. Meu corpo, meu coração e todo o mais são vossos para fazer deles o que queirais: tomai-los ou deixai-los; assim o juro ante Deus!”

- “Ah, louvado seja Deus, cortês cavaleiro! - disse a Dama muito animosamente. – Bem aventurado sejais entre todos os cavaleiros do mundo, porque agora fiquei livre do encantamento e me tereis formosa e atraente de dia e de noite.”

E então Dona Ragnel contou a Sir Gawain de que maneira sua madrasta a havia encantado mediante as artes da magia negra, e como a havia condenado a permanecer sob esta repugnante figura até que o melhor cavaleiro da Inglaterra se casasse com ela e lhe transferisse a “Soberania” de todo seu corpo e seus bens.

- “Assim foi como me deformou. - disse Dona Ragnel. - E vós, senhor cavaleiro, que me haveis dado sem condições a ‘soberania’, beijai-me agora, beijai-me e alegrai-vos, vos rogo.”

E então, cheios de alegria, desfrutaram sua felicidade.

Se a feminilidade, como mostra esta simpática história, é levada a exibir sua parte mais horrenda, o melhor que um homem pode fazer é comportar-se com cortesia e manter o respeito. Essa seria a maneira de restituir eficaz e rapidamente uma feminilidade tenebrosa e horrenda à sua beleza natural e verdadeira. É uma maneira de aprender a relacionar-se com o lado feminino interior, de tanta importância para o homem, a fim de poder manter sua integridade e, assim, jamais perder sua meta.

A feminilidade é uma parte tão básica quanto fundamental para nossa humana personalidade. Robert A. Johnson assinala que este princípio feminino pode ser relegado por um tempo, a fim de que a masculinidade possa consolidar os valores que lhe são próprios, porém, uma vez que a evolução masculina esteja assegurada, cedo ou tarde retorna a tomar o lugar que, por direito de evolução, lhe corresponde. A alma humana, melhor informada que o intelecto, não suporta o predomínio de um princípio sobre outro.

Poderíamos agregar que o misterioso cavaleiro irmão de Dona Ragnel, o tenebroso Gromer Somer Jouré, simboliza a metade masculina de nossa psique que tem perdido todo contato com este princípio feminino de que estamos tratando.

Quando um lado de nossa natureza humana cresce sem equilíbrio em relação ao outro, torna-se um elemento desestabilizador, que expulsa até o inconsciente seu oposto complementar. O lado triunfante torna-se dominador absoluto, mas não tardará em mostrar-se desequilibrado, doente e até monstruoso. Porém, indefectivelmente, o lado expulso retornará a procura de seu complemento para conseguir a integridade.
Poder sem amor torna-se brutalidade. Sentimento sem força torna-se sentimentalismo melodramático.

Há um princípio patriarcal dominante que sempre se recusa a fazer as pazes com o princípio feminino de nosso interior. Karl Gustav Jung sustenta que quando nos recusamos a integrar uma potencialidade do inconsciente, este reage de alguma maneira. Pode explodir em nossa personalidade em forma de neurose, compulsão, hipocondria, obsessão, doenças imaginárias etc, o que, aos poucos, nos irá paralisando na medida em que não integramos o potencial da parte feminina.

Porém, acontece que às vezes por educação ou por tendência cultural, não sabemos como tratar a questão e como aprender a considerar o feminino, então tentamos viver o lado feminino de maneira compulsiva, comemos e bebemos em demasia, permitimos que os humores se apoderem de nós, sofremos dores de cabeça e muitas outras complicações.

Se tratássemos nossa parte feminina com mais consciência (e isto vale também para a mulher de nosso machista século XX), muitas doenças desapareceriam, incluindo aquelas que se transformam em flagelos sociais como o câncer, para dar um único exemplo.

Precisamos ter mais tempo para caminhar ao sol, para observar as cores da terra, respeitar nosso corpo físico, despertar para a poesia e a música, ser mais corteses e solidários, demonstrar afeto àqueles que estão a nossa volta, sejam familiares ou amigos, tal como o assinala Robert A. Johnson.

Em todo ato da vida humana, se não se outorga à feminilidade o lugar que por direito natural lhe corresponde, nossas ações inevitavelmente cairão no fracasso. Nada pode prosperar de maneira incompleta.

Em outras aventuras de Sir. Gawain como, por exemplo, a que lhe tocara viver no Castelo Maravilhoso, se narra como principal encontro o que tem com uma “cama prodigiosa”. Essa cama, longe de ser um móvel plácido onde se poderia repor forças graças a um prazeroso descanso após uma jornada plena de aventuras, repentinamente “enlouqueceu”. Começou a galopar de um lado para outro da habitação, saltou, esperneou-se, bateu-se contra as paredes e fez um interminável esforço para tirar de cima seu ocupante. Parecia não tolerar o cavaleiro que a possuía havendo confiado em sua tranqüila aparência de disponibilidade.

Porém o herói se manteve com paciência e firmeza e a cama finalmente cedeu. Mas, longe de consolidar-se a paz, através das cortinas da cama caiu sobre o cavaleiro uma chuva de pedras e flechas lançadas por mãos e arcos invisíveis.

Sir Gawain teria morrido se não houvesse escutado o barqueiro (o qual o levara até essa ilha encantada em que se encontrava um misterioso castelo) quando lhe aconselhou não tirar a armadura no momento que se dispusesse a descansar. E pôde, assim, salvar-se se protegendo com seu escudo.

Porém, a insaciável feminilidade do “Castelo das Mães”, longe de apaziguar-se, submeteu o cavaleiro a um novo desafio. Abrindo a porta da habitação, apareceu um terrível leão que com um feroz rugido se lançou sobre o fustigado paladino. O real animal submetia o valor e a intrepidez do herói a uma prova tão perigosa como terrível. Mas Sir Gawain deu morte ao agressor e, depois, ferido e exausto, caiu sobre o corpo inerte do leão. Porém a prova havia sido superada com êxito.

Só então as rainhas e damas (o princípio feminino do castelo) fizeram sua aparição. Elas socorreram ao eleito, o curaram e restauraram suas forças. As damas que o trataram com tanta altivez, agora lhe serviam e confortavam. O eleito as havia libertado do feitiço de “superioridade amazônica” graças a sua paciência e constância, virtudes que, definitivamente, são necessárias para entender-se com esse princípio feminino tão altivo e oposto à virilidade.

Essa vitória permite o acesso à plenitude da consciência equilibrada, a conciliação dos opostos em sua personalidade e a libertação de toda unilateralidade que obstrui qualquer experiência e qualquer expressão desta realidade única chamada vida.

Quando Sir Gawain e Sir Lancelot lançaram-se a resgatar à rainha Gwinwifar das garras de Sir Meleagant, tiveram também que passar por provas desse tipo na segunda noite, quando se alojaram em uma torre em frente à cidade, onde os deixara o anão da carroça (Le Chevalier de la Charrette).

A donzela da torre os conduziu a suas camas a fim de que pudessem descansar. Porém havia uma terceira cama, mais suntuosa e confortável que as outras duas.

- Nela - disse a donzela - não dormiu jamais alguém que não o merecesse.

Mas Lancelot, longe de acovardar-se, desnudou-se de imediato e deitou-se. À meia noite aconteceu um prodígio: misteriosamente, do teto da cama caiu uma lança que por pouco atravessa o flanco do cavaleiro. Seus bons reflexos evitaram a desgraça e só sofreu um arranhão. Porém nela estava amarrada uma bandeira em chamas. Então a cama inteira pegou fogo, no entanto o herói, sem levantar-se dela, conseguiu apagá-lo e, tomando a lança, a arremessou longe de onde estava a cama.

Logo voltou a deitar-se e retomou o sono.
Galahad também dormiu em uma destas camas maravilhosas durante sua aventura em “A Ilha das Mulheres”.

Em todos os casos o símbolo se repete e seu significado sempre esta se referindo à conquista do princípio feminino.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mulheres que Correm com Lobos

Olá, meus amigos,

Algumas pessoas tem me perguntado porque tenho colocado tantas mensagens especificamente sobre o feminino em um blog que fala sobre relacionamentos.

Eu esclareço, entao, que é porque já não sabemos o que é ser mulher. Em uma sociedade com valores tão masculinos, a mulher não sabe ser mulher, e o homem não sabe o que é uma mulher.

Antes de querer se relacionar com um homem, a mulher precisa primeiro simplesmente ser mulher. Tem até uma "canção" utlizada em Terreiros de Umbanda que diz: "Tem que saber ser mulher...."

Então vamos trabalhar nosso lado feminino, que foi tão reprimido por todos estes anos. Vamos trazer nossa mulher poderosa para a luz. Vamos iluminá-la. Vamos tirar o poder que foi dado ao homem e resgatar o poder feminino.

Vamos ser iguais. Não para competir. E sim para AMAR. Para compartilhar. Para trocar experiências e enrgias.

Espero que gostem dos textos.

Com amor,

Rute Moabita





~MULHERES QUE CORREM COM LOBOS BY MALUZINH@ ~


Introdução Cantando sobre os ossos

A fauna silvestre e a mulher selvagem são espécies em risco de extinção.
Observamos,ao longo dos séculos,a pilhagem,a redução de espaço e o esmagamento da natureza instintiva feminina. Durante longos períodos ela foi mal gerida,à semelhança da fauna silvestre e das florestas virgens. Há alguns milênios,sempre que lhe viramos as costas,ela é relegada às regiões mais pobres da psique.

As terras espirituais da Mulher Selvagem, durante o curso da história,foram
saqueadas ou queimadas,com seus refúgios destruídos e seus ciclos naturais transformados à força em ritmos artificiais para agradar os outros. Não é por acaso que as regiões agrestes e ainda intocadas do nosso planeta desaparecem à medida que fenece a compreensão da nossa própria natureza selvagem mais íntima.

Não é tão difícil compreender porque as velhas florestas e as mulheres velhas não são consideradas reservas de grande importância.Não há tanto mistério nisso. Não é coincidência que os lobos e os coiotes, os ursos e as mulheres rebeldes tenham reputações semelhantes.

Todos eles compartilham arquétipos instintivos que se relacionam entre si, por isso,têm reputação equivocada de serem cruéis,inatamente perigosos,além de vorazes.

A vida e meu trabalho como analista junguiana e cantadora,contadora de histórias,
me ensinaram que a vitalidade esvaída das mulheres pode ser restaurada por meio
de extensas escalações "psíquico-arqueológicas", e,através de sua incorporação ao arquétipo da Mulher Selvagem,conseguimos discernir os recursos da natureza mais
profunda da mulher.

A mulher moderna é um borrão de atividade. Ela sofre pressões no sentido de ser
tudo para todos. A velha sabedoria há muito não se manifesta. O título do livro, Mulheres que correm com os lobos,mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem,
foi inspirado em meus estudos sobre a biologia de animais selvagens, em especial os lobos.

Os estudos de lobos Canis Lupus e Canis rufus são como a história das mulheres, no que diz respeito à sua vivacidade e à sua labuta. Os lobos saudáveis e as mulheres
saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada,espírito
brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção.

Os lobos e as mulheres são gregários por natureza,curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes,seu parceiro e sua matilha. Têm experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e uma extrema coragem.

No entanto as duas espécies foram perseguidas e acossadas,sendo-lhes falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor que os seus detratores.

Foram alvo daqueles que preferiam arrasar as matas virgens bem como os arredores selvagens da psique,erradicando o que fosse instintivo,sem deixar que dele restasse nenhum sinal.

A atividade predatória contra os lobos e contra as mulheres por parte daqueles que não os compreendem é de uma semelhança surpreendente. Foi por aí que o conceito do arquétipo da mulher Selvagem primeiro se concretizou para mim:no estudo dos lobos.

Estudei também outras criaturas como, por exemplo, os ursos, os elefantes e os pássaros da alma-as borboletas. As características de cada espécie forjassem indicações abundantes do que pode ser conhecido sobre psique instintiva da mulher.

Chamo-a Mulher Selvagem porque essas exatas palavras, mulher e selvagem, criam llamar o tocar a la puerta, a batida dos contos de fadas à porta da psique profunda da mulher.Llamar o tocar a la puerta significa literalmente tocar o instrumento do nome para abrir uma porta.

Significa usar palavras para obter a abertura de uma passagem. Não importa a cultura pela qual a mulher seja influenciada,ela compreende as palavras selvagem e mulher intuitivamente Quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente,uma sábia, uma visionária,um oráculo,uma inspiradora, uma instintiva,uma criadora,uma inventora e uma ouvinte que guia,sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos exterior e interior.

Quando as mulheres estão com a Mulher Selvagem , a realidade desse relacionamento transparece nelas. Não importa o que aconteça,essa instrutora, mãe e mentora vagem dá sustentação às suas vidas interior e exterior. Portanto,o termo selvagem neste
contexto não é usado em seu atual sentido pejorativo de algo fora de controle,mas em seu sentido original, de viver uma vide natiral,uma vide em que a criatura tenha uma integridade inata e limites saudáveis.

Essas palavras, mulher e selvagem, fazem com que as mulheres se lembrem de quem são e do que representam. Elas criam uma imagem para descrever a força que sustenta todas as fêmeas. Elas encarnam uma força sem a qual as mulheres não podem viver.

O arquétipo da mulher selvagem pode ser expresso em outros termos igualmente apropriados. Pode-se chamar essa poderosa natureza psicológica de natureza instintiva, mas a Mulher Selvagem é a força que está por trás dela.(...mesmo a mulher presa com a máxima segurança reserva um lugar para o seu self selvagem,,pois ela intuitivamente sabe que um dia haverá uma saída,uma oportunidade,e ela
poderá escapar.).

A mulher selvagem carrega consigo os elementos para a cura;traz tudo o que a mulher precisa ser e saber.Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções,signos e símbolos.

Ela é tanto o veículo quanto o destino. Aproximar-se da natureza instintiva
não significa desestruturar-se,mudar tudo da esquerda para a direita,do preto
para o branco,passar do oeste para o leste,agir como louca ou descontrolada.
Não significa perder as socializações básicas ou tornar-se menos humana.
Significa exatamente o oposto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade.

Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha,ocupar nosso corpo com segurança e orgulho independente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria.estar consciente, alerta,recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inato às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos,descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível.

E então,o que é a Mulher Selvagem?

Do ponto de vista da psicologia arquetípica,bem como da tradição das contadoras de histórias,ela é a alma feminina. No entanto, ela é mais do que isso. Ela é a origem do feminino. Ela é tudo o que for instintivo,tanto do mundo visível quanto do oculto-ela é a base. Cada um de nós recebe uma célula refulgente que contém todos os instintos e conhecimentos necessários para nossa vida."



(Extraído do belíssimo livro de Clarissa Pinkola Estés, Mulheres que correm com os lobos. )

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Como você quer estar bem com o outro, se não estiver bem consigo mesmo?

Por Elisabeth Cavalcante
12 de July de 2007
autoria de :: Elisabeth Cavalcante ::
contribuição Kauane Pathmaker

Um dos maiores desafios no caminho do autoconhecimento é aprender a olhar para dentro. Geralmente, costumamos procurar a raiz de nossos problemas e dificuldades no mundo exterior. O outro, as circunstâncias de nossa vida, o destino, são sempre, a nosso ver, os causadores de nossas derrotas, medos e angústias.

Ao iniciarmos a busca pela origem de nossos problemas, é fundamental que aprendamos a exercitar a auto-observação, um foco permanente na forma como reagimos ao mundo e às pessoas. Quanto mais dependente do exterior for nosso equilíbrio, mais difícil será nos libertarmos de nossas aflições.

O teste é simples: basta, a cada momento, observar como reagimos às opiniões e atitudes dos outros para conosco, ou aos acontecimentos que contrariam nossa vontade. Se ruminarmos por horas, ou até mesmo dias, aquilo que nos desagradou, ofendeu, magoou, estaremos alimentando cada vez mais o ego, a parte de nosso ser que precisa de aprovação, atenção e incentivos permanentes para poder ser feliz.

Observar os sentimentos e as emoções é apenas o primeiro passo. Quanto mais fundo formos nesse mergulho e encararmos nossas dificuldades com coragem, entendendo que elas são fruto de toda uma vida de condicionamento imposto a nós pelo mundo exterior, mais rapidamente entraremos em contato com nosso Self.

Ele constitui a dimensão mais elevada do ser humano, a conexão direta com o divino poder criador, que sempre esteve presente e sempre estará em nós, independente da forma física que assumirmos, pois sua natureza é eterna. Reencontrá-lo é uma bênção, uma dádiva que está ao alcance de todos, desde que estejam dispostos a vencer o medo da viagem.

“Um famoso ditado Sufi diz: aquele que conhece os outros, é erudito; aquele que conhece a si é sábio. Ser erudito é fácil, para ser sábio tem que ter vísceras, coragem. Por que? Por que no mundo é preciso ser corajoso para conhecer a si? Existem razões.

A primeira razão é: existe um medo de que se você mergulhar em si mesmo, poderá não encontrar alguém lá... E de certa maneira este medo está certo. Você não vai mesmo encontrar alguém lá. Esta apreensão está certa.

... Alguma coisa vai ser encontrada lá, mas é algo que não se define, é algo que não se expressa em palavras. E este algo não é sua posse; este algo é tanto seu quanto é de todo mundo. Você encontrará algo, mas será o centro universal. Você não encontrará qualquer indivíduo lá, nenhum ego será encontrado. Por isto, o medo. Você irá desaparecer.

No autoconhecimento você irá desaparecer completamente. Por isto as pessoas conversam a respeito dele, perguntam a respeito dele, lêem livros a respeito, mas nunca entram. Um medo inconsciente impede seu caminho.

... Quem sabe no que você vai tropeçar quando mergulhar em si? Pesadelos, monstros... Quem sabe o que está lá dentro? Por que abrir a caixa de Pandora? Mantenha-a firmemente fechada e sente-se em cima. Isto é o que todo mundo está fazendo. E, sob certo sentido, o medo está certo - mas somente sob certo sentido.

No começo você encontrará baratas, rinocerontes, répteis e todo tipo de coisas horríveis - porque estas são as coisas que você esteve reprimindo em si mesmo, estas são as coisas que você não permitiu. Você reprimiu a raiva, o ciúme, a possessividade, o ódio. Você reprimiu a violência e o assassinato. Todas estas coisas estão ali. Esta é a barata que está dentro de você. A violência tornou-se uma perna, a possessividade tornou-se outra e o ciúme uma outra mais...

Quando mergulhar dentro de si, você terá que encarar tudo isto. Naturalmente, esta não é a história toda. Se você puder encarar a barata, se você puder ir cada vez mais fundo, sem qualquer medo, e observar tudo o que estiver acontecendo, e lembrando-se que ‘eu sou apenas um observador, uma testemunha a tudo isto. Eu não posso ser a barata porque eu posso ver’... o que você consegue ver não é você.

Guarde isto como uma chave, uma lembrança constante: tudo o que você vê, não é você. Você vê a raiva? Então você não é ela. Você vê a fome? Então você não é ela. Você vê a sexualidade? Então você não é ela. Você é aquele que testemunha tudo isto. Lembre-se da testemunha e, pouco a pouco, todas as baratas desaparecerão, assim como todos os rinocerontes e tudo o mais que é feio.

O testemunhar é um fenômeno tamanho que dissolve tudo que é feio. Pouco a pouco, somente a testemunha permanece. Mas esta testemunha não será você; ela é Deus. Esta testemunha não pode ser confinada em um Eu - ela é puro ser.

Há poucos dias eu lhes disse que existem duas inscrições gravadas no templo de Apolo em Delfos: ‘Conheça-te a ti mesmo’ e ‘Nada em excesso’. Há uma relação entre estas citações. O homem era aconselhado a conhecer a si mesmo, e no seu conhecer ele deveria evitar extremos. Quais são os extremos?

Dois são os extremos: o inferno e o céu, as baratas feias e as lindas borboletas. Você tem que permanecer uma testemunha de ambas. Você não é nem a barata nem a borboleta com cores psicodélicas. Nem isto nem aquilo - neti neti. Você é apenas o observador, o espelho que reflete a barata e que reflete a borboleta.

De acordo com os sacerdotes de Delfos, um extremo era a tentativa de ir além de sua finitude, agir como se fosse infinito. Isto acontece. Se você for para dentro, ou começa a sentir que é alguma coisa como uma criatura do inferno, ou começa a sentir que você é um anjo, uma criatura celestial. Mas em ambos os casos você novamente criou um ego. Evite os extremos, porque o ego consegue existir apenas com os extremos. Ele morre no meio. O meio dourado é a sepultura do ego.

... de vez em quando é bom descansar por uns dias num retiro nas montanhas, só para um descanso, mas você tem que voltar para o mundo. Sim, é bom meditar por algumas horas, mas depois você tem que voltar para o mundo. ...Não comece a pensar que você está separado, porque o autoconhecimento não pode ser alcançado na separação. Ele é alcançado na união.

E a união mais íntima possível é com outra pessoa. Como você pode estar em comunhão com as árvores se você não consegue estar em comunhão com pessoas? Como você pode estar em comunhão com as pedras se você não consegue estar em comunhão nem mesmo com seu amado ou sua amada? Isto é absurdo! Toda esta idéia é absurda.

... Eu tenho visto pessoas vivendo anos e anos nas montanhas.....elas podem viver num silêncio, mas o silêncio será das montanhas, não é uma realização delas. A não ser que você consiga viver o silêncio na praça do mercado, ele não será uma realização sua.

Ao retornar do Himalaia você, de repente, ficará chocado, pois continuará sendo a mesma pessoa que era antes de ter ido para lá, talvez você esteja até pior. Você não será capaz de tolerar o barulho, o tumulto do mundo. Que tipo de realização é esta? Em lugar de se tornar mais capaz, mais integrado, você terá se desintegrado, terá se enfraquecido. Você não ganhou força.

... Autoconhecimento é um conceito muito estranho, e você precisa compreendê-lo, porque este é todo o trabalho de um Sufi: como conhecer a si mesmo...
Autoconhecimento é um tipo de conhecer, mas não de conhecimento. É um tipo de consciência, luminosidade, mas não conhecimento.

... Hassan costumava orar todos os dias diante do mosteiro, sentando-se na rua. E ele chorava em prantos, olhava para o céu e dizia: ‘Deus, abra a porta! Eu tenho esperado há tanto tempo. Não foi o suficiente? Terei eu que passar por mais testes? Você ainda não me testou o suficiente? Abra a porta! Eu estou chorando. Eu estou em prantos. Eu estou gritando - abra a porta!’

Esta era a sua constante prece, toda manhã e toda tarde. Onde quer que estivesse, ele ia ao mosteiro, sentava-se na rua e orava. Rabia estava passando um dia. Ela bateu na cabeça do Hassan e disse, “Que tolice você está falando? A porta está aberta! Mas você está tão absorvido em seus gritos ‘Abra a porta! Escute-me, Senhor. Por que você não abre a porta’? Você está tão ocupado com essas tolices, que você não consegue ver que a porta está aberta. Ela sempre esteve aberta”.

Eu concordo com Rabia... Tudo está disponível. Você não precisa lutar. Você nem mesmo precisa se entregar. Porque a entrega é a polaridade oposta à luta. Você tem apenas que estar no meio. Tem que estar no estado de não-fazer, nem lutar e nem se entregar. E de repente você será capaz de ver que a porta está aberta. Você nunca foi a nenhum outro lugar. Você sempre esteve aqui. Onde mais você poderia ir? Estar dentro é a sua natureza. E então tudo é revelado como um relâmpago. De repente a escuridão desaparece e tudo é luz...
OSHO – The Perfect Mater

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A Dança do Ventre

Olá, meus amigos,

Existem várias formas de trabalharmos internamente o feminino, trazendo as nossas deusas internas à Luz, e aprendendo a lidar com a energia feminina.
Afinal, a nossa deusa interna foi reprimida por tantos milênios nessa sociedade patriarcal, que a maioria de nós, mulheres, não sabem simplesmente ser mulher.
Seja porque tem que ser "homens", para disputar pelo mercado de trabalho, seja porque tem que ser a virgem puerial e casta eternamente, imagem cultuada pela igreja católica e tão arraigada em nosso meio.
E quando tentam apenas simplesmente ser mulheres, na maioria das vezes tem que se tornar submissas e dominadas pelos homens, sejam os pais quando jovens, ou os maridos quando adultas.
Depois de tantos anos lutando contra o domínio masculino, as mulheres acabaram se "esquecendo" como é ser mulher, e se elas não sabem, imagine os homens.
A dança do ventre pode ser um forma poderosa de despertar o feminino que foi tão maltratado durante tanto tempo, trazendo de volta a mulher bela, poderosa, que encanta e magnetiza, com arte e magia de volta para nossas vidas.
Pode ser usada terapeuticamente e unida a outras formas de terapia, para trazer de volta 'a luz a deusa que foi tantas vezes reprimida, através de técnicas específicas como a escolha da cor da roupa ligada ao chacra desarmônico, e o uso de instrumentos e elementos específicos como o fogo, a água, etc, de acordo com o que você precisa trabalhar.

Coloco um lindo texto sobre a dança do ventre aqui, espero que gostem.

Beijos de Luz,

Rute Moabita


A dança do ventre é uma dança Milenar, e foi praticada por sacerdotizas no antigo Egito. É uma dança que cresce no mundo todo. A procura das mulheres por esta dança evidencia o renascer da força feminina no universo e porque tantas mulheres envolvidas com o estudo da magia natural procuram a dança., para aquelas que não acreditam, a procura também aumentou para que as mulheres procurassem resgatar sua feminilidade ou simplesmente dançar esta dança que mexe com nossas fantasias.

Origem da dança do Ventre

Dança do ventre foi um nome dado pelos franceses, para os americanos, Belly dance. No oriente chama-se Raqs el Sharke, que quer dizer dança do leste. A origem da dança do ventre é até hoje um mistério. A versão mais aceita entre os profissionais da área e antropólogos são os rituais de fertilidade realizados no Egito. Porém, alguns apontam para a Mesopotâmia o nascimento desta dança :
" Embora a dança seja comumente associada ao Egito e Arábia, as notícias mais antigas sobre o tema vêm da Mesopotâmia, ali, as mulheres dançavam em louvor à Grande Mãe, que ganhou nome de Inana entre os sumérios, Ishtar entre os Assírios babilônicos e Astarte entre os cananeus e fenícios- todas elas ligadas a fecundidade, vegetação e ao amor "
Revista Planeta - Setembro 1999
Ou ainda: " A dança do ventre é um ritual sagrado anterior à mais antiga civilização reconhecida históricamente, a dos sumérios em 6.500 a.C. ... Os sumérios que chegaram por volta de 3.500 anos a.C. às mesmas terras, vindos da Ásia Central - também reverenciavam a Grande Mãe, que se manifestava sob a forma da deusa Inana."
Revista Mais Vida - Fevereiro1996
Estes rituais de fertilidade podem ser encontrados em todas as culturas primitivas. Sabemos, através das pesquisas que a dança surgiu destas manifestações religiosas, porém, não podemos afirmar que dentro de todas estes rituais dos diferentes povos, a coreografia utilizada tenha sido comum e igual a dança do ventre que conhecemos hoje. Devido a isso, é errado dizer que a dança do ventre surgiu destes rituais de fertilidade. Porém, históricamente sabemos da invasão árabe no Egito e, como são eles os responsáveis por sua propagação, podemos afirmar então, que ela surgiu dos rituais de fertilidade realizados no Egito. Aproximadamente no ano 5.000 a.C (segundo papyros e hieroglifos em pedra), a dança era praticada por sacerdotizas nos templos em honra a deusa Mãe Ísis, pedindo fertilidade para as mulheres, animais solo, etc. As sacerdotizas dançavam para que os sacerdotes entrassem em transe e, na época de plantio, era comum o ato sexual entre eles como um ritual. Encontra-se ainda relatos sobre a origem dança do ventre no Egito criada por um escravo africano chamado Bes em homenagem a Hathor, outra deusa mãe. Esta era associada a fertilidade da terra.

Souhair Zaki

Minha grande musa inspiradora. Seu olhar fala por si. è uma bailarina única pois somente ela revela a dança do ventre dançada com amor fraterno e por mais linda que ela esteja nunca tranparece sensualidade. Ela desliza e sorri como um anjo, sua dança é pura e ingênuae ensina à todas o sentido desta dança sagrada da qual ela caracteriza tão bem.

Uma outra versão da dança no Egito é, segundo Regina Ferrari, os fenômenos da natureza terem sido associados a origem divina pelos antigos egípcios. Estes não compreendiam as alternâncias do dia e da noite e acreditavam que, no céu, vivia Nut, uma grande Deusa protegendo a Terra e parindo de seu ventre o Sol todos os dias e a Lua todas as noites. Mais tarde, a crença expandiu-se para as deusas Hathor, a mãe Vaca e Ísis, a deusa da Lua. Nos rituais em homenagem às deusas, segundo ela, nos templos de Ísis , eram praticadas danças que simulavam, através de movimentos e ondulações no ventre, a origem da vida. Sobre Ísis encontramos hieroglifos gravados em pedra e seu santuário em Dendera e um templo na ilha Filas, onde sacerdotizas ainda resgatam seu culto. A religião da deusa foi a maior e mais antiga religião, praticada por povos primitivos. Segundo relatos de livros sobre este tema, a Deusa foi a divindade suprema durante 30.000 anos, reverenciada e conhecida sob inúmeras manifestações e nomes, em todas as culturas, originando as lendas e os mitos conforme os lugares e períodos de seus cultos. Segundo Claudia Cenci (professora dança do ventre de O Clone), Toda a dança sempre foi em algum momento um ritual religioso e desenvolveu-se para personificar os valores das culturas a que pertencia. Com o enfraquecimento do culto à Ísis a dança do ventre foi perdendo seu caráter sagrado e passou a servir como atração em palácios e festas populares. Por volta do ano 650 d. C. os árabes invadiram o Egito e à dança do ventre eles acrescentaram seu caráter festivo, tomando-a como costume e sinal de celebração e sorte em suas festividades em geral.

Foto Naima Akef

Bailarina Egípcia da década de 1930, iniciou sua carreira no circo.Dotada de grande técnica e estilo, suas coreografioas encantaram o cinema egípcio com sua rte de canto, atuação e dança

Acima, a musa Souhair Zaki

Os árabes, povo nômade por sua característica de mercadores, foram os responsáveis pela divulgação da dança do ventre pelo mundo. Logo, a dança do ventre seria confinada em palácios e haréns, este fato segmentou suas praticantes em awalim (mulher versada em artes, apresentavam-se mais cobertas)- bailarinas de elite, apresentavam-se somente em palácios e grandes haréns e as ghawazee (plural de bailarina profissional - ghaziya). Estas eram mulheres exóticas com cabelos tingidos de hena. Segundo Wendy Buonaventura as ghawazeee originais eram ciganas. Pois o significado de ghawazee é " invasoras", ou seja, tribos que não eram do Egito. Até hoje as bailarinas profissionais são estrangeiras em sua maioria pois, pelo costume , uma mulher de família não deve se expor. As ghawazee dançavam nas ruas, prostiuiam-se para manter os templos à Ísis, e algumas eram até vendidas como escravas pelos árabes. Em 1799, sob o governo de Muhammad Ali, as bailarinas foram pela primeira vez, proibidas de dançar nas ruas, sob pena de 50 chicotadas. Mais tarde, quando Napoleão invadiu o Egito, as bailarinas dançavam para entreter os soldados franceses, equilibrando suas espadas, em troca de dinheiro para manter os templos. Os generais proibiram suas apresentações, porém muitas bailarinas não obedeceram e quase 400 foram decapitadas. Outras foram salvas pelos próprios soldados que as levaram para a França. Prova disso é o quadro "Odalisque"de Renoir retratanto uma bailarina. Quando Napoleão inaugurou a Era Orientalista o interesse do ocidente pelo mundo árabe causou constantes apresentações em eventos para estrangeiros. Em 1893 houve um grande festival em Chicago onde Fahreda Mahzar (Síria) encantou o público com sua dança. A partir daí surgiram várias imitadoras que deturparam a dança do ventre e a propagaram erroneamente.

Samia Gamal

Atriz e bailarina egípcia. Dentre as de sua época foi sem dúvida a mais famosa de todas.

Logo, várias bailarinas saíram do Oriente em busca de trabalho, muitas de origem simples, algumas expulsas de casa. Porém Armen Oharian (Armênia) foi uma exceção, proveniente de família próspera, culta optou pela dança abandonando seu casamento. Foi uma grande bailarina profissional que trabalhou para manter o estilo da dança do ventre em sua forma original, embora lamentasse que as ocidentais jamais entendessem o sentido real desta dança. Anos mais tarde, com o surgimento da escola Isadora Duncam, sua aluna Ruth St. Denis foi uma profissional dedicada a criação de uma nova dança. Gertrude Vanderbilt Whitney, sua aluna, foi uma das bailarinas de dança do ventre mais famosas na américa. Várias bailarinas americanas diziam-se descendentes de árabes para darem maior credibilidade a seu trabalho, dentre elas Mata Hari, dizia- se descendente de uma dançarina de um templo distante no oriente. Seu sucesso fez surgir várias imitadoras que acabaram por ultrapassar sua vanguarda. Logo a dança do ventre seria tema de filmes de holywood agregando a seu contexto coreografias e acessórios. Nos filmes de Oscar Willde destaca-se Ali Babá e os 40 ladrões, com a participação da bailarina oriental Samya Gamaal. Sua entrada para o cinema acrescentou a ela influencias de ballet clássico, jazz e dança espanhola e indiana.

A dança do ventre no Brasil

O berço da dança do ventre no país é São Paulo. Lá, há mais de 30 anos atrás aproximadamente a bailarina conhecida como Sharazad, vinda do oriente ministrava suas aulas em casa para alunas que logo seriam as responsáveis pela propagação da dança no país. Nos anos 70, alguns restaurantes árabes como Semíramis, Bier Maza e Porta Aberta possuiam apresentações de dança do ventre como atração para seu público frequentador (em sua maioria, pessoas da colônia árabe). Em geral, três músicos tocavam num pequeno palco (alaúde, derback e dâff), e num determinado momento do jantar, eram chamadas uma ou duas bailarinas, para fazerem suas apresentações. Surgia a primeira geração de bailarinas no Brasil.

Samia Gamal

Eram elas, Shahrazad, Samira, sua aluna, Rita, Selma, Mileidy e Zeina. Em 1983 nascia a casa de chá egípcia Khan El Khalili e anos após, sua bailarina destaque, aluna de Sharazad, Lulu Sabongi importante peça de desenvolvimento da dança no país devido sua enorme dedicação e estudo pela dança. Nasceram assim os vídeos didáticos, cds e revistas para estudo. As bailarinas de todo o país viajam para aprimorar-se nesta casa de chá onde realiza-se cursos e aulas regulares, e, pelo que se sabe, foi a primeira casa voltada para o estudo da dança do ventre. Importante também são os estudos realizados por Claudia Cenci, jornalista e bailarina e sua atuação como bailarina e consultora na novela O Clone, resgatando os costumes árabes e a influência da dança do ventre nesta cultura, oportunizando ainda o conhecimento da dança para milhões de expectadores e das bailarinas de todo o país.

As modalidades da dança e suas características

A dança do ventre que estudamos hoje é proveniente do Egito. É dela que temos os passos básicos antes de sua transformação ( mais a nível de deslocamentos e giros). Estudando sua origem, descobrimos que a dança do ventre tem um caráter de ritual sagrado além de seu aspecto folclórico e sua forma tradicional (balady). Concluímos que haja daí, danças com caráter de ritual .

Dança Tradicional - Consideramos dança tradicional aquela executada no país que consideramos berço da dança do ventre para o mundo na sua forma mais original e aquelas oriundas diretamente desta. Subdividimos então o estilo tradicional em: BALADY - Consideramos dança tradicional aquela mais comum e proveniente do Cairo já que constatamos ser o Egito o berço da dança do ventre para o mundo. Segundo Claudia Cenci a dança tradicional egípcia é a dança chamada Balady, dança de camponesas egípcias com pouca ou nenhuma movimentação de braços e deslocamentos e ênfase nos movimentos de quadril. O Baladi é uma dança popular dançada em caráter solo. Sua música contém improviso de um músico solando (taksim) e histórias de amor cantadas chamadas mawales. A partir desta dança novas "correntes" expandiram-se e através das várias influências que sofreu: ásiática, conferindo-lhe graça e postura, Índia e Pérsia, movimentos da cabeça, mãos e braços e da Turquia as ondulações, fizeram surgir um novo estilo de dança, a Raks el Sharqi , a dança clássica do mundo árabe.

Samia Gamal

RAKS EL SHARQI - Clássico - A dança clássica utiliza-se de músicas, em sua maioria compostas para a bailarina, propondo ritmos de entrada desta em cena, o desenvolvimento da música com altos e baixos e vários ritmos e o grande final, onde a bailarina deve deixar o palco dançando. Este estilo de dança utiliza-se muito de passos do ballet clássico como arabeske, giros, chassê, etc. A ênfase é o uso mais da parte superior do corpo do que a de baixo. Este estilo de música foi imortalizada por Om Kalsoum, cantora libanesa que cantava com profunda emoção. Suas músicas chegavam a durar uma hora e suas apresentações eram motivo de feriado para os árabes. Já a dança moderna é popular no oriente e utilizada para boates, rádios, etc.
Moderno: Muitas das músicas de Oum Koulsoum tiveram trechos regravados de forma mais moderna, além disso surgiram novos cantores com características mais populares com certa influência ocidental porém permanecendo seus ritmos característicos. O que diferencia o clássico e o moderno do balady são as músicas utilizadas para ilustrá-los, não com ritmos pré-determinados, mas com estilo da música, influenciando diretamente em sua movimentação.

Tahya Carioca

Foi uma grande bailarina e atriz egípcia reverenciada até hoje em sua pátria. Ficou famosa por sua interpretação de Carmem Miranda em " A Carioca".

Tahya e suas lindas coreografias.

RAKS ESTA ARADI - A partir do Sharqi e dos filmes de musicais egípcios surge outro estilo de dança a Raks Esta Aradi ou dança-show, fazendo uma alusão aos filmes de Holywood.
Folclórico- As danças folclóricas são de origem de alguma região específica ressaltando suas caracetrísticas e hábitos que repetidos dia após dia, tomam forma transformando-se em música poesia e movimento. Etimologia da palavra folclóre: folk= povo, nação, raça e lore= conhecimento, educação. As danças folclóricas ultrapassam gerações, Sua característica principal é a integração e respeito a costumes e tradições. Está ligada diretamente com o modo de vestir, músicas regionais e modo de vida do povo de origem. Concluímos por tanto, que as danças folclóricas utilizam-se de músicas e vestes específicas e que sua dança ressalta algum costume do povo de sua origem. Desta forma para executá-la, é preciso, com base nestas informações, interpretar todo este ambiente. Ritualística - Esta é a segmentação da dança que resguarda seus aspectos de origem religiosa ou ainda que retrata algum costume do povo árabe personificando suas superstições. Cada uma destas danças tem um motivo simbólico evocando deuses, pedindo graças, proteção, etc. Para retratá-la é preciso respeitar o modo como atuá0la para que sua prática traga à tona o seu significado de ritual.

Os acessórios

Os acessórios utilizados na dança do ventre

Através de pesquisas em livros, revistas e entrevistas, estudaremos os acessórios utilizados para a dança do ventre e descobriremos quais deles enquadram-se na segmentação feita acima: Tradicional, Folclórica ou ritualística.
As modalidades estudadas serão: - punhal - bastão - castiçal - espada - taças - candelabro - snujs - pandeiro - jarro - lencinho - incensário - véus - serpente
Tonifica os músculos do glúteo, coxas e ventre.
Massageia os órgãos internos do ventre proporcionando melhor funcionamento do intenstino. D iminui as cólicas menstruais. Em uma aula pode-se perder de 300 a 500 kcal! Proporciona ainda o alinhamento dos chakras, consciência corporal, desenvolve a concentração e coordenação motora

Primeiros Passos

Há um segmento da linha de aprendizado exotérica que separa os rítmos em dois: lunares e solares. Os lunares são os movimentos ondulados e redondos. Já os solares são os bem marcados como batidas de quadril, egípcio, shimy e pulsação do ventre.

R E D O N D O pequeno Girando o quadril encolhendo e soltando a barriga, mantendo -o no mesmo lugar. Sobe-se alternadamente cada joelho.

REDONDO MÉDIO sem alternar os joelhos projete o quadril para frente, lado, atrás outro lado, reproduzindo um pequeno círculo.

REDONDO GRANDE igual ao anterior porém a projeção para trás é maior.

O I T O - I N F I N I T O para frente Coloque o quadril para o lado e torça levemente para fente, leve o quadril para o outro lado,(sem levantar o calacanhar), desenhando um oito deitado ao chão.

Najua Fouad

Foi a maior bailarina do Líbano. Ainda ministra aulas mas sua performance decaiui muito após seu envolvimento com dogras na década de 70.

O I T O - I N F I N I T O para trás igual ao anterior só que torcendo o quadril para trás após a lateralização do mesmo.

OITO EGÍPCIO (para cima)Leve o quadril para o lado em seguida para cima ( inicie o seu treino levantando o calcanhar para subir o quadril e leve para o outro lado levantando-o em seguida, desenhando um oito infinito na vertical.

OITO MAYA (para baixo)Elevando o quadril para cima e em seguida leve para o lado descendo o calcanhar,suba ou outro lado e leve o quadril para fora, mesmo lado que você subiu, desenhando um oito infinito na vertical.

OITO INFINITO com um lado do quadril Com uma perna em meia ponta á frente da outra, eleva-se o quadril e o baixa desenhando com ele um oito.

OITO INFINITO com a perna Arrasta-se o pé em meia ponto no chão, tentando deixá-la esticada, deslocando ainda mais o quadril. O pé desenha um oito no chão á frente e atrás da perna de base, o quadril imita o movimento do pé.

CAMELO para fora (pélvico)Pernas afastadas e levemente flexionadas. Quadril solto inclinado á frente, eleva-se o bum-bum para trás e depois para frente, desenhando um oito com o quadril

CAMELO para dentro Pernas afastadas e joelhos relaxados. Quadril solto projetado á frente, encaixa-se o quadril deslocando-o para trás com o abdômem encolhido, leve o peso para trás assim e relaxe quando o peso estiver no calcanhar.

ONDA Enche-se primeiro a parte superior da barriga empurrando o ar para baixo de uma forma contínua sem mexer o tronco. É feita também de baixo para cima. Este movimento simboliza o parto ou o ato de dar a luz.

SHIMY da barriga É feito através de uma respiração rápida na barriga, produzindo um tremido.(contrações rápidas)

Dina

Não poderia faltar. è a bailarina mais sensual do Egito e mais famosa atualemnte. Sua beleza incontestável aliada a sua técnica e energia contagiante garantiram-lhe o respeito dos egípcios e até o direito de utiulizar roupas sumárias em seus shows.

BATIDA LATERAL - de quadril, transfira o peso de um lado para o outro produzindo batidinhas para os lados,

SHIMY de quadril São as batidas de quadril feitas contínua e rapidamente. SHIMY com todo o corpo Flexiona-se os joelhos rapidamente produzindo um tremor em todo o corpo com ênfase na barriga.

SHIMY com os seios Sacode-se os ombros de um lado para o outro rapidamente.

EGÍPCIO É o passo básico. Em posição ereta coloca-se uma perna em frente a outra. A da frente fica sempre em meia ponta alta. Então sobe-se o lado do quadril que tem a perna à frente, baixa, sobe e chuta com o pé. Pode ser feito lento ou rápido. Dele há variações para acompanhar o ritmos, como subindo e descendo o quadril sem sem chutar, etc.

"NOIVA" Caminhando para frente ou para trás, a perna da frente eleva o quadril, passo com os joelhos flexionados, produzindo um caminhar majestoso.

SEIOS É possível fazer vários desenhos com os seios, a letra "e", minúscula, letra "z" letras "m" e "n", o oito na vertical e horizontal, um círculo e a letra "s".

SERPENTE É o movimento que se faz com a cabeça deslocando-a para um lado e para o outro ou ainda produzindo um círculo.

TWIST - Coloque uma perna em frente á outra, transfira o seu peso para a perna da frente, depois para a de trás, quando for à frente, faça uma torção leve pra dentro.

OITO QUEBRADO - ou robozinho, levante o pé do chão para levantar o quadril, depois o outro lado e inicie uma marcha assim, sem mexer o tronco, até conseguir fazer também sem tirar os pés do chão (levantando os joelhos)

Pesquisa realizado por Muna Zaki - Pós Graduação em dança da PUCRS


Fifi Abdo

Juntamente com Dina, é a bailarina de maior sucesso atualmente no Egito. Dotada de um quadril incrívelmente potente, sua dança é forte e impressionante. Foi empregada doméstica de um músico que descobriu seu talento e iniciou sua carreira.

Revista Planeta.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Amor, Sonho e Medo

Amor, Sonho e Medo


Qual de nós conhece o amor? Qual de nós não tem sonhos? Qual de nós não conhece o medo? E, qual de nós consegue viver nossos sonhos de forma plena? E por que não conseguimos viver os nossos sonhos de forma plena?

Não conseguimos viver nossos sonhos, porque existe em nós falta de amor, fato esse que se traduz em baixa-estima. Não falo aqui de amor vindo do exterior, ou de uma outra pessoa. Falo de amor de nós por nós mesmos. Mas muitos dirão: que absurdo... eu me amo.

Saiba que no dia em que conseguirmos nos amar mesmo, todos os nossos medos se evaporam. Sumirão como num passe de mágica, pois o amor é a energia que nos impulsiona, é justamente a energia oposta a do medo.

O amor é a energia de expansão, enquanto contração é a energia do medo. O amor trata da expansão e nossas vidas precisam expandir para que sintamos amor em nossos corações.

E o medo? O que significa? O medo representa a fé que temos na destruição. Embora saibamos que não exista destruição! Pois no fundo do nosso mais profundo inconsciente, sabemos que somos seres imortais. Somos Deuses caminhando sobre esse plano, temporariamente dentro de invólucros densos. Somos filhos de Deus perfeitos, aqui trabalhando para auxiliar na ascensão da vida desse planeta que gentilmente nos abriga e, de todas as formas de vida que o habitam.

O amor tem uma forma muito especial de trazer poder e alegria às nossas vidas e, sem poder não pode haver alegria verdadeira. E, a forma mais própria que temos de exercermos o nosso poder, é vivendo os nossos próprios sonhos.

Cada um de nós tem ao menos um sonho. Os nossos sonhos seriam realidade, não fosse o medo que os mantém na condição de sonhos. No fundo não nos sentimos é merecedores de sermos felizes. Isso não é racional, ao contrário, vem do nosso mais profundo inconsciente. Nos julgamos, por atitudes que tomamos num tempo distante, nos sentimos culpados de muitas coisas e só poderemos de fato nos livrar dessas energias, compreendendo que não existem erros, pois tudo nesse plano não passa de aprendizado. Devemos então, nos aproximar da Luz. Por mais incrível que possa parecer, o que mais nos amedronta é a Luz. Não tememos a escuridão e sim a Luz, porque a luz nos torna transparentes.

Entendamos que quanto mais medo rodear o nosso sonho, mais poderoso chega a ser esse medo, impossibilitando que se passe à ação e, que logo se manifeste o que ele representa, não importando se é um sonho material, para trazer riqueza material, para atrair coisas abstratas, tais como o amor na nossa vida, ou para a criação de belas relações, gerando amor. Isto, ainda que continue a ser um sonho e haja medos com respeito ao mesmo. Até que esses medos tenham sido superados, esse sonho sempre continuará a ser um sonho.

O amor tem uma maneira muito graciosa de rodear o medo, embora o medo possa estar sempre presente, o amor o circundará, até que ele torne-se tão diminuto, quase invisível. Mas estará sempre ali, sendo parte integrante do ser humano. É algo muito parecido ao símbolo Chinês do equilíbrio, o Yin e o Yang, onde se vê um pequeno ponto branco na escuridão e um pequeno ponto negro na claridade.

Dentro de cada um de nós encontra-se uma mente mágica, embora temporariamente encoberta por um véu, véu esse que nos distancia da verdade de quem verdadeiramente somos. Quando você olhar a noite para o céu e ver a lua e as estrelas, lembre que você é parte disso tudo, que você e todos os planetas que conseguir avistar e os outros que estiverem distantes de sua visão, você e os universos, são uma só coisa. Luz!

Luz em sua vida!

Palermo

texto recebido por e-mail

Deusa Ísis

Meus queridos,

Para que possamos vivenciar o Amor em toda a sua plenitude, cabe trabalhar a Deusa e o Deus Interno, que assim manifestado, nos permite a troca com o (a) companheiro (a), ou consorte.

Existem muitas formas de realizar este trabalho, terapias individuais ou em grupo, e cada escolhe aquela forma que mais se adapta 'a sua natureza.

Coloco aqui um texto sobre a Deusa Ísis, considerada a maior divindade feminina egípcia, para que possamos nos espelhar.

Beijos de Luz,

Rute Moabita



DEUSA ÍSIS

Eu concebi
carreguei
e dei à luz a toda vida
Depois de dar-lhe todo meu amor
Dei-lhe também meu amado Osíris
Senhor da vegetação
Deus dos cereais
para ser ceifado
e nascer outra vez
Cuidei de você na doença
fiz suas roupas
observei seus primeiros passos
Estive com você até mesmo no final
segurando sua mão
para guiá-lo para a imortalidade
Você para mim é TUDO
E eu lhe dei TUDO
E para você eu fui TUDO
Eu sou sua Grande-Mãe, ÍSIS



Nossa amada Deusa Ísis foi cultuada e adorada em inúmeros lugares, no Egito, no Império Romano, na Grécia e na Alemanha. Quando seu amado Osíris foi assassinado e desmembrado pelo seu irmão Seth que espalhou seus pedaçospor todo o Egito, Ísis procurou-os e os juntou novamente. Ela achou todos eles, menos seu órgãos sexual, que substitui por um membro de ouro. Através de magia e das artes de cura, Osíris volta à vida. Em seguida, ela concebe seu filho solar Hórus.

Os egípcios ainda mantêm um festival conhecido como a Noite da Lágrima. Tal festival tem sido preservado pelos árabes como o festival junino de Lelat-al-Nuktah.

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ÍSIS, DO MITO À HISTÓRIA

No começo só existia o grande, imóvel e infinito mar universal, sem vida e em absoluto silêncio. Não havia nem alturas, nem abismos, nem princípio, nem fim, nem leste, nem oeste, nem norte e nem sul. Das primeiras sombras se desprenderam as trevas e apareceu o caos. Desse ilimitado e sombrio universo surgiu a vida e, com ela, a estirpe dos Deuses.

Conta a mitologia solar que o criador de tudo foi Atum, o Pai dos Pais. A partir do momento que Atum toma consciência de si mesmo, ele tornou-se Rá.
Em sua infinita sabedoria, o Deus consciente, desejou e materializou uma separação entre si mesmo e as águas primordiais, desejando emergir a primeira terra seca em forma de colina a que os egípcios chamaram a "colina benben".

Então Atum criou os outros Deuses. Recolheu seu próprio sêmen na mão, e engolindo-o se fecundou a si mesmo. Vomitou, dando vida a Shu e Tefnut, o ar seco e o ar úmido.

Shu e Tefnut se unem e dão a luz ao Deus Geb, a terra, e a Deusa Nut, o céu, que, por sua vez, quando se uniram fisicamente tiveram quatro filhos: Osíris (Deus da Ordem), Seth (Deus da Desordem) e suas irmãs Ísis e Neftis, nascidos nessa ordem. A nova geração completa o número de nove divindades, a Enéada, que começa com o Deus criador primordial. Na escrita egípcia o três era utilizado para representar o número plural, enquanto que o nove proporciona um meio simbólico de indicar o "todo". A Enéada do Deus Sol é conhecida entre os egiptólogos como a Enéada Heliopolitana.

Osíris, o primogênito, havia herdado de seu pai Geb a terra para governá-la. Já a Deusa Ísis, cujo nome significa "o trono", "a sede" (capital), se uniu a seu irmão Osíris, para sustentar todo o seu poder, estabelecendo-se assim, o primeiro casal real do Egito. Se ele era o rei, soberano da terra, ela ia ser seu trono, a sede eternamente estável, de onde era exercida toda a realeza sobre o Egito.

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ÍSIS E O NOME SECRETO DE RÁ

O Deus Sol Rá tinha tantos nomes que inclusive os Deuses não conheciam todos. Um dia, a Deusa Ísis, Senhora da Magia, se pôs a aprender o nome de todas as coisas, para tornar-se tão importante como o Deus Rá.

Depois de muitos anos, o único nome que Ísis não sabia era o nome secreto de Rá, assim decidiu enganá-lo para descobrir.

A cada dia, enquanto voava pelo céu, Rá envelhecia e até já começava a babar. Ísis recolheu sua baba e modelando-a com terra, deu forma a uma serpente, que depois colocou no caminho de Rá. Esse foi mordido e caiu ao solo agonizante. Ísis disse ao Deus que poderia curá-lo, desde que ele lhe revelasse seu nome secreto. Ele se negou, porém ao notar que o veneno da cobra era potente suficientemente para matá-lo, não teve outra opção a não ser revelá-lo. Com esse conhecimento secreto, Ísis pode apropriar-se de parte do poder de Rá.


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ÍSIS E OSÍRIS (segundo Plutarco)



No Egito, assim como na Babilônia, o culto da lua precedeu o do sol. Osíris, Deus da lua, e Ísis, a Deusa da lua, irmã e esposa de Osíris, a mãe de Hórus, o jovem Deus da lua, aparecem nos textos religiosos antes da quinta dinastia (cerca de 3.000 a. C.).
É difícil fazer um estudo conciso sobre o significado do culto de Ísis e Osíris, pois, durante muitos séculos nos quais esta religião floresceu, aconteceram mudanças na compreensão dos homens em relação a ele.

Nos primeiros registros, Osíris, parece ser um espírito da natureza, concebido como o Nilo ou como a lua, o qual, pensava-se, controlava as enchentes periódicas do rio. Era o Deus da umidade, da fertilidade e da agricultura. Durante o período da lua minguante, Seth, seu irmão e inimigo, um demônio de um vermelho fulvo incandescente, devorava-o. Dizia-se que Seth tinha se unido a uma rainha etíope negra para ajudá-lo na sua revolta contra Osíris, provavelmente uma alusão à seca e ao calor, que periodicamente vinham do Sudão, assolavam e destruíam as colheitas da região do Nilo.

Seth era o Senhor do Submundo, no sentido de Tártaro e não de Hades, usando-se termos gregos. Hades era o lugar onde as sombras dos mortos aguardavam a ressureição, correspondendo, talvez, à idéia católica do purgatório. Osíris era o Deus do Submundo neste sentido, Tártaro é o inferno dos condenados, e era deste mundo que Seth era o Senhor.

Nas primeiras formas do mito, Osíris era a lua e Ísis a natureza, Urikitu, a Verde da história caldéia. Mas, posteriormente, ela tornou-se a lua-irmã, mãe e esposa do Deus da lua. É neste ciclo que este mito primitivo da natureza começou a tomar um significado religioso mais profundo. Os homens começaram a ver na história de Osíris, que morreu e foi para o submundo, sendo depois restituído à vida pelo poder de Ísis, uma parábola da vida interior do homem que iria transcender a vida do corpo na terra.

Os egípcios eram um povo de mente muito concreta, e concebiam que a imortalidade poderia ser atingida através do poder de Osíris de maneira completamente materialista. Era por essa razão que conservavam os corpos daqueles que tinham sido levados para Osíris, através da iniciação, como conta o "Livro dos Mortos"; com efeito, acreditavam que, enquanto o corpo físico persistisse, a alma, ou Ka, também teria um corpo no qual poderia viver na Terra-dos-bem-aventurados, como Osíris que, no texto de uma pirâmide da quinta dinastia, é chamado de "Chefe daqueles que estão no Oeste", isto é, no outro mundo.

Ísis e Osíris eram irmãos gêmeos, que mantinham relações sexuais ainda no ventre da mãe e desta união nasceu o Hórus-mais-velho. No Egito, nesta época, era hábito entre os faraós e as divindades a celebração de núpcias entre irmãos, para não contaminar o sangue.

A história continua contando que quando Osíris tornou-se rei, livrou os egípcios de uma existência muito primitiva. Ensinou-lhes a agricultura e a feitura do vinho, formulou leis e instruiu como honrar seus deuses. Depois partiu para uma viagem por todo o país, educando o povo e encantando-o com sua persuasão e razão, com a música, e "toda a arte que as mesas oferecem".

Enquanto ele estava longe sua esposa Ísis governou, e tudo correu bem, mas tão logo ele retornou, Seth, que simbolizava o calor do deserto e da luxúria desenfreada, forjou um plano para apanhar Osíris e afastá-lo. Confeccionou um barril do tamanho de Osíris. Então convidou todos os Deuses para uma grande festa, tendo escondido seus setenta e dois seguidores por perto. Durante a festividade, mostrou seu barril que foi admirado por todos. Prometeu dá-lo de presente àquele que coubesse nele. Então todos entraram nele por sua vez, mas ele se ajustou somente a Osíris. Neste momento, os homens escondidos apareceram e, rapidamente lacraram a tampa do barril. Levaram-o e jogaram no rio Nilo. Ele boiou para longe e alcançou o mar pela "passagem que é conhecida por um nome abominável".

Este evento ocorreu no décimo sétimo dia de Hator, isto é, novembro, no décimo oitavo ano de reinado de Osíris. Ele viveu e reinou por um ciclo de vinte e oito períodos ou dias, porque ele era a lua, cujo ciclo completa-se a cada vinte e oito dias.

Quando Ísis foi sabedora dos acontecimentos fatídicos, cortou uma mecha de seu cabelo e vestiu roupas de luto e vagou por todos os lugares, chorando e procurando pelo barril. Foi seu cachorro Anúbis, que era filho de Néftis e Osíris, que levou-a até o lugar onde o caixão tinha parado na praia, no país de Biblos. Ele havia ficado perto de uma moita de urzes, que cresceram tanto com sua presença, que tornou-se uma árvore que envolveu o barril. O rei daquele país mandou cortar a tal árvore e de seu tronco fez uma viga para a cumeeira de seu palácio, sem sequer imaginar que o mesmo continha o barril.

Ísis para reaver seu marido, fez amizade com as damas de companhia da rainha daquele país e acabou como enfermeira do príncipe. Ísis criou o menino dando-lhe o dedo ao invés de seu peito para mamar.

Os nomes do rei e da rainha são: Malec e Astarte, ou Istar. Bem sugestivo, pois nos faz ver que Ísis teve que recuperar o corpo de Osíris de sua predecessora da Arábia.

Acabou tendo que revelar-se para a rainha e implorou pelo tronco da árvore que continha o corpo de Osíris. Ísis retirou o barril da árvore e levou-o consigo em sua barcaça de volta para casa. Ao chegar, escondeu o caixão e foi procurar seu filho Hórus, para ajudá-la a trazer Osíris de volta à vida.

Seth que havia saído para caçar com seus cachorros, encontra o barril. Abriu-o e cortou o corpo de Osíris em catorze pedaços espalhando-os. Aqui temos a fragmentação, os catorze pedaços que óbviamente referem-se aos catorze dias da lua.

Ísis soube do ocorrido e saiu à procura das partes do corpo. Viajou para longe em sua barcaça e onde quer que acahasse uma das partes fazia um santuário naquele lugar. Conseguiu reunir treze das peças unindo-as por mágica, mas faltava o falo. Então fez uma imagem desta parte e "consagrou o falo, em honra do qual os egípcios ainda hoje conservam uma festa chamada de "Faloforia", que significa "carregar o falo".
Ísis concebeu por meio dessa imagem e gerou uma criança, o Hórus-mais-jovem.

Osíris sugiu do submundo e apareceu para o Hórus-mais-velho. Treinou-o então para vingar-se de Seth. A luta foi longa, mas finalmente Hórus trouxe Seth amarrado para sua mãe.
Este é o resumo do mito.

Os cerimoniais do Egito eram relacionados com esses acontecimentos. A morte de Osíris, interpretada todos os anos, bem como as perambulações de Ísis e suas lamentações, tinham um papel conspícuo. O mistério final de sua ressureição e a demonstração pública, em procissão, do emblema de seu poder, a imagem do falo, completavam o ritual. Era uma religião na qual a participação emocional da tristeza e alegria de Ísis tinha lugar proeminente. Posteriormente, tornou-se de fato uma das religiões nas quais a redenção era atingida através do êxtase emocional pelo qual o adorador sentia-se um com Deus.

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ARQUÉTIPO DA PROVEDORA DA VIDA




É pelo poder de Ísis, através de seu amor, que o homem afogado na luxúria e na paixão, eleva-se a uma vida espiritual. Ísis, antes de tudo, é provedora da vida. Comumente é representada amamentando seu filho Hórus, pois ela é a mãe que nutri e alimenta tudo que gera. Ísis com seu bebê no colo, acabou transformada na Virgem Maria com o menino Jesus.

Embora Isis fosse considerada como mãe universal ela era venerada como protetora das mulheres em particular. Sendo aquela que dá a vida, que presidia sobre vida e morte, ela era protetora das mulheres durante o parto e confortava aquelas que perdiam seus entes queridos. Em Ísis, as mulheres encontravam o apoio e a inspiração para prosseguirem com suas vidas. Ísis proclamava ser, em hinos antigos, a deusa das mulheres e dotava suas seguidoras de poderes iguais aos do homem.

Esta Deusa é também freqüentemente representada como uma Deusa negra. Este fato está diretamente associado ao período de luto de Ísis (morte de Osíris), quando ela vestia-se de preto ou ela própria era preta.
As estátuas pretas de Ísis tinham também um outro sentido. Plutarco declara que "suas estátuas com chifres são representações da Lua Crescente, enquanto que as estátuas com roupa preta significavam as ocultações e as obscuridades nas quais ela segue o Sol (Osíris), almejando por ele. Conseqüentemente, invocam a Lua para casos de amor e Eudoxo diz que Ísis é quem os decide".

No Solstício de Inverno, a Deusa, na forma de vaca dourada, coberta por um traje negro, era carregada sete vezes em torno do Santuário de Osíris morto, representando as perambulações de Ísis, que viajou através do mundo pranteando sua morte e procurando pelas partes espalhadas de seu corpo. Este ritual, era um procedimento mágico, que tencionava prevenir que a seca invadisse as regiões férteis do Nilo, pois a ressurreição de Osíris era, naquela época, um símbolo da enchente anual do Nilo, da qual a fertilidade da terra dependia.

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ÍSIS E HÓRUS

Muita conhecida de todos os nós é a história de Hórus, o filho de Ísis, a Deusa do Egito, tanto quanto os também tão estimados e conhecidos Maria e o menino Jesus no cristianismo. Entretanto, existem algumas diferenças entre os dois: a Ísis é adorada como uma divindade maternal muito antiga. Algumas vezes é representada com um disco do sol (ou lua) na cabeça, flanqueada à direita e à esquerda por dois chifres de vaca. A vaca era e é por seu úbere dispensador de leite o animal-mãe, usado em muitas culturas como símbolo materno. Outra diferença fundamental entre Ísis e Maria é também o fato de Ísis ter sido venerada como a grande amada. Ainda no ventre materno ela se casou com seu irmão gêmeo Osíris, que ela amava acima de tudo.

Nos rituais antigos egípcios, executados para obter a ressurreição, o olho de Hórus tinha papel muito importante e era usado para animar o corpo do morto cujos membros tinham sido reunidos. Hórus, filho e herdeiro por excelência, é invocado também, para que impeça a ação do réptéis que estão no céu, na terra e na água, os leões do deserto, os crocodilos do rio.

Protetor da realeza, Hórus desempenha ainda, o papel capital do Deus da cura. A magia de Hórus desvia as flechas do arco, apazigua a cólera do coração do ser angustiado.

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ARQUÉTIPO DE CURA



Ísis era invocada nas antigas escrituras como a senhora da cura, restauradora da vida e fonte de ervas curativas. ela era venerada como a senhora das palavras de poder, cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças.

À noção de magia liga-se também, imediatamente ao nome de Ísis, que conhece o nome secreto do Deus supremo. Ísis dipõe do poder mágico que Geb, o Deus da Terra, lhe ofereceu para poder proteger o filho Hórus. Ela pode fechar a boca de cada serpente, afastar do filho qualquer leão do deserto, todos os crocodilos do rio, qualquer réptil que morda. Ela pode desviar o efeito do veneno, pode fazer recuar o seu fogo destruidor por meio da palavra, fornecer ar a quem dele necessite. Os humores malignos que perturbam o corpo humano obedecem a Ísis. Qualquer pessoa picada, mordida, agredida, apela a ísis, a da boca hábil, identificiando-se com Hórus, que chama a mãe em seu socorro. Ela virá, fará gestos mágicos, mostrar-se-á tranqüilizadora ao cuidar do filho. Nada de grave irá lesar o filho da grande Deusa.

Ísis aparece em na nossa vida para dizer que é hora de meditar. Você tem desperdiçado sua energia maternal sem guardar um pouco para si mesma? Sua mãe lhe deu todo o amor que você precisou? Pois agora é tempo de você se dar "um colo" para curar as mágoas do passado. Todos nós precisamos de cuidados maternos, independente de sermos donzela, mãe ou mulher madura.

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ARQUÉTIPO DA MÃE-NATUREZA


Ísis, Deusa da lua, também é Mãe da Natureza. Ela nos diz que para este mundo continuar a existir tudo que é criado um dia precisa ser destruído. Ísis determina que não deve haver harmonia perpétua, com o bem sempre no ascendente. Ao contrário, deseja que sempre exista o conflito entre os poderes do crescimento e da destruição. O processa da vida, caminha sobre estes opostos. O que chamamos de "processo da vida", não é idêntico ao bem-estar da forma na qual a vida está neste momento manifesta, mas pertence ao reino espiritual no qual se baseia a manifestação material.

Com certeza, se a morte e a decadência não tivessem dotados de poderes tão grandes quanto as forças da criação, nosso mundo inteiro já teria alcançado o estado de estagnação. Se tudo permanecesse para sempre como foi primeiramente feito, todas as capacidades de "fazer" teriam sido esgotadas há séculos. A vida hoje estaria hoje totalmente paralisada. E, assim, inesperadamente, o excesso de bem, acabaria em seu oposto e tornar-se-ia excesso de mal.

Ísis, tanto na forma da natureza, como na forma de Lua, tinha dois aspectos. Era criadora, mãe, enfermeira de todos e também destruidora.

O nome Ísis, significa "Antiga" e era também chamada de "Maat", a sabedoria antiga. Isto corresponde a sabedoria das coisas como são e como foram, a capacidade inata inerente, de seguir a natureza das coisas, tanto na forma presente como em seu desenvolvimento inevitável, uma relação à outra.

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O VÉU DE ÍSIS




O traje de Ísis só era obtido através da iniciação, era multicolorido e usado em muitos cerimoniais religiosos.

O véu multicolorido de Ísis é o mesmo véu de Maias, que nos é familiar no pensamento hindu. Ele representa a forma sempre mutante da natureza, cuja beleza e tragédia ocultam o espírito aos nosso olhos. A idéia é a de que o Espírito Criativo vestia-se de formas materiais de grande divindade e que todo o universo que conhecemos era feito daquela maneira, como a manifestação do Espírito do Criador.
Plutarco expressa essa idéia quando diz:"Pois Ísis é o princípio feminino da natureza e aquela que é capaz de receber a inteireza da gênese; em virtude disso ela tem sido chamada de enfermeira e a que tudo recebe por Platão e, pelo multidão, a dos dez mil nomes, por ser transformada pela Razão e receber todas as formas e idéias".
Um hino dirigido a Ísis-Net exprime essa mesma idéia de véu da natureza que esconde a verdade do mistério dos olhos humanos. Net era uma forma de Ísis, e era considerada como Mãe-de-todos, sendo de natureza tanto masculina como feminina. O texto em que esse hino está registrado data de cerca de 550 a.C., mas é provavelmente muito mais antigo.
Salve, grande mãe, não foi descoberto teu nascimento!
Salve, grande deusa, dentro do submundo que é duplamente escondido, tu, a desconhecida!
Salve, grande divina, não foste aberta!
Ó, abre teu traje.
Salve, coberta, nada nos é dado como acesso a ela.
Venha receber a alma de Osíris, protege-adentro de tuas duas mãos.

O véu de Ísis, tem também significados derivados. Se diz que o ser vivo é pego na teia ou véu de Ísis, significando que no nascimento o espírito, a centelha divina, que está em todos nós, é preso ou incorporado na carne. Significa dizer, que todos nós ficamos emaranhados ou presos na teia da natureza. Essa teia é a trama do destino ou circunstâncias. É inevitável que devamos ser presos pelo destino, mas freqüentemente consideramos este enredamento como infortúnio e queremos nos libertar dele. Se aceitarmos esta situação de o ser vivo estar preso a teia de Ísis, acabaremos encarando a trama de nossa vida de maneira diferente, pois é somente deste modo que o espírito divino pode ser resgatado. Se não fosse aprisionado desta forma, vagaria livremente e nunca teria oportunidade de transformar-se. Portanto, o espírito do homem precisa estar preso à rede de Ísis, caso contrário, não poderá ser levado em seu barco para a próxima fase de experiência.

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DANÇA SAGRADA DOS SETE VÉUS


"Vê-la dançar é participar da força criadora que vibra no Cosmos; massa negra e pulsante explícita nos olhos e cabelos de Jhade. (...) Mãos se elevam em serpente e cortantes transformam em som o poder telúrico de seu ventre. Que os sons, manifestos em seu corpo, subam de encontro com o Eterno e sejam ouvidos além do tempo." (por W. Hassan)

A Dança dos Sete Véus tem sua origem em tempos remotos, onde as sacerdotisas dançavam no templo de Isis. É uma dança forte, bela e enigmática. Ela também reverencia à vida, os elementos da natureza, imita os passos dos animais e das divindades numa total integração com o universo. O coração da bailarina é tão leve quanto a pluma da Deusa Maat e é exatamente por isso que os véus são necessários, pois é deles que os deuses se servem para sutilizar o corpo da mulher. Os véus de Ísis, ao serem retirados, nos transmitem ensinamentos. Quando a bailarina usa dois véus, ao retirá-los nos diz que o corpo e espírito devem estar harmonizados. A Dança do Templo, que é usado três véus, homenageia a Trindade dos deuses do Antigo Egito: Ísis, Osíris e Hórus. A Dança do Palácio, com quatro véus, representa a busca da segurança e estabilidade e ao retirá-los a bailarina nos demonstra o quanto nos é benéfico o desapego das coisas materiais. Na Dança dos Sete Véus, cada véu corresponde a um grau de iniciação.

Os sete véus representam os sete chakras em equilíbrio e harmonia, sete cores e sete planetas.Cada planeta possui qualidades e defeitos que influenciam no temperamento das pessoas e a retirada de cada véu representa a dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação de suas qualidades.
Significado das cores:


Vermelho: libertação das paixões e vitória do amor
Laranja: libertação da raiva e dos sentimentos de ira
Amarelo: libertação da ambição e do materialismo
Verde: saúde e equilíbrio do corpo físico
Azul : encontro da serenidade
Lilás: transmutação da alma, libertação da negatividade
Branco: pureza, encontro da Luz.

Toda mulher deixa transbordar seu essência através da dança. Todas aquelas emoções reprimidas, sentimentos esquecidos, afloram. Toda e qualquer mulher que consegue penetrar nos mistérios e ensinamentos dessa prática, se revelará de forma pura e sublime e alcançará o êxtase ao dançar.

Dançar é minha prece mais pura
Momento em que meu corpo vislumbra o divino,
Em que meus pés tocam o real
Religiosidade despida de exageros,
Desejo lascivo, bordado de plenitude
Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível
Posso sentir por todos os corpos,
abraçar com todo
o coração,
E amar com os olhos
Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito,
Pairando no ar, compreensão e admiração
Iniciar uma prece é como abrir uma porta
Um convite a você, para entrar em meu universo
O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo
Que lhe toco sem tocar
Nada a observar, só a participar
Esta prece ausente de palavras
É codificada pela alma
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica
Quando eu terminar esta dança,
Estarei certa de que não seremos os mesmos.

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RITUAL DE ÍSIS PARA A LEALDADE

Você pode usar esse ritual para pedir à Ísis que reforce sua lealdade se se sentir tentada (o) a trair a confiança de alguém, ou para pedir que outra pessoa lhe seja leal.

Deve sempre ser realizado pela manhã e se possível imediatamente ao levantar-se da cama. Necessitará de uma granada, a pedra preciosa que simboliza a lealdade. A pedra pode estar solta ou presa em alguma jóia.

Acenda uma vela branca e coloque à sua frente. Suspenda a vela em frente a vela, de maneira que brilhe à luz da chama. Enquanto observa a luz brilhando através da granada, pense em tudo que necessitas fortalecer no sentido da lealdade.

Imagine você, ou a pessoa que a(o) preocupa, em uma situação que possa trair a confiança. Pense que você, ou essa pessoa, resistem ao impulso. Por exemplo, pode visualizar uma situação em que um amigo pede para revelar um segredo, porém você resiste, dizendo:
"Não, não posso lhe dizer".
Agora coloque a granada em seu bolso e use-a como jóia até que sinta que a ameaça da deslealdade tenha passado.



TEXTO PESQUISADO E DESENVOLVIDO POR

ROSANE VOLPATTO